Arquivos de Corrupção

O Tri­bu­nal de Con­tas da União (TCU) di­vul­gou le­van­ta­men­to iné­di­to nes­ta quarta-​feira (21) por meio do qual apon­ta que 38 ór­gãos e en­ti­da­des fe­de­rais (ve­ja a lis­ta abai­xo), to­dos com com al­to po­der econô­mi­co no go­ver­no cen­tral, “pos­su­em fra­gi­li­da­des nos con­tro­les” em seus con­tra­tos. Se­gun­do o es­tu­do, tais ní­veis de vul­ne­ra­bi­li­da­de sãos “al­tos” e “mui­to al­tos”. As uni­da­des go­ver­na­men­tais têm or­ça­men­to anu­al de R$ 216 bi­lhões, acres­cen­ta o TCU.

TCU


Relatório foi aprovado de maneira unânime no plenário do TCU

O re­la­tó­rio se­rá en­ca­mi­nha­do à Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca. O ob­je­ti­vo é que não só o atu­al go­ver­no to­me ci­ên­cia da si­tu­a­ção, mas tam­bém que os ris­cos de­tec­ta­dos em au­di­to­ri­as se­jam co­mu­ni­ca­dos à equi­pe do go­ver­no de tran­si­ção do pre­si­den­te elei­to Jair Bol­so­na­ro (PSL). Di­ver­sas ou­tras ins­ti­tui­ções pú­bli­cas, pri­va­das ou de eco­no­mia mis­ta (ins­ti­tu­tos, fun­da­ções, hos­pi­tais uni­ver­si­tá­ri­os etc), co­mo a Fun­da­ção Oswal­do Cruz (Fi­o­cruz) e a Fun­da­ção Na­ci­o­nal do Ín­dio (Fu­nai), tam­bém fo­ram lis­ta­das no gru­po de ris­co.

Fo­ram fei­tas au­di­to­ri­as em 287 ór­gãos do Po­der Exe­cu­ti­vo, mui­tos de­les em­pre­sas es­ta­tais do ca­li­bre de Pe­tro­bras, Ban­co Na­ci­o­nal de De­sen­vol­vi­men­to Econô­mi­co e So­ci­al (BNDES) e Cai­xa Econô­mi­ca Fe­de­ral (CEF), mas tam­bém ór­gãos co­mo a Advocacia-​Geral da União (AGU) e o De­par­ta­men­to Na­ci­o­nal de In­fra­es­tru­tu­ra de Trans­por­tes (Dnit).

O ob­je­ti­vo foi au­fe­rir o grau de ex­po­si­ção a ris­cos de cor­rup­ção e de­mais des­man­dos, no que foi cha­ma­do de “ma­pe­a­men­to da ex­po­si­ção a ris­cos”. Fo­ram com­bi­na­dos os “fa­to­res de ris­cos” (po­der econô­mi­co e de re­gu­la­ção) com os “ín­di­ces de ro­bus­tez dos con­tro­les”.

O le­van­ta­men­to es­tá de­ta­lha­do em pa­re­cer, re­pre­sen­ta­do na ilus­tra­ção abai­xo, que foi apre­sen­ta­do pe­la mi­nis­tra Ana Ar­ra­es e apro­va­do pe­lo ple­ná­rio do TCU, por una­ni­mi­da­de, na quarta-​feira (14) da úl­ti­ma se­ma­na. O ar­qui­vo com­ple­to do ma­te­ri­al vei­cu­la­do no si­te do Tri­bu­nal, com re­la­tó­rio in­di­vi­du­al so­bre ca­da ór­gão, só es­ta­rá dis­po­ní­vel na pró­xi­ma segunda-​feira (26).

Veja a relação entre o nível de fragilidade de controle versus poder econômico:

“As fai­xas de­li­mi­ta­do­ras da ex­po­si­ção só são vá­li­das pa­ra o Ín­di­ce de fra­gi­li­da­de de con­tro­les de frau­de e cor­rup­ção (ín­di­ce ge­ral). Pa­ra os de­mais ín­di­ces in­di­vi­du­ais (‘ges­tão da éti­ca e in­te­gri­da­de’, ‘au­di­to­ria in­ter­na’, en­tre ou­tros), as fai­xas não de­vem ser uti­li­za­das pa­ra a ava­li­a­ção ge­ral da ex­po­si­ção, mas sim co­mo in­di­ca­ti­vo in­di­vi­du­al”, ex­pli­ca tex­to in­tro­du­tó­rio ao “ma­pa de ris­co”.

