Arquivos de Caminhoneiros

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (30) pela Folha de S.Paulo mostra que 87% dos brasileiros apoiam a greve dos caminhoneiros. São contrários 10% enquanto 2% se dizem indiferentes e 1% não soube responder. Foram ouvidas 1.500 pessoas em pesquisa telefônica. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Entre os entrevistados, 56% defendem a continuidade da greve e outros 42% querem o fim do movimento

Entre os entrevistados, 56% defendem a continuidade da greve e outros 42% querem o fim do movimento. O governo cedeu às reivindicações dos caminhoneiros em duas rodadas de negociação. Um dos itens acordados é a redução do preço do óleo diesel em R$ 0,46 na bomba e o congelamento do preço pelos dois primeiros meses.
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O plenário do Senado aprovou, nesta segunda-feira (28), a urgência para analisar o projeto da reoneração da folha de pagamento, aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados. A matéria faz parte de uma série de medidas adotadas pelo governo para tentar acabar a greve dos caminhoneiros, que já dura oito dias. Além de prever a reoneração para alguns setores, o projeto também elimina a cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel até o fim deste ano. A proposta acaba com a desoneração da folha de pagamento de 56 setores.

Moreira Mariz/Agência Senado


Matéria deve ser analisada com celeridade pelos senadores. Após passar meses travado, projeto da reoneração foi aprovado pelos deputados na semana passada

O projeto ainda não tem consenso entre partidos e veio da Câmara com um erro de cálculo. A estimativa do governo era de que a medida custaria cerca de R$ 3,5 bilhões, mas após aprovação da matéria, a Receita Federal informou que o impacto, na realidade, custará mais de R$ 10 bilhões.

O erro foi admitido pelo ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, ainda na semana passada. Na quinta-feira (24), dia seguinte à aprovação do projeto, Marun disse que “o relator usou cálculos errados”. “Agora é avançar para um ajuste em relação as consequência das medidas. Houve um erro de cálculo”, afirmou o ministro.
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O governo também concordou em zerar alguns tributos que incidem sobre o diesel por 60 dias, com a expectativa de reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do combustível. Vice-líder do PSDB, o deputado Izalci Lucas acredita que as medidas resolvem o problema dos caminhoneiros.

Michel Jesus/Câmara dos Deputados


Crise dos combustíveis resultou em plenário movimentado em plena segunda-feira

“Nós já tínhamos aprovado essas medidas na quinta-feira. O PSDB apresentou a emenda zerando Pis e Cofins. Evidentemente que a medida provisória consolida melhor, mas acho que, com essas medidas, deve-se encerrar a greve”, afirmou.
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O governo investiga a infiltração de três movimentos políticos – “Intervenção militar já”, “Fora Temer” e “Lula livre” – na paralisação dos caminhoneiros. A suspeita é de que esses grupos estão por trás da manutenção dos bloqueios, mesmo após ter boa parte de suas reivindicações atendidas ou ao menos encaminhadas. Essa é uma leitura feita nas reuniões do gabinete de crise montado pelo Palácio do Planalto na semana passada, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Tania Rego/Agência Brasil


Grupos pró-intervenção militar estão infiltrados entre caminhoneiros, segundo lideranças do movimento

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirmou em entrevista coletiva que há um forte grupo de intervencionistas infiltrado na paralisação dos caminhoneiros. “Quem quer derrubar o governo que monte um movimento, não use a Abcam”, disse. “Os caras querem dar um golpe neste país e eu não vou fazer parte disso”, acrescentou.
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Ao contrário do que o governo tem dito sobre a greve dos caminhoneiros, que está no oitavo dia, o segundo acordo com a categoria não deve colocar fim à mobilização tão cedo. A opinião é do presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva, para quem os condutores de caminhão paralisados Brasil afora não querem medidas provisórias e medidas negociadas com o Congresso, mas sim a imediata redução do preço dos combustíveis na boma.

Jonas Pereira/Agência Senado


Presidente da Unicam critica Temer e Pedro Parente: “Tem que mudar a política de preços”

Para José Araújo, que responde por centenas de milhares de caminhoneiros, a situação ainda é de paralisia na atividade e de disposição pata a mobilização. “Está praticamente tudo parado ainda. O pessoal não aceitou o acordo”, disse José Araújo ao Congresso em Foco, explicando que são muitos os posicionamentos entre os milhares de caminhoneiros ainda mobilizados Brasil. Ele diz estar difícil até reunir informações sobre o quadro grevista, dada a inabilidade do governo nos primeiros dias de negociação com os grevistas e a multiplicidade de reações.
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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocou os senadores para uma sessão extraordinária nesta segunda-feira (28). O principal objetivo da antecipação do início dos trabalhos é votar a urgência do projeto de lei que cria preços mínimos para o frete, uma das reivindicações dos caminhoneiros em greve. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também antecipou para esta segunda a reunião com os líderes partidários. Maia quer concluir a votação dos destaques do cadastro positivo.

Valter Campanato/Agência Brasil


Senadores vão tentar liberar a pauta e votar proposta de frete reivindicada por caminhoneiros

A aprovação do projeto (PLC 121/2017) que trata de fretes foi incluída no acordo firmado na quinta-feira com o governo federal. A iniciativa, do deputado Assis Couto (PT-PR), está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, mas pode ir direto ao Plenário em regime de urgência. O relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
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Os bloqueios de caminhoneiros nas rodovias que paralisaram o escoamento da produção em todo o país já provocaram perdas de pelo menos R$ 10,2 bilhões, segundo as primeiras estimativas de diferentes setores. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o número – quase o dobro dos R$ 5 bilhões que o governo usará para cobrir a perda que a Petrobras terá por reduzir o preço do diesel e suspender os reajustes diários – vai crescer quando for possível mensurar os estragos com mais precisão.

Tânia Rêgo/Agência Brasil


De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o número vai crescer quando for possível mensurar os estragos com mais precisão

Segundo a Folha, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que 40% das atividades do setor tenham sido atingidas, comprometendo negócios de R$ 2,4 bilhões. Na indústria de frangos e suínos, as perdas chegam a R$ 1,8 bilhão em cinco dias, conforme projeções do setor. Calcula-se que mais de 50 milhões de aves morreram nesses dias de paralisações.
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Para tentar encerrar a greve dos caminhoneiros, que completa uma semana, o presidente Michel Temer cedeu e reduziu em R$ 0,46 na bomba o valor do diesel, com corte em tributos como a Cide e o PIS/Cofins. Também decidiu congelar o preço do óleo diesel por 60 dias, e não mais 15 ou 30 dias como anunciado semana passada. Vencidos os dois meses, o reajuste será feito a cada 30 dias.

Marcelo Camargo/Agência Brasil


“Para chegar a esses R$ 0,46, o governo está assumindo sacrifícios no orçamento e honrará essa diferença de custo sem nenhum prejuízo para a Petrobras”, diz o presidente

Michel Temer também assinou três medidas provisórias que garantem a isenção da cobrança do eixo suspenso nos pedágios, a reserva de 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os caminhoneiros autônomos e uma tabela com valores mínimos para os fretes rodoviários.
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