Após os ca­sos de in­fec­ções e mor­tes pe­la do­en­ça res­pi­ra­tó­ria cau­sa­da pe­lo no­vo Co­ro­na­ví­rus, na Chi­na, o Mi­nis­té­rio da Saú­de ins­ta­lou, nes­ta quarta-​feira (22/​01), o Cen­tro de Ope­ra­ções de Emer­gên­cia (COE) - Co­ro­na­ví­rus, que tem co­mo ob­je­ti­vo ins­truir a re­de pú­bli­ca de saú­de bra­si­lei­ra pa­ra o aten­di­men­to de pos­sí­veis ca­sos no país. O aler­ta ver­me­lho se acen­deu após a Se­cre­ta­ria de Saú­de de Mi­nas Ge­rais anun­ci­ar um ca­so sus­pei­to do ví­rus no es­ta­do. O Mi­nis­té­rio, por sua vez, ne­ga que se tra­te da do­en­ça que já ma­tou 17 pes­so­as Chi­na.

Luís Oliveira/​Ministério da Saú­de


O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (23), em Brasília, coletiva técnica de imprensa para esclarecer dúvidas sobre o Coronavírus

Além do Mi­nis­té­rio da Saú­de, com­põem o no­vo Cen­tro: a Or­ga­ni­za­ção Pan-​Americana da Saú­de (OPAS/​OMS), a Agên­cia Na­ci­o­nal de Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria (An­vi­sa), o Ins­ti­tu­to Evan­dro Cha­gas (IEC), téc­ni­cos es­pe­ci­a­li­za­dos em res­pos­ta às emer­gên­ci­as de saú­de pú­bli­ca e ou­tros ór­gãos.

De acor­do com o Mi­nis­té­rio, é con­si­de­ra­do co­mo ca­so sus­pei­to do no­vo Co­ro­na­ví­rus, pa­ci­en­tes com sin­to­mas da do­en­ça, co­mo fe­bre, tos­se e di­fi­cul­da­de pa­ra res­pi­rar. Além dis­so, o pa­ci­en­te pre­ci­sa ter vi­a­ja­do pa­ra área com trans­mis­são ati­va do ví­rus nos úl­ti­mos 14 di­as an­tes do iní­cio dos sin­to­mas. Até o mo­men­to, só há trans­mis­são ati­va do ví­rus na ci­da­de de Wuhan, na Chi­na.

Casos no Brasil

On­tem a Se­cre­ta­ria da Saú­de de Mi­nas Ge­rais anun­ci­ou uma sus­pei­ta de co­ro­na­ví­rus, mas o Mi­nis­té­rio da Saú­de des­car­tou a pos­si­bi­li­da­de de que o ca­so em ques­tão pos­sa ser en­qua­dra­do co­mo sus­pei­to do ví­rus.

De acor­do com o Mi­nis­té­rio, cin­co es­ta­dos, mais o Dis­tri­to Fe­de­ral, no­ti­fi­ca­ram sus­pei­tas de in­fec­ção pe­lo ví­rus, mas to­das elas não cor­res­pon­di­am com os cri­té­ri­os da OMS e, por­tan­to, fo­ram des­car­ta­das. “Nós re­ce­be­mos al­gu­mas no­ti­fi­ca­ções: a pri­mei­ra re­ce­bi­da pe­lo Ci­evs foi do DF, em 18 de ja­nei­ro, que foi des­car­ta­do pe­los cri­té­ri­os da OMS. De­pois, re­ce­be­mos no­ti­fi­ca­ção de San­ta Ca­ta­ri­na e Mi­nas Ge­rais, em 21 de ja­nei­ro, que tam­bém fo­ram des­car­ta­das, pe­lo mes­mo mo­ti­vo. São Pau­lo e Rio gran­de do Sul tam­bém no­ti­fi­ca­ram ca­sos sus­pei­tos. Tam­bém des­car­ta­dos de acor­do com cri­té­rio da OMS”, ex­pli­cou o se­cre­tá­rio subs­ti­tu­to de Vi­gi­lân­cia em Saú­de, Jú­lio Cro­da, em co­le­ti­va re­a­li­za­da nes­ta quin­ta (23).

De acor­do com o se­cre­tá­rio subs­ti­tu­to, “é pre­ci­so es­cla­re­cer que a de­fi­ni­ção de ca­sos é di­nâ­mi­ca, por­que po­de mu­dar a par­tir do con­tex­to epi­de­mi­o­ló­gi­co. No en­tan­to, até o mo­men­to, não há ne­nhum ca­so sus­pei­to do no­vo co­ro­na­ví­rus no Bra­sil”, es­cla­re­ceu Jú­lio Cro­da.

O Mi­nis­té­rio ins­trui que os es­ta­dos co­mu­ni­quem qual­quer sus­pei­ta. “O Mi­nis­té­rio da Saú­de quer que os es­ta­dos in­for­mem qual­quer sus­pei­ção, pa­ra que pos­sa­mos es­cla­re­cer se são ou não ca­sos sus­pei­tos de Co­ro­na­ví­rus. É su­per sa­lu­tar es­sa con­ver­sa com os es­ta­dos pa­ra es­cla­re­ci­men­to dos fa­tos”, in­for­mou o se­cre­tá­rio subs­ti­tu­to.

Recomendações

Ape­sar de ne­nhum ca­so de in­fec­ção pe­lo ví­rus te­nha si­do con­fir­ma­da no Bra­sil, o Mi­nis­té­rio ori­en­ta al­guns cui­da­dos bá­si­cos pa­ra re­du­zir o ris­co de in­fec­ções res­pi­ra­tó­ri­as agu­das. “Evi­tar con­ta­to pró­xi­mo com pes­so­as que so­frem de in­fec­ções res­pi­ra­tó­ri­as agu­das; re­a­li­zar la­va­gem fre­quen­te das mãos, es­pe­ci­al­men­te após con­ta­to di­re­to com pes­so­as do­en­tes ou com o meio am­bi­en­te; evi­tar con­ta­to pró­xi­mo com ani­mais sel­va­gens e ani­mais do­en­tes em fa­zen­das ou cri­a­ções”, es­tão en­tre as ori­en­ta­ções do ór­gão.

Fon­te: Con­gres­so em Fo­co

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