Em um pri­mei­ro de­ta­lha­men­to, o re­la­tó­rio des­cre­ve a si­tu­a­ção dos ór­gãos da ad­mi­nis­tra­ção fe­de­ral com mai­or po­der econô­mi­co e de re­gu­la­ção, no des­cri­ti­vo “ex­tra­to dos 30% mai­o­res”. Oi­to em ca­da dez des­sas ins­ti­tui­ções pú­bli­cas “ain­da es­tão em ní­veis ini­ci­ais de es­ta­be­le­ci­men­to de ges­tão de ris­cos e con­tro­les in­ter­nos”, ano­ta o le­van­ta­men­to.

Uma pro­por­ção mais ele­va­da de ór­gãos em si­tu­a­ção de vul­ne­ra­bi­li­da­de mos­tra que qua­se no­ve de ca­da dez de­les “de­cla­ra­ram que não pas­sa­ram do es­tá­gio ini­ci­al de im­plan­ta­ção de con­tro­les es­pe­cí­fi­cos pa­ra de­tec­ção de com­ba­te à frau­de e cor­rup­ção”. Ain­da se­gun­do o re­la­tó­rio, “102 ins­ti­tui­ções com mai­o­res po­de­res econô­mi­co e de re­gu­la­ção, 70% de­cla­ra­ram que não es­tão im­ple­men­ta­das me­di­das de mo­ni­to­ra­men­to da ges­tão da éti­ca”.

Em um pu­xão de ore­lha nas au­to­ri­da­des do Exe­cu­ti­vo, o TCU cri­ti­ca a ine­xis­tên­cia ab­so­lu­ta e ge­ne­ra­li­za­da de “cri­té­ri­os mí­ni­mos e ob­je­ti­vos pa­ra in­di­ca­ção de di­ri­gen­tes” dos ór­gãos pú­bli­cos. Além dis­so, a re­pri­men­da lem­bra que “as es­ta­tais de mai­or po­der econô­mi­co pou­co avan­ça­ram no es­ta­be­le­ci­men­to de mo­de­lo de da­dos aber­tos, de trans­pa­rên­cia e de ac­coun­ta­bi­lity” – es­tran­gei­ris­mo re­fe­ren­te à cul­tu­ra de ges­tão ba­se­a­da na éti­ca e na res­pon­sa­bi­li­da­de quan­do da pres­ta­ção de con­tas.

Veja a lista com as principais instituições listadas:

