Uma reu­nião de lí­de­res da Câ­ma­ra, na tar­de des­ta terça-​feira (14), se­lou uma de­ci­são que já era da­da co­mo cer­ta: sal­vo uma re­vi­ra­vol­ta, ne­nhu­ma me­di­da pro­vi­só­ria (MP) se­rá vo­ta­da no ple­ná­rio da Ca­sa nes­ta se­ma­na. Com is­so, encurta-​se ain­da mais o pra­zo pa­ra vo­ta­ção da MP 870, com a qual o pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro re­for­mu­lou sua es­tru­tu­ra de go­ver­no. Se o tex­to não pas­sar até dia 3 de ju­nho por Câ­ma­ra e Se­na­do, o Exe­cu­ti­vo se­rá for­ça­do a re­to­mar a es­tru­tu­ra do go­ver­no Te­mer, com 29 mi­nis­té­ri­os ao in­vés dos 22 atu­ais.

Luis Macedo/​Agência Câ­ma­ra


Joice Hasselmann lamentou a falta de disposição em negociar, inclusive do próprio PSL, com os bloco majoritário Câmara

“Ain­da dá tem­po. Mas fi­ca aper­ta­do. Sa­be aque­la coi­sa né? A água su­biu um pou­qui­nho, e es­tá aqui, no pes­co­ço. Eu não que­ro que a água che­gue no na­riz”, dis­se a lí­der do go­ver­no no Con­gres­so, de­pu­ta­da Joi­ce Has­sel­mann (PSL-​SP), ao fi­nal da reu­nião de lí­de­res.

Falta de diálogo

A MP 870 não foi vo­ta­da na se­ma­na pas­sa­da de­vi­do à ação de de­pu­ta­dos con­trá­ri­os a mu­dan­ças no go­ver­no Bol­so­na­ro apro­va­das na co­mis­são que ana­li­sou o tex­to, in­cluin­do a re­cri­a­ção de dois mi­nis­té­ri­os e a re­ti­ra­da do Con­se­lho de Con­tro­le de Ati­vi­da­des Fi­nan­cei­ras (Co­af) do âm­bi­to do Mi­nis­té­rio da Jus­ti­ça.

Na úl­ti­ma quin­ta o gru­po obs­truiu a vo­ta­ção da me­di­da, e o pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Ro­dri­go Maia (DEM-​RJ), de­ter­mi­nou que ou­tras cin­co MPs (863, 866, 867, 868, 869) se­rão apre­ci­a­das an­tes da 870, con­for­me a or­dem em que fo­ram en­vi­a­das ao Con­gres­so pe­lo Exe­cu­ti­vo.

Joi­ce la­men­tou a fal­ta de dis­po­si­ção em ne­go­ci­ar, in­clu­si­ve do pró­prio PSL, com os blo­co ma­jo­ri­tá­rio Câ­ma­ra. Ou a gen­te en­ten­de que é no diá­lo­go, na con­ver­sa, pe­lo bem do país, ou vai sair to­do mun­do per­den­do”, afir­mou a lí­der.

A or­dem do dia do ple­ná­rio des­ta quarta-​feira in­cluía a vo­ta­ção das du­as pri­mei­ras (a 863, que mu­da re­gras do se­tor aé­reo, e a 866, que cria a es­ta­tal NAV Bra­sil, des­ti­na­da a as­su­mir o ser­vi­ço de con­tro­le de trá­fe­go aé­reo, ho­je sob res­pon­sa­bi­li­da­de da In­fra­e­ro).

Por fal­ta de acor­do com o cha­ma­do Cen­trão – par­ti­dos que or­bi­tam a in­fluên­cia pró­xi­ma de Maia – e com a opo­si­ção, fo­ram der­ru­ba­das da pau­ta des­ta ter­ça in­clu­si­ve es­tas du­as MPs. Os de­pu­ta­dos ini­ci­a­ram a ses­são vo­tan­do um re­que­ri­men­to de con­vo­ca­ção do Mi­nis­tro da Edu­ca­ção, Abraham Wein­traub, pa­ra fa­lar em ple­ná­rio so­bre os cor­tes or­ça­men­tá­ri­os no en­si­no su­pe­ri­or.

Fon­te: Con­gres­so em Fo­co

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