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FMI revisa expectativa de queda do PIB do Brasil para 5,8%

quarta-feira, 14 de outubro de 2020 10:00 Notícias

O Fun­do Mo­ne­tá­rio In­ter­na­ci­o­nal (FMI) re­vi­sou a ex­pec­ta­ti­va de que­da do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) bra­si­lei­ro em 2020. No úl­ti­mo re­la­tó­rio a pro­je­ção era de que­da de 9,1%, o que re­pre­sen­ta­ria o mai­or tom­bo em 120 anos, e ago­ra o or­ga­nis­mo in­ter­na­ci­o­nal tem a ex­pec­ta­ti­va de que­da de 5,8%.

Agên­cia Brasil

A in­for­ma­ção es­tá no re­la­tó­rio “World Eco­no­mic Ou­tlo­ok”, cu­jos da­dos fo­ram di­vul­ga­dos nes­ta terça-​feira (13). Em re­la­ção à ex­pec­ta­ti­va do PIB mun­di­al, em ju­nho o FMI es­pe­ra­va que hou­ves­se um de­crés­ci­mo de 4,9%. No no­vo re­la­tó­rio, a ex­pec­ta­ti­va foi re­vi­sa­da pa­ra 4,4%.
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O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro pror­ro­gou por 60 di­as o pro­gra­ma que au­to­ri­za em­pre­sas a re­du­zi­rem pro­por­ci­o­nal­men­te, ou sus­pen­de­rem, a jor­na­da e o sa­lá­rio dos fun­ci­o­ná­ri­os. O de­cre­to va­le até 31 de de­zem­bro, da­ta pre­vis­ta pa­ra aca­bar o es­ta­do de ca­la­mi­da­de pú­bli­ca em ra­zão da pandemia.

Ro­ve­na Rosa/​Agência Brasil


Comércio de São Paulo durante a pandemia de covid-19

“Di­an­te do ce­ná­rio atu­al de cri­se so­ci­al e econô­mi­ca, e com a per­ma­nên­cia de me­di­das res­tri­ti­vas de iso­la­men­to so­ci­al, faz-​se ne­ces­sá­ria a pror­ro­ga­ção, mais uma vez, do pra­zo má­xi­mo de va­li­da­de dos acor­dos. Es­sa ação irá per­mi­tir que em­pre­sas que es­tão em si­tu­a­ção de vul­ne­ra­bi­li­da­de pos­sam con­ti­nu­ar so­bre­vi­ven­do a es­te pe­río­do e, des­ta for­ma, pre­ser­var pos­tos de tra­ba­lho e pro­je­tar uma me­lhor re­cu­pe­ra­ção econô­mi­ca”, diz no­ta di­vul­ga­da pe­lo Pa­lá­cio do Pla­nal­to a res­pei­to da de­ci­são do go­ver­no.
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O Ín­di­ce Ge­ral de Preços-​Mercado (IGP-​M), usa­do no re­a­jus­te de con­tra­tos de alu­guel, re­gis­trou in­fla­ção de 1,97% na pri­mei­ra pré­via de ou­tu­bro. A ta­xa é in­fe­ri­or aos 4,41% da pri­mei­ra pré­via de se­tem­bro. Os da­dos, di­vul­ga­dos ho­je (9), no Rio de Ja­nei­ro, são da Fun­da­ção Ge­tu­lio Var­gas (FGV).

Com o re­sul­ta­do da pré­via de ou­tu­bro, o IGP-​M acu­mu­la 18,01% no ano e 19,45% em 12 me­ses. A que­da da ta­xa foi pu­xa­da pe­los pre­ços no ata­ca­do, me­di­dos pe­lo Ín­di­ce de Pre­ços ao Pro­du­tor Am­plo, cu­ja in­fla­ção pas­sou de 6,14% na pré­via de se­tem­bro pa­ra 2,45% na pré­via de ou­tu­bro.
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O In­di­ca­dor An­te­ce­den­te de Em­pre­go (IA­Emp), di­vul­ga­do ho­je (7), no Rio de Ja­nei­ro, pe­lo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Eco­no­mia (Ibre) da Fun­da­ção Ge­tu­lio Var­gas, mos­tra que per­ma­ne­ce ne­ga­ti­va a per­cep­ção so­bre o mer­ca­do de tra­ba­lho no país. Ape­sar do au­men­to de 7,2 pon­tos em se­tem­bro, pa­ra 82,0 pon­tos, o quin­to mês se­gui­do de al­ta, hou­ve uma de­sa­ce­le­ra­ção no in­di­ca­dor a par­tir de ju­lho. Se­gun­do a FGV, em mé­di­as mó­veis tri­mes­trais, o IA­Emp avan­çou 8,4 pon­tos, in­do pa­ra 74,3 pontos.