- Pe­tro­bras
- Ban­co Na­ci­o­nal de De­sen­vol­vi­men­to Econô­mi­co e So­ci­al (BNDES)
- Trans­pe­tro
- Ban­co Cen­tral do Bra­sil (BCB)
- In­fra­e­ro
- Ban­co da Amazô­nia (Ba­sa)
- Advocacia-​Geral da União (AGU)
- Controladoria-​Geral da União (CGU)
- Mi­nis­té­rio das Ci­da­des
- Mi­nis­té­rio do Tu­ris­mo
- Mi­nis­té­rio da Saú­de
- Em­pre­sa Bra­si­lei­ra de Pes­qui­sa Agro­pe­cuá­ria (Em­bra­pa)
- De­par­ta­men­to Na­ci­o­nal de In­fra­es­tru­tu­ra de Trans­por­tes (Dnit)
- Su­pe­rin­ten­dên­cia do De­sen­vol­vi­men­to da Amazô­nia (Su­dam)
- Agên­cia Na­ci­o­nal de Trans­por­tes Ter­res­tres (ANTT)
- Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Tu­ris­mo (Em­bra­tur)
- Fun­da­ção Na­ci­o­nal de Saú­de (Fu­na­sa)
- Fun­da­ção Oswal­do Cruz (Fi­o­cruz)
- BN­DES­Par (par­ce­ri­as BNDES)
- Su­pe­rin­ten­dên­cia da Zo­na Fran­ca de Ma­naus (Su­fra­ma)
- Con­se­lho Ad­mi­nis­tra­ti­vo de De­fe­sa Econô­mi­ca (Ca­de)
- Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Co­lo­ni­za­ção e Re­for­ma Agrá­ria (In­cra)
- Em­pre­sa de Tec­no­lo­gia e In­for­ma­ções da Pre­vi­dên­cia So­ci­al (Da­ta­prev)
- Fun­da­ção Na­ci­o­nal do Ín­dio (Fu­nai)
- BB Se­gu­ri­da­de
- Ban­co do Nor­des­te do Bra­sil (BNB)
- Em­pre­sa Ges­to­ra de Ati­vos (Em­gea)
- Agên­cia Na­ci­o­nal de Águas (Ana)
- Agên­cia Na­ci­o­nal de Avi­a­ção Ci­vil (Anac)
- Agên­cia Es­pe­ci­al de Fi­nan­ci­a­men­to In­dus­tri­al (Finame/​Subsidiária BNDES)
- Agên­cia Na­ci­o­nal de Trans­por­tes Aqua­viá­ri­os (An­taq)
- BB Ges­tão de Re­cur­sos – Dis­tri­bui­do­ra de Tí­tu­los e Va­lo­res Mo­bi­liá­ri­os S.A. (BBDTVM)
- Cai­xa de Fi­nan­ci­a­men­to Imo­bi­liá­rio da Ae­ro­náu­ti­ca (CFi­ae)
- Cai­xa de Cons­tru­ções de Ca­sas pa­ra o Pes­so­al da Ma­ri­nha (CCCPM)
- Cen­trais de Abas­te­ci­men­to de Mi­nas Ge­rais S/​A (Ce­a­sa­Mi­nas)
- De­par­ta­men­to Na­ci­o­nal de Obras Con­tra as Se­cas (DNocs)
- BB Tec­no­lo­gia e Ser­vi­ços
- Ca­sa da Mo­e­da do Bra­sil (CMB)
- BB Con­sór­ci­os
- Co­ma­no da Ma­ri­nha (CM)
- Mi­nis­té­rio do De­sen­vol­vi­men­to So­ci­al (MDS)
- Ins­ti­tu­to Fe­de­ral de Mi­nas Ge­rais (IFMG)
- Ins­ti­tu­to Fe­de­ral do Rio de Ja­nei­ro (IFRJ)
- Fun­do Na­ci­o­nal de De­sen­vol­vi­men­to da Edu­ca­ção (FNDE)
- Li­qui­gás (dis­tri­bui­do­ra da Pe­tro­bras)
- Fun­da­ção Jo­a­quim Na­bu­co (Fun­daj)
- Ele­tro­sul Cen­trais Elé­tri­cas S.A.
- Ser­vi­ço Fe­de­ral de Pro­ces­sa­men­to de Da­dos (Ser­pro)

Fon­te: Con­gres­so em Fo­co

O Mi­nis­té­rio Pú­bli­co de São Pau­lo in­ves­ti­ga se a con­ces­si­o­ná­ria CCR deu, du­ran­te a cam­pa­nha de 2010, cer­ca de R$ 5 mi­lhões ao ex-​governador de São Pau­lo e pré-​candidato à Pre­si­dên­cia, Ge­ral­do Alck­min (PSDB). A in­ves­ti­ga­ção é ba­se­a­da em de­poi­men­tos de re­pre­sen­tan­tes da em­pre­sa aos pro­cu­ra­do­res pau­lis­tas. Alck­min afir­ma que des­co­nhe­ce a in­ves­ti­ga­ção.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


Executivos da CCR afirmaram ao MP estadual que o dinheiro foi entregue a Adhemar Ribeiro, cunhado do tucano

Se­gun­do a re­por­ta­gem do jor­nal Fo­lha de S. Pau­lo, os exe­cu­ti­vos da em­pre­sa afir­mam que os va­lo­res fo­ram en­tre­gues a Adhe­mar Ri­bei­ro, cu­nha­do do tu­ca­no. O mon­tan­te não es­tá na pres­ta­ção de con­tas de Alck­min na­que­le ano. Mes­mo em 2010, o Tri­bu­nal Su­pe­ri­or Elei­to­ral (TSE) já ha­via fir­ma­do en­ten­di­men­to de que con­ces­si­o­ná­ri­as de ser­vi­ços pú­bli­cos não po­di­am fa­zer do­a­ções a can­di­da­tos.
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O mi­nis­tro do De­sen­vol­vi­men­to So­ci­al, Al­ber­to Bel­tra­me, de­ci­diu de­mi­tir o pre­si­den­te do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Se­gu­ri­da­de So­ci­al (INSS) Fran­cis­co Lo­pes. A exo­ne­ra­ção foi en­ca­mi­nha­da à Ca­sa Ci­vil e de­ter­mi­na­da após o jor­nal O Glo­bo re­ve­lar que ele con­tra­tou a em­pre­sa RSX In­for­má­ti­ca Lt­da, cu­ja se­de fun­ci­o­na­va nu­ma lo­ja des­ti­na­da a ven­da de be­bi­das, pa­ra for­ne­cer pro­gra­mas de com­pu­ta­dor ao ór­gão.

