A Po­lí­cia Fe­de­ral de­fla­grou na ma­nhã des­ta quarta-​feira (23) a 67ª fa­se da ope­ra­ção La­va Ja­to, que mi­ra um gru­po que re­pas­sa­va va­lo­res a ex-​dirigentes da Pe­tro­bras. Além de 23 man­da­tos de bus­ca a e apre­en­são con­tra os in­ves­ti­ga­dos, a Jus­ti­ça de­ter­mi­nou o blo­queio de R$ 1,7 bi em ati­vos fi­nan­cei­ros.

Agên­cia Bra­sil


Nova fase da operação Lava Jato mira empreiteiras e ex-dirigentes da Petrobras

No­me­a­da de “Tan­go & Cash” em re­fe­rên­cia ao fa­to de uma das em­pre­sas in­ves­ti­ga­das ser ítalo-​argetina, a ope­ra­ção de ho­je con­ta com o apoio do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF) e acon­te­ce em três es­ta­dos: São Pau­lo, Rio de Ja­nei­ro e Pa­ra­ná. As in­for­ma­ções são do jor­nal O Glo­bo.

Uma das in­ves­ti­ga­das na ope­ra­ção é a em­prei­tei­ra mul­ti­na­ci­o­nal Te­chint En­ge­nha­ria, que fa­bri­ca pla­cas de aço e tem ne­gó­ci­os no ra­mo do pe­tró­leo. Há in­dí­ci­os de que o gru­po cri­ou em­pre­sas offsho­re pa­ra ge­rir ver­bas ile­gais e pa­gar pro­pi­na em di­fe­ren­tes paí­ses.

No pas­sa­do, a em­pre­sa foi proi­bi­da pe­la jus­ti­ça de fir­mar con­tra­tos com a União, pe­la sua par­ti­ci­pa­ção na La­va Ja­to, mas a pu­ni­ção foi re­ver­ti­da pe­lo Tri­bu­nal de Con­tas da União (TCU).

A sus­pei­ta é que a em­pre­sa fa­zia par­te de um car­tel de no­ve em­prei­tei­ras, co­nhe­ci­do co­mo “O Clu­be”, que ti­nha a in­ten­ção de ven­cer as gran­des obras re­la­ci­o­na­das à Pe­tro­bras. In­dí­ci­os apon­tam que, em con­tra­par­ti­da, era co­bra­da uma pro­pi­na de 2% do va­lor to­tal do con­tra­to, o que po­dia che­gar a R$ 60 mi­lhões.

Se­gun­do a in­ves­ti­ga­ção, um dos ex-​diretores da es­ta­tal re­ce­beu US$ 9,4 mi­lhões, en­tre 2008 e 2013, e con­ti­nu­ou a re­ce­ber mes­mo após sair da em­pre­sa, em 2012.

Fon­te: Con­gres­so em Fo­co

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