Arquivos de Direitos Trabalhistas

O Mi­nis­té­rio Pú­bli­co do Tra­ba­lho (MPT) re­a­li­za nes­te mês a cam­pa­nha do Maio Li­lás, pa­ra res­sal­tar a im­por­ta­ção da atu­a­ção dos sin­di­ca­tos pa­ra o tra­ba­lha­dor. O slo­gan é “Co­nhe­ça quem te re­pre­sen­ta”. De acor­do com o MPT, de 2012 a 2017 fo­ram ce­le­bra­das mais de 53 mil con­ven­ções co­le­ti­vas, as­se­gu­ran­do di­rei­tos.

A es­co­lha da cor deve-​se à ver­são de que era o li­lás o te­ci­do con­fec­ci­o­na­do pe­las mu­lhe­res que tra­ba­lha­vam em uma fá­bri­ca de No­va York em 8 de mar­ço de 1857, quan­do um in­cên­dio cri­mi­no­so ma­tou 129 de­las, que fa­zi­am gre­ve por me­lho­res sa­lá­ri­os e con­di­ções de tra­ba­lho. O epi­só­dio deu ori­gem ao Dia In­ter­na­ci­o­nal da Mu­lher.
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O mi­nis­tro Ale­xan­dre de Mo­ra­es, do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), sus­pen­deu por meio de li­mi­nar (de­ci­são pro­vi­só­ria) o tre­cho da re­for­ma tra­ba­lhis­ta que abria a pos­si­bi­li­da­de de ges­tan­tes tra­ba­lha­rem em ati­vi­da­des in­sa­lu­bres.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


O ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu com liminar trecho da reforma trabalhista que abria a possibilidade de gestantes trabalharem em atividades insalubres

Pe­lo ar­ti­go 379-​A da Con­so­li­da­ção das Leis do Tra­ba­lho (CLT), cu­ja re­da­ção foi da­da pe­la re­for­ma apro­va­da em 2017, as ges­tan­tes de­ve­ri­am ser afas­ta­das de ati­vi­da­des in­sa­lu­bres so­men­te “quan­do apre­sen­tar ates­ta­do de saú­de, emi­ti­do por mé­di­co de con­fi­an­ça da mu­lher, que re­co­men­de o afas­ta­men­to du­ran­te a ges­ta­ção”.
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O Ple­ná­rio do Se­na­do apro­vou nes­sa quarta-​feira (13) a apli­ca­ção de mul­ta pa­ra o em­pre­ga­dor que não pa­gar o mes­mo sa­lá­rio pa­ra ho­mens e mu­lhe­res que exer­cem a mes­ma fun­ção. A pro­pos­ta, que al­te­ra a Con­so­li­da­ção das Leis do Tra­ba­lho (CLT), se­gue pa­ra a Câ­ma­ra. Ca­so se­ja apro­va­da pe­los de­pu­ta­dos, se­rá en­vi­a­da ao Pla­nal­to pa­ra san­ção pre­si­den­ci­al.

Shut­ters­tock


Em médias e grandes empresas, distorção salarial entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções passa dos 40%

De acor­do com o pro­je­to (PLS 88/​2015), do se­na­dor Fer­nan­do Be­zer­ra (MDB-​PE), a em­pre­sa que des­cum­prir a re­gra se­rá mul­ta­da em va­lor cor­res­pon­den­te ao do­bro da di­fe­ren­ça sa­la­ri­al cons­ta­ta­da, mul­ti­pli­ca­da pe­lo nú­me­ro de me­ses em que per­du­rou a dis­tor­ção. Ca­da ca­so, po­rém, pre­ci­sa­rá ser apu­ra­do em ação na Jus­ti­ça. O va­lor ar­re­ca­da­do com a mul­ta se­rá re­ver­ti­do à ví­ti­ma da dis­cri­mi­na­ção.
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A Câ­ma­ra apro­vou, na noi­te des­ta terça-​feira (12), pro­pos­ta que tor­na cri­me o as­sé­dio mo­ral no am­bi­en­te de tra­ba­lho. Se­gun­do o tex­to apro­va­do, o cri­me se­rá ca­rac­te­ri­za­do quan­do al­guém ofen­der rei­te­ra­da­men­te a dig­ni­da­de de ou­tro, causando-​lhe da­no ou so­fri­men­to fí­si­co ou men­tal no exer­cí­cio de em­pre­go, car­go ou fun­ção.

Luis Macedo/​Agência Câ­ma­ra


Proposta aprovada será enviada ao Senado

A pe­na es­ti­pu­la­da se­rá de de­ten­ção de um a dois anos e mul­ta, au­men­ta­da de um ter­ço se a ví­ti­ma for me­nor de 18 anos. A cau­sa so­men­te te­rá iní­cio se a ví­ti­ma re­pre­sen­tar con­tra o ofen­sor. O pro­je­to tra­mi­ta­va na Câ­ma­ra há 18 anos e, ago­ra, se­rá en­vi­a­do ao Se­na­do. Ca­so se­ja apro­va­do pe­los se­na­do­res, se­gui­rá pa­ra san­ção pre­si­den­ci­al, úl­ti­ma eta­pa an­tes de vi­rar lei.