Divulgação/​Deputado An­dré Mou­ra


O líder do governo no Congresso, deputado André Moura, foi responsável pela indicação de Francisco Lopes, à direita, para o INSS. Caberá a ele indicar o sucessor

Se­gun­do a re­por­ta­gem, o con­tra­to no va­lor de R$ 8,8 mi­lhões foi as­si­na­do em abril mes­mo após pa­re­cer de téc­ni­cos do INSS in­di­car que os pro­gra­mas de com­pu­ta­dor ofe­re­ci­dos pe­la RSX não te­rem uti­li­da­de pa­ra o ór­gão.
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O mi­nis­tro Ed­son Fa­chin, do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), au­to­ri­zou aber­tu­ra de inqué­ri­to pa­ra apu­rar re­pas­se ir­re­gu­lar de R$ 40 mi­lhões da J&F pa­ra as cam­pa­nhas de po­lí­ti­cos do MDB em 2014. A in­ves­ti­ga­ção foi au­to­ri­za­da com ba­se nas de­la­ções de Sér­gio Ma­cha­do, ex-​presidente da Trans­pe­tro, e Ri­car­do Saud, ex-​diretor da JBS.

Agên­cia Bra­sil


Os senadores Eunício Oliveira, Romero Jucá e Renan Calheiros estão entre os alvos da investigação

Com a de­ci­são, os se­na­do­res Re­nan Ca­lhei­ros (AL), Ja­der Bar­ba­lho (PA), Ro­me­ro Ju­cá (RR), Eu­ní­cio Oli­vei­ra (CE), Edu­ar­do Bra­ga (AM), Edi­son Lo­bão (MA), Val­dir Raupp (RO) e Ro­ber­to Re­quião (RR), além do ex-​senador Vi­tal do Rê­go, atu­al mi­nis­tro do Tri­bu­nal de Con­tas da União, pas­sam a ser in­ves­ti­ga­dos por, su­pos­ta­men­te, te­rem se be­ne­fi­ci­a­do com o re­pas­se.
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Um ano após as re­ve­la­ções da de­la­ção da JBS, o ex-​procurador-​geral da Re­pú­bli­ca Ro­dri­go Ja­not diz que o com­por­ta­men­to pos­te­ri­or dos de­la­to­res, co­mo o ex-​presidente do gru­po Jo­es­ley Ba­tis­ta e o ex-​diretor de re­la­ções ins­ti­tu­ci­o­nais Ri­car­do Saud, não en­fra­que­ce as de­nún­ci­as fei­tas por ele. Se­gun­do o ex-​procurador, fi­gu­ras co­mo o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer (MDB) e o se­na­dor Aé­cio Ne­ves (PSDB-​MG), achavam-​se, até en­tão, imu­nes a qual­quer in­ves­ti­ga­ção.

Wil­son Dias/​Agência Bra­sil


Segundo Janot, a delação da JBS permitiu ao Ministério Público chegar “à cabeça da organização criminosa”