Fer­nan­do Frazão/​Agência Brasil

Ro­dolpho To­bler, eco­no­mis­ta da FGV/​Ibre, ex­pli­ca que a al­ta de se­tem­bro apro­xi­ma o IA­Emp dos ní­veis pré-​pandemia, que não es­ta­vam mui­to ele­va­dos, de acor­do com a sé­rie his­tó­ri­ca. O pi­co de al­ta do in­di­ca­dor foi mar­ço de 2018, fi­can­do aci­ma de 105 pon­tos. Em mar­ço de 2020 hou­ve uma que­da brus­ca, pa­ra me­nos de 45. “Pa­ra os pró­xi­mos me­ses, ain­da é pos­sí­vel en­xer­gar fa­to­res que po­dem adi­ci­o­nar ris­cos à sus­ten­ta­bi­li­da­de da re­to­ma­da, co­mo a ele­va­da in­cer­te­za e o fim dos pro­gra­mas go­ver­na­men­tais de apoio nes­se pe­río­do da pan­de­mia”, ob­ser­vou.
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O Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) do Bra­sil re­cu­ou 9,7%, no se­gun­do tri­mes­tre de 2020, em re­la­ção ao pri­mei­ro tri­mes­tre do ano. Na com­pa­ra­ção com o mes­mo tri­mes­tre de 2019, as con­tas na­ci­o­nais re­gis­tra­ram que­da de 11,4%. Os nú­me­ros fo­ram apre­sen­ta­dos pe­lo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE) na ma­nhã des­ta terça-​feira (1º).

Ro­ve­na Rosa/​Agência Brasil


Movimentação no comércio de São Paulo após reabertura

A que­da é a mai­or já me­di­da pe­la sé­rie his­tó­ri­ca do IBGE des­de o iní­cio da me­di­ção, em 1996. Tam­bém é a pri­mei­ra vez em cin­co anos que há re­ces­são – o que ocor­re quan­do dois tri­mes­tres se­gui­dos têm que­da do ín­di­ce: no pri­mei­ro tri­mes­tre de 2020, a que­da foi de 2,5% em re­la­ção ao úl­ti­mo tri­mes­tre de 2019.
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O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro as­si­nou nes­ta segunda-​feira (24) de­cre­to que pror­ro­ga por mais dois me­ses o pa­ga­men­to do Be­ne­fí­cio Emer­gen­ci­al de Pre­ser­va­ção do Em­pre­go e da Ren­da, que pos­si­bi­li­ta acor­dos de re­du­ção pro­por­ci­o­nal de jor­na­da e de sa­lá­rio e de sus­pen­são tem­po­rá­ria do con­tra­to de tra­ba­lho du­ran­te a pandemia.

Agên­cia Brasil

O Pro­gra­ma Emer­gen­ci­al de Ma­nu­ten­ção do Em­pre­go e da Ren­da pre­vê que o tra­ba­lha­dor per­ma­ne­ce­rá em­pre­ga­do du­ran­te o tem­po de vi­gên­cia dos acor­dos e pe­lo mes­mo pe­río­do de­pois que o acor­do aca­bar. Com a pror­ro­ga­ção pu­bli­ca­da ho­je, o pro­gra­ma de­ve­rá ter du­ra­ção to­tal de seis me­ses. O de­cre­to (ve­ja a ín­te­gra) foi pu­bli­ca­do em edi­ção ex­tra do Diá­rio Ofi­ci­al da União (DOU) des­ta se­gun­da.
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A Cai­xa cre­di­ta ho­je (14) o au­xí­lio emer­gen­ci­al pa­ra 4,097 mi­lhões de be­ne­fi­ciá­ri­os nas­ci­dos em se­tem­bro. São 4 mi­lhões de pes­so­as nas­ci­das em se­tem­bro que já ti­nham a pro­gra­ma­ção de re­ce­ber nes­ta da­ta. Os de­mais, 97 mil, são os be­ne­fi­ciá­ri­os nas­ci­dos em se­tem­bro que ti­ve­ram o pe­di­do li­be­ra­do no iní­cio des­te mês. Eles ti­ve­ram o ca­das­tro re­a­va­li­a­do pe­lo governo.

