Arquivos de Corrupção

O Ministério Público de São Paulo investiga se a concessionária CCR deu, durante a campanha de 2010, cerca de R$ 5 milhões ao ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB). A investigação é baseada em depoimentos de representantes da empresa aos procuradores paulistas. Alckmin afirma que desconhece a investigação.

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Executivos da CCR afirmaram ao MP estadual que o dinheiro foi entregue a Adhemar Ribeiro, cunhado do tucano

Segundo a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os executivos da empresa afirmam que os valores foram entregues a Adhemar Ribeiro, cunhado do tucano. O montante não está na prestação de contas de Alckmin naquele ano. Mesmo em 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia firmado entendimento de que concessionárias de serviços públicos não podiam fazer doações a candidatos.
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O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, decidiu demitir o presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Francisco Lopes. A exoneração foi encaminhada à Casa Civil e determinada após o jornal O Globo revelar que ele contratou a empresa RSX Informática Ltda, cuja sede funcionava numa loja destinada a venda de bebidas, para fornecer programas de computador ao órgão.

Divulgação/Deputado André Moura


O líder do governo no Congresso, deputado André Moura, foi responsável pela indicação de Francisco Lopes, à direita, para o INSS. Caberá a ele indicar o sucessor

Segundo a reportagem, o contrato no valor de R$ 8,8 milhões foi assinado em abril mesmo após parecer de técnicos do INSS indicar que os programas de computador oferecidos pela RSX não terem utilidade para o órgão.
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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para apurar repasse irregular de R$ 40 milhões da J&F para as campanhas de políticos do MDB em 2014. A investigação foi autorizada com base nas delações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e Ricardo Saud, ex-diretor da JBS.

Agência Brasil


Os senadores Eunício Oliveira, Romero Jucá e Renan Calheiros estão entre os alvos da investigação

Com a decisão, os senadores Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Eduardo Braga (AM), Edison Lobão (MA), Valdir Raupp (RO) e Roberto Requião (RR), além do ex-senador Vital do Rêgo, atual ministro do Tribunal de Contas da União, passam a ser investigados por, supostamente, terem se beneficiado com o repasse.
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Um ano após as revelações da delação da JBS, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot diz que o comportamento posterior dos delatores, como o ex-presidente do grupo Joesley Batista e o ex-diretor de relações institucionais Ricardo Saud, não enfraquece as denúncias feitas por ele. Segundo o ex-procurador, figuras como o presidente Michel Temer (MDB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), achavam-se, até então, imunes a qualquer investigação.

Wilson Dias/Agência Brasil


Segundo Janot, a delação da JBS permitiu ao Ministério Público chegar “à cabeça da organização criminosa”

Em entrevista ao jornal O Globo, Janot afirma ter absoluta convicção do envolvimento do presidente nos crimes apontados nas duas denúncias criminais contra o emedebista barradas pela Câmara. “Existem provas contra o presidente da República em exercício por atos criminosos por ele praticados? A imprensa divulgou áudios, vídeos. Se isso não é suficiente, eu me mudo para Marte”, respondeu Janot ao repórter Jailton Carvalho. “Acredito que essa foi uma das colaborações premiadas que mais auxiliaram o combate à corrupção no Brasil”, acrescentou.
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A procuradora da República em São Paulo Adriana Scordamaglia formalizou nesta segunda-feira (14) novo pedido de prisão preventiva contra Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Dersa e apontado por investigadores como operador financeiro do PSDB. A iniciativa foi provocada pelo próprio Paulo Preto, uma vez que ele não se apresentou para audiência judicial marcada para hoje na 5ª Vara Federal Criminal de SP.