Em en­tre­vis­ta ao jor­nal O Glo­bo, Ja­not afir­ma ter ab­so­lu­ta con­vic­ção do en­vol­vi­men­to do pre­si­den­te nos cri­mes apon­ta­dos nas du­as de­nún­ci­as cri­mi­nais con­tra o eme­de­bis­ta bar­ra­das pe­la Câ­ma­ra. “Exis­tem pro­vas con­tra o pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca em exer­cí­cio por atos cri­mi­no­sos por ele pra­ti­ca­dos? A im­pren­sa di­vul­gou áu­di­os, ví­de­os. Se is­so não é su­fi­ci­en­te, eu me mu­do pa­ra Mar­te”, res­pon­deu Ja­not ao re­pór­ter Jail­ton Car­va­lho. “Acre­di­to que es­sa foi uma das co­la­bo­ra­ções pre­mi­a­das que mais au­xi­li­a­ram o com­ba­te à cor­rup­ção no Bra­sil”, acres­cen­tou.
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A pro­cu­ra­do­ra da Re­pú­bli­ca em São Pau­lo Adri­a­na Scor­da­ma­glia for­ma­li­zou nes­ta segunda-​feira (14) no­vo pe­di­do de pri­são pre­ven­ti­va con­tra Pau­lo Vi­ei­ra de Sou­za, co­nhe­ci­do co­mo Pau­lo Pre­to, ex-​diretor da Der­sa e apon­ta­do por in­ves­ti­ga­do­res co­mo ope­ra­dor fi­nan­cei­ro do PSDB. A ini­ci­a­ti­va foi pro­vo­ca­da pe­lo pró­prio Pau­lo Pre­to, uma vez que ele não se apre­sen­tou pa­ra au­di­ên­cia ju­di­ci­al mar­ca­da pa­ra ho­je na 5ª Va­ra Fe­de­ral Cri­mi­nal de SP.

Jo­sé Cruz/​Agência Bra­sil


Apontado como operador do PSDB, Paulo Preto é acusado de depositar mais de R$ 120 milhões no exterior

A in­for­ma­ção foi vei­cu­la­da há pou­co pe­la jor­na­lis­ta Mô­ni­ca Ber­ga­mo em sua co­lu­na no jor­nal Fo­lha de S. Pau­lo. Se­gun­do a re­por­ta­gem, Adri­a­na Scor­da­ma­glia pe­diu a pri­são de­pois de cons­ta­tar que Pau­lo Pre­to, que tam­bém é en­ge­nhei­ro, não com­pa­re­ce­ria à au­di­ên­cia. O in­ves­ti­ga­do foi sol­to na úl­ti­ma se­ma­na por meio de um ha­be­as cor­pus con­ce­di­do pe­lo mi­nis­tro Gil­mar Men­des, do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF).
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O Tri­bu­nal Re­gi­o­nal Fe­de­ral da 1ª Re­gião con­ce­deu li­ber­da­de pro­vi­só­ria, nes­ta quinta-​feira (3), ao ex-​presidente da Câ­ma­ra Hen­ri­que Edu­ar­do Al­ves (MDB-​RN), ex-​ministro do Tu­ris­mo de Dil­ma Rous­seff (PT) e Mi­chel Te­mer (MDB), de quem tam­bém é ami­go e um dos prin­ci­pais ali­a­dos. O ex-​deputado es­ta­va pre­so des­de ju­nho de 2017 em de­cor­rên­cia da Ope­ra­ção Ma­nus, des­do­bra­men­to da La­va Ja­to que in­ves­ti­ga pa­ga­men­to de su­bor­no na cons­tru­ção da Are­na das Du­nas, es­tá­dio da Co­pa do Mun­do de 2014.

An­to­nio Cruz/​Agência Bra­sil


Ex-deputado é acusado de receber milhões em propina como membro do chamado “quadrilhão do PMDB”

Em seu des­pa­cho, o de­sem­bar­ga­dor do TRF-​1 Ney Bel­lo ar­gu­men­ta que, ao con­ce­der a li­ber­da­de pro­vi­só­ria, obe­de­ceu à “re­gra ge­ral re­la­ti­va à pri­va­ção da li­ber­da­de pes­so­al com fi­na­li­da­de pro­ces­su­al, se­gun­do a qual o al­can­ce do re­sul­ta­do se dá com o me­nor da­no pos­sí­vel aos di­rei­tos in­di­vi­du­ais”. O ma­gis­tra­do de­ter­mi­nou du­as con­di­ções pa­ra con­ce­der o ha­be­as cor­pus, que po­de ser re­vo­ga­do ca­so ao me­nos uma de­las se­ja des­cum­pri­da: re­ten­ção do pas­sa­por­te e proi­bi­ção de con­ta­to com in­ves­ti­ga­dos na ação pe­nal em ques­tão.
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O se­na­dor Aé­cio Ne­ves (PSDB-​MG) pres­tou de­poi­men­to na se­de da Po­lí­cia Fe­de­ral em Bra­sí­lia, nes­ta quinta-​feira (26), no inqué­ri­to em que é sus­pei­to de re­ce­ber pro­pi­na em es­que­ma en­vol­ven­do a cons­tru­ção da usi­na de San­to Antô­nio, em Rondô­nia. A acu­sa­ção te­ve ori­gem em de­la­ções pre­mi­a­das de exe­cu­ti­vos da Ode­bre­cht já ho­mo­lo­ga­das no Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), no âm­bi­to da Ope­ra­ção La­va Ja­to. Al­vo da in­ves­ti­ga­ção, o tu­ca­no se tor­nou réu e, além da ação pe­nal, res­pon­de a oi­to inqué­ri­tos no STF.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


