O ní­vel de ocu­pa­ção dos bra­si­lei­ros fi­cou em 51,6% no tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril des­te ano. O da­do re­pre­sen­ta o per­cen­tu­al de bra­si­lei­ro em ida­de de tra­ba­lhar que es­tão efe­ti­va­men­te ocu­pa­dos. Es­se é o pa­ta­mar mais bai­xo do in­di­ca­dor des­de o iní­cio da Pes­qui­sa Na­ci­o­nal por Amos­tra de Do­mi­cí­li­os Con­tí­nua (Pnad-​Contínua), em 2012.

Jo­sé Pau­lo Lacerda/​CNI

No tri­mes­tre en­cer­ra­do em ja­nei­ro, o ní­vel de ocu­pa­ção che­gou a 54,8%. Em abril do ano pas­sa­do, a ta­xa era de 54,2%. A po­pu­la­ção ocu­pa­da fi­cou em 89,2 mi­lhões de pes­so­as no tri­mes­tre fi­na­li­za­do em abril, que­das de 5,2% em re­la­ção a ja­nei­ro des­te ano (4,9 mi­lhões de pes­so­as a me­nos) e de 3,4% em re­la­ção a abril do ano pas­sa­do (3,1 mi­lhões de pes­so­as). As que­das em am­bos ti­pos de com­pa­ra­ção fo­ram re­cor­des.

O to­tal de de­sem­pre­ga­dos no Bra­sil no tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril des­te ano che­gou a 12,8 mi­lhões de pes­so­as. O con­tin­gen­te é 7,5% su­pe­ri­or ao ob­ser­va­do no tri­mes­tre en­cer­ra­do em ja­nei­ro des­te ano, que era de 11,9 mi­lhões de de­so­cu­pa­dos. Na com­pa­ra­ção com o tri­mes­tre fin­do em abril de 2019 (13,2 mi­lhões), o con­tin­gen­te de de­so­cu­pa­dos fi­cou es­ta­tis­ti­ca­men­te es­tá­vel.

Na com­pa­ra­ção com ja­nei­ro des­te ano, as mai­o­res per­das de pos­tos de tra­ba­lho fo­ram ob­ser­va­das na cons­tru­ção (-13,1%), alo­ja­men­to e ali­men­ta­ção (-12,4%) e ser­vi­ços do­més­ti­cos (-11,6%). Ape­nas ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca te­ve cri­a­ção de pos­tos de tra­ba­lho (1,8%).

Na com­pa­ra­ção com abril do ano pas­sa­do, os se­to­res com mais per­das con­ti­nu­a­ram sen­do cons­tru­ção (-10,2%), ser­vi­ços do­més­ti­cos (-10,1%) e alo­ja­men­to e ali­men­ta­ção (-9,3%).

En­tre os ti­pos de ocu­pa­ção, os se­to­res que mais sen­ti­ram a per­da de pos­tos de tra­ba­lho, na com­pa­ra­ção com ja­nei­ro, fo­ram os em­pre­ga­dos sem car­tei­ra: no se­tor pri­va­do (-13,2%) e nos ser­vi­ços do­més­ti­cos (-12,6%).

Já na com­pa­ra­ção com abril do ano pas­sa­do, as per­das de pos­tos de tra­ba­lho mais ex­pres­si­vas fo­ram no ser­vi­ço pri­va­do sem car­tei­ra (-9,7%), tra­ba­lha­do­res do­més­ti­cos (-10,1%), em­pre­ga­do­res sem CNPJ (-13%) e tra­ba­lha­do­res fa­mi­li­a­res au­xi­li­a­res (-11,2%).

O nú­me­ro de em­pre­ga­dos com car­tei­ra de tra­ba­lho as­si­na­da no se­tor pri­va­do caiu pa­ra 32,2 mi­lhões de pes­so­as, me­nor ní­vel da sé­rie his­tó­ri­ca, re­cu­an­do 4,5% an­te o tri­mes­tre an­te­ri­or e 2,8% fren­te ao mes­mo tri­mes­tre de 2019.

A ta­xa de in­for­ma­li­da­de tam­bém atin­giu mí­ni­mo his­tó­ri­co (da sé­rie ini­ci­a­da em 2016), de 34,6 mi­lhões de tra­ba­lha­do­res, ou 38,8% da po­pu­la­ção ocu­pa­da. No tri­mes­tre an­te­ri­or, a ta­xa ha­via si­do 40,7% e no tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril de 2019, 40,9%.

O ren­di­men­to re­al ha­bi­tu­al do tra­ba­lha­dor (R$ 2.425) su­biu 2% an­te o tri­mes­tre an­te­ri­or e 2,5% re­la­ção ao mes­mo tri­mes­tre de 2019.

Subutilização

A po­pu­la­ção su­bu­ti­li­za­da, is­to é, aque­la que po­de­ria es­tá de­sem­pre­ga­da ou que po­de­ria tra­ba­lhar mais ho­ras do que tra­ba­lha, che­gou a 28,7 mi­lhões, re­cor­de da sé­rie his­tó­ri­ca, 8,7% aci­ma do tri­mes­tre en­cer­ra­do em ja­nei­ro des­te ano mas fi­can­do es­ta­tis­ti­ca­men­te es­tá­vel em re­la­ção a abril de 2019.

A ta­xa com­pos­ta de su­bu­ti­li­za­ção fi­cou em 25,6%, va­lor re­cor­de pa­ra a sé­rie, aci­ma dos 23,2% de ja­nei­ro e dos 24,9% de abril de 2019.

A po­pu­la­ção fo­ra da for­ça de tra­ba­lho (70,9 mi­lhões de pes­so­as) apre­sen­tou no­vo re­cor­de na sé­rie ini­ci­a­da em 2012, com al­tas de 7,9% (mais 5,2 mi­lhões de pes­so­as) em re­la­ção ao tri­mes­tre an­te­ri­or e de 9,2% (mais 6 mi­lhões) na com­pa­ra­ção com abril de 2019.

A po­pu­la­ção de­sa­len­ta­da (ou se­ja, aque­las que de­sis­ti­ram de pro­cu­rar em­pre­go) che­gou a 5 mi­lhões, mais um re­cor­de da sé­rie, cres­cen­do 7% em re­la­ção ao tri­mes­tre an­te­ri­or e es­ta­bi­li­da­de es­ta­tís­ti­ca em re­la­ção a abril de 2019.

Ou­tro re­cor­de foi o per­cen­tu­al de de­sa­len­ta­dos em re­la­ção à po­pu­la­ção na for­ça de tra­ba­lho ou de­sa­len­ta­da: 4,7%. A ta­xa é su­pe­ri­or a ja­nei­ro (4,2%) e a abril do ano pas­sa­do (4,4%).

Desemprego

A ta­xa de de­sem­pre­go no país su­biu pa­ra 12,6% no tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril des­te ano, se­gun­do da­dos da Pes­qui­sa Na­ci­o­nal por Amos­tra de Do­mi­cí­li­os (Pnad), di­vul­ga­da ho­je (28) pe­lo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE). A ta­xa é su­pe­ri­or aos 11,2% do tri­mes­tre en­cer­ra­do em ja­nei­ro. Em re­la­ção ao tri­mes­tre en­cer­ra­do em abril de 2019, a ta­xa fi­cou es­ta­tis­ti­ca­men­te es­tá­vel, já que o ín­di­ce de de­sem­pre­go da­que­le pe­río­do era de 12,5%.

Fon­te: Agên­cia Brasil/​EBC

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