Mar­cel­lo Ca­sal Jr/​Agência Brasil

O au­xí­lio, com par­ce­las de R$ 600 (R$ 1,2 mil pa­ra mães sol­tei­ras), foi cri­a­do pa­ra re­du­zir os efei­tos da cri­se econô­mi­ca cau­sa­da pe­la pan­de­mia de covid-19.

A Cai­xa tem dis­po­ni­bi­li­za­do o au­xí­lio em uma pou­pan­ça di­gi­tal, aces­sí­vel pe­lo apli­ca­ti­vo Cai­xa Tem. Pe­lo pro­gra­ma é pos­sí­vel fa­zer com­pras on­li­ne em es­ta­be­le­ci­men­tos au­to­ri­za­dos e pa­gar bo­le­tos.
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O Con­se­lho Cu­ra­dor do Fun­do de Ga­ran­tia por Tem­po de Ser­vi­ço (FGTS) apro­vou ho­je (11) a dis­tri­bui­ção de par­te dos lu­cros pa­ra os tra­ba­lha­do­res. Se­rão cre­di­ta­dos nas con­tas vin­cu­la­das ao fun­do R$ 7,5 bi­lhões, equi­va­len­tes a 66% do re­sul­ta­do po­si­ti­vo de 2019. O re­sul­ta­do to­tal do ano pas­sa­do foi de R$ 11,32 bilhões.

Pi­lar Olivares/​Reuters

Con­for­me a de­li­be­ra­ção, os cré­di­tos de­vem ser pa­gos até 31 de agos­to. A dis­tri­bui­ção se­rá fei­ta pro­por­ci­o­nal­men­te ao sal­do de 31 de de­zem­bro de 2019.

Se­gun­do in­for­ma­ções apre­sen­ta­das du­ran­te a reu­nião do con­se­lho, a dis­tri­bui­ção dos re­cur­sos per­mi­ti­rá que o FGTS te­nha ren­di­men­to de 4,90%, so­ma­dos ju­ros e cor­re­ções obri­ga­tó­ri­as. Des­sa for­ma, o fun­do pas­sa a ren­der mais que a pou­pan­ça, que fe­chou 2019 com ren­ta­bi­li­da­de de 4,26%, e a in­fla­ção me­di­da pe­lo Ín­di­ce Na­ci­o­nal de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo (IPCA), que ter­mi­nou o ano pas­sa­do em 4,31%.
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Al­guns tra­ba­lha­do­res que con­ta­vam com o re­ce­bi­men­to dos R$ 1.045 da con­ta do Fun­do de Ga­ran­tia do Tem­po de Ser­vi­ço (FGTS) to­ma­ram um sus­to nos úl­ti­mos di­as. Com o ca­das­tro no fun­do in­com­ple­to, eles ti­ve­ram o de­pó­si­to em con­tas pou­pan­ça di­gi­tais sus­pen­so pe­la Cai­xa Econô­mi­ca Federal.

Jo­sé Cruz/​Agência Brasil

O ban­co não in­for­mou o to­tal de pes­so­as nes­sa si­tu­a­ção. Ape­nas es­cla­re­ceu que não con­se­guiu abrir as con­tas pou­pan­ça di­gi­tais por fal­ta de in­for­ma­ções, co­mo en­de­re­ço, no­me da mãe, da­ta de nas­ci­men­to, nú­me­ro do RG (re­gis­tro ge­ral) e da­ta de emis­são do RG. So­men­te com os da­dos atu­a­li­za­dos, o di­nhei­ro po­de­rá ser trans­fe­ri­do.
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No mês de ju­lho, o cus­to da ces­ta bá­si­ca caiu em 13 das 17 ca­pi­tais ana­li­sa­das pe­lo De­par­ta­men­to In­ter­sin­di­cal de Es­ta­tís­ti­ca e Es­tu­dos So­ci­o­e­conô­mi­cos (Di­e­e­se). Nas ou­tras qua­tro ca­pi­tais, o cus­to subiu.

Tâ­nia Rêgo/​Agência Brasil

En­tre as ca­pi­tais ana­li­sa­das, a ces­ta bá­si­ca mais ca­ra en­con­tra­da foi a de Cu­ri­ti­ba, on­de o pre­ço mé­dio es­ta­va em tor­no de R$ 526,14; se­gui­da por São Pau­lo, com cus­to mé­dio de R$ 524,74. A ces­ta mais ba­ra­ta era a de Ara­ca­ju, com pre­ço mé­dio de R$ 392,75.
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