A vo­ta­ção cau­sou po­lê­mi­ca no ple­ná­rio. O MDB ten­tou adi­ar a aná­li­se da pro­pos­ta, mas o pe­di­do foi re­jei­ta­do pe­la mai­o­ria dos par­la­men­ta­res. A re­la­to­ra, de­pu­ta­da Mar­ga­re­te Co­e­lho (PP-​PI), in­cor­po­rou al­te­ra­ções su­ge­ri­das por co­le­gas à ver­são apro­va­da em 2002 pe­la Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça (CCJ).
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Por 13 vo­tos a 12, o Tri­bu­nal Su­pe­ri­or do Tra­ba­lho (TST) de­ci­diu há pou­co que fun­ci­o­ná­ri­os da Pe­tro­bras têm di­rei­to ao pa­ga­men­to de adi­ci­o­nais sa­la­ri­ais que fo­ram de­fi­ni­dos em um acor­do co­le­ti­vo as­si­na­do em 2007.

Fel­li­pe Sampaio/​TST


Petroleiros acompanharam julgamento nesta quita-feira (21)

O im­pac­to da de­ci­são nos co­fres da em­pre­sa é de apro­xi­ma­da­men­te R$ 15 bi­lhões e be­ne­fi­cia cer­ca de 50 mil fun­ci­o­ná­ri­os. A ques­tão de­ve­rá afe­tar cer­ca de 7 mil pro­ces­sos que tra­tam do as­sun­to em to­do o país. Ca­be re­cur­so con­tra a de­ci­são ao pró­prio tri­bu­nal e ao Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF).
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A di­re­to­ria do Sin­terc par­ti­ci­pou ho­je da se­gun­da ro­da­da de ne­go­ci­a­ções da Cam­pa­nha Sa­la­ri­al 2018/​2019. A reu­nião foi re­a­li­za­da no SINDERC (sin­di­ca­to pa­tro­nal) e con­tou com a pre­sen­ça de ou­tros 10 sin­di­ca­tos la­bo­rais e da Fe­de­ra­ção Es­ta­du­al (Fe­ter­cesp). O Sin­terc es­tá pre­sen­te e atu­an­do na lu­ta pe­la ma­nu­ten­ção dos di­rei­tos dos tra­ba­lha­do­res. Con­fi­ra as fo­tos:

Fo­tos: Sin­terc

O tra­ba­lha­dor que pe­dir de­mis­são es­tá mais per­to de po­der sa­car in­te­gral­men­te o Fun­do de Ga­ran­tia do Tem­po de Ser­vi­ço (FGTS). Um pro­je­to de lei do Se­na­do com es­se ob­je­ti­vo, o PLS 392/​2016, foi apro­va­do nes­ta quarta-​feira (11) pe­la Co­mis­são de As­sun­tos So­ci­ais (CAS) da Ca­sa.

Re­pro­du­ção


A proposta ainda seguirá para a Câmara dos Deputados

Co­mo o pro­je­to foi apre­ci­a­do em ca­rá­ter ter­mi­na­ti­vo, ca­so não ha­ja apre­sen­ta­ção de re­cur­so pa­ra aná­li­se do te­ma no ple­ná­rio da Ca­sa, o tex­to se­gui­rá di­re­ta­men­te pa­ra apre­ci­a­ção na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos.
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O dia 30 de agos­to de 2017 ain­da é uma gran­de es­cu­ri­dão na vi­da da fa­mí­lia de Jo­sé Eu­des Fer­rei­ra da Ro­cha. Na­que­la ma­dru­ga­da, o ope­rá­rio de 51 anos foi en­con­tra­do mor­to pe­los co­le­gas, pre­so por um dos bra­ços e pe­la ca­be­ça em uma má­qui­na su­ga­do­ra uti­li­za­da no pro­ces­so de hi­gi­e­ni­za­ção e fa­bri­ca­ção de sal­si­chas, na uni­da­de da Se­a­ra, em Sa­mam­baia, ci­da­de lo­ca­li­za­da a 25 km de Bra­sí­lia. A pe­rí­cia con­cluiu que Eu­des mor­reu por as­fi­xia e “su­fo­ca­ção in­di­re­ta” de­vi­do à com­pres­são do tó­rax.

Re­pro­du­ção


José Eudes, ladeado pela esposa Sônia e pelo filho de 18 anos, na comemoração do aniversário do caçula, de três anos

Co­mo to­dos os di­as, a di­a­ris­ta Sô­nia Men­des da Sil­va, que vi­veu 18 dos seus 43 anos ao la­do de Eu­des, já es­ta­va de pé às 5 ho­ras da ma­nhã pa­ra aguar­dar o ma­ri­do. Na­que­la ma­nhã, no lu­gar de­le, che­ga­ram dois co­le­gas com a no­tí­cia que mu­da­ria to­da a his­tó­ria da fa­mí­lia. Di­a­ri­a­men­te, Sô­nia es­pe­ra­va o com­pa­nhei­ro pa­ra uma es­pé­cie de tro­ca de tur­no: de­pois de vi­rar a noi­te en­tre má­qui­nas, Eu­des as­su­mia os cui­da­dos com o fi­lho de três anos, en­quan­to ela saía pa­ra fa­zer fa­xi­na e ou­tros ser­vi­ços do­més­ti­cos com os quais com­ple­men­ta­va a ren­da fa­mi­li­ar.
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