José Cruz/Agência Brasil


Apontado como operador do PSDB, Paulo Preto é acusado de depositar mais de R$ 120 milhões no exterior

A informação foi veiculada há pouco pela jornalista Mônica Bergamo em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, Adriana Scordamaglia pediu a prisão depois de constatar que Paulo Preto, que também é engenheiro, não compareceria à audiência. O investigado foi solto na última semana por meio de um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu liberdade provisória, nesta quinta-feira (3), ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), ex-ministro do Turismo de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), de quem também é amigo e um dos principais aliados. O ex-deputado estava preso desde junho de 2017 em decorrência da Operação Manus, desdobramento da Lava Jato que investiga pagamento de suborno na construção da Arena das Dunas, estádio da Copa do Mundo de 2014.

Antonio Cruz/Agência Brasil


Ex-deputado é acusado de receber milhões em propina como membro do chamado “quadrilhão do PMDB”

Em seu despacho, o desembargador do TRF-1 Ney Bello argumenta que, ao conceder a liberdade provisória, obedeceu à “regra geral relativa à privação da liberdade pessoal com finalidade processual, segundo a qual o alcance do resultado se dá com o menor dano possível aos direitos individuais”. O magistrado determinou duas condições para conceder o habeas corpus, que pode ser revogado caso ao menos uma delas seja descumprida: retenção do passaporte e proibição de contato com investigados na ação penal em questão.
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) prestou depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília, nesta quinta-feira (26), no inquérito em que é suspeito de receber propina em esquema envolvendo a construção da usina de Santo Antônio, em Rondônia. A acusação teve origem em delações premiadas de executivos da Odebrecht já homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Lava Jato. Alvo da investigação, o tucano se tornou réu e, além da ação penal, responde a oito inquéritos no STF.

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Réu no Supremo e alvo da Lava Jato, Aécio não falou à imprensa depois do depoimento

O senador chegou à PF por volta das 15h30 e deixou o local pouco depois das 17h. O tucano não falou à imprensa depois do depoimento, mas seu advogado, Alberto Zacharias Toron, emitiu nota para desqualificar a acusação. “Por se tratar de empreendimento conduzido pelo governo federal à época, ao qual o senador e seu partido faziam oposição, não há nada que o vincule às investigações em andamento”, diz trecho da mensagem (íntegra abaixo).
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O ex-ministro Antonio Palocci, preso desde setembro de 2016, assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, informa O Globo. De acordo com a reportagem, fontes ouvidas pelo jornal confirmaram que os investigadores já concluíram a fase de tomada de depoimentos. A colaboração ainda precisa ser homologada pela Justiça.

Agência Brasil


Palocci está preso desde setembro de 2016

Palocci foi condenado pelo juiz Sergio Moro, que comanda os processos da Operação Lava Jato em Curitiba, a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele deixou o PT, do qual era um dos fundadores e um dos nomes mais influentes, depois de fazer acusações contra o ex-presidente Lula e dizer que o petista fez um “pacto de sangue” com a direção da Odebrecht.
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reiterou nesta segunda-feira (16) no Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de abertura de ação penal contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Se o pedido for aceito, o senador e mais três pessoas se tornarão réus no processo.

Reprodução/PSDB


A Primeira Turma do STF julgará a denúncia como o peessedebista nesta terça-feira

O julgamento sobre o recebimento da denúncia pela Primeira Turma do STF está marcado para amanhã (terça-feira, 17). Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.
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Por sete votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou há pouco o pedido de habeas corpus feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, já condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em decorrência da Operação Lava Jato. A sentença foi formalizada em junho do ano passado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba (PR). Ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, Palocci foi preso durante a 35ª fase da operação deflagrada em 26 de setembro de 2016.

Carlos Moura/STF


Voto de Fachin (à esq.), relator do pedido, preponderou na sessão plenária

A decisão havia sido suspensa ontem (quarta, 11), quando a maioria do plenário resolveu não acatar, por provocação da defesa, o habeas corpus protocolado pela defesa de Palocci. Ato contínuo, o ministro Edson Fachin, relator do caso, pôs em pauta uma questão preliminar sobre a pertinência do pedido de liberdade por meio de decisão de ofício (de iniciativa própria da Corte). Retomado o julgamento, que levou pouco menos de três horas, o ex-ministro teve derrotada sua demanda e continuará preso.
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