Réu no Supremo e alvo da Lava Jato, Aécio não falou à imprensa depois do depoimento

O se­na­dor che­gou à PF por vol­ta das 15h30 e dei­xou o lo­cal pou­co de­pois das 17h. O tu­ca­no não fa­lou à im­pren­sa de­pois do de­poi­men­to, mas seu ad­vo­ga­do, Al­ber­to Za­cha­ri­as To­ron, emi­tiu no­ta pa­ra des­qua­li­fi­car a acu­sa­ção. “Por se tra­tar de em­pre­en­di­men­to con­du­zi­do pe­lo go­ver­no fe­de­ral à épo­ca, ao qual o se­na­dor e seu par­ti­do fa­zi­am opo­si­ção, não há na­da que o vin­cu­le às in­ves­ti­ga­ções em an­da­men­to”, diz tre­cho da men­sa­gem (ín­te­gra abai­xo).
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O ex-​ministro An­to­nio Pa­loc­ci, pre­so des­de se­tem­bro de 2016, as­si­nou acor­do de de­la­ção pre­mi­a­da com a Po­lí­cia Fe­de­ral, in­for­ma O Glo­bo. De acor­do com a re­por­ta­gem, fon­tes ou­vi­das pe­lo jor­nal con­fir­ma­ram que os in­ves­ti­ga­do­res já con­cluí­ram a fa­se de to­ma­da de de­poi­men­tos. A co­la­bo­ra­ção ain­da pre­ci­sa ser ho­mo­lo­ga­da pe­la Jus­ti­ça.

Agên­cia Bra­sil


Palocci está preso desde setembro de 2016

Pa­loc­ci foi con­de­na­do pe­lo juiz Ser­gio Mo­ro, que co­man­da os pro­ces­sos da Ope­ra­ção La­va Ja­to em Cu­ri­ti­ba, a 12 anos, 2 me­ses e 20 di­as de pri­são pe­los cri­mes de cor­rup­ção pas­si­va e la­va­gem de di­nhei­ro. Ele dei­xou o PT, do qual era um dos fun­da­do­res e um dos no­mes mais in­flu­en­tes, de­pois de fa­zer acu­sa­ções con­tra o ex-​presidente Lu­la e di­zer que o pe­tis­ta fez um “pac­to de san­gue” com a di­re­ção da Ode­bre­cht.
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A procuradora-​geral da Re­pú­bli­ca, Ra­quel Dod­ge, rei­te­rou nes­ta segunda-​feira (16) no Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) o pe­di­do de aber­tu­ra de ação pe­nal con­tra o se­na­dor Aé­cio Ne­ves (PSDB-​MG) em um dos inqué­ri­tos re­sul­tan­tes da de­la­ção do em­pre­sá­rio Jo­es­ley Ba­tis­ta, do gru­po J&F. Se o pe­di­do for acei­to, o se­na­dor e mais três pes­so­as se tor­na­rão réus no pro­ces­so.

Reprodução/​PSDB


A Primeira Turma do STF julgará a denúncia como o peessedebista nesta terça-feira

O jul­ga­men­to so­bre o re­ce­bi­men­to da de­nún­cia pe­la Pri­mei­ra Tur­ma do STF es­tá mar­ca­do pa­ra ama­nhã (terça-​feira, 17). Tam­bém são al­vos da mes­ma de­nún­cia a ir­mã do se­na­dor, An­drea Ne­ves, o pri­mo de­le, Fre­de­ri­co Pa­che­co, e Mendher­son Sou­za Li­ma, ex-​assessor par­la­men­tar do se­na­dor Ze­zé Per­rel­la (PMDB-​MG), fla­gra­do com di­nhei­ro vi­vo. To­dos fo­ram acu­sa­dos de cor­rup­ção pas­si­va.
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