O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não compareceu ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele era esperado na tarde desta quinta-feira (10) para prestar esclarecimentos sobre a movimentação financeira atípica de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

Reprodução/Instagram/BBC News Brasil


Flavio Bolsonaro disse que não pode “ser responsabilizado por atos de terceiros”

Flávio publicou uma nota em suas redes sociais, afirmando que ainda não teve acesso aos autos e que se compromete a agendar dia e hora para apresentar esclarecimentos. Flávio Bolsonaro tem prerrogativa parlamentar e não era obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos.

Policial militar da reserva, Fabrício Queiroz é ex-assessor de Flávio Bolsonaro e teve movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão consideradas atípicas rastreadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O ex-assessor ainda não prestou esclarecimentos ao MP sob a justificativa de problemas de saúde. Ele foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 30 de dezembro, e teve alta na terça-feira (8). O ex-assessor de Flávio Bolsonaro contou que pagou o hospital, um dos mais caros do país, com recursos próprios e que fará sessões de quimioterapia, que poderão durar de três a seis meses.

“Após a exposição de minha família e minha, como se eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir”, disse Queiroz. “Estou muito a fim de esclarecer tudo isso. Mas não contava com essa doença. Nunca imaginei que tinha câncer”, acrescentou.

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que tem elementos para prosseguir com as investigações mesmo sem ouvir a família Queiroz e para pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-policial militar.

Fonte: Congresso em Foco

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