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O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro dis­se ho­je (2) que o di­nhei­ro re­ti­ra­do das uni­ver­si­da­des fe­de­rais se­rá in­ves­ti­do na edu­ca­ção bá­si­ca. Ele dis­se que a edu­ca­ção no Bra­sil é co­mo uma ca­sa com um “ex­ce­len­te te­lha­do e pa­re­des po­dres”. Na úl­ti­ma terça-​feira (30), o Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção (MEC) anun­ci­ou um cor­te de 30% do or­ça­men­to das uni­ver­si­da­des fe­de­rais.

Wil­son Dias/​Agência Bra­sil


Bolsonaro: "A gente não vai cortar recurso por cortar. A ideia é investir na educação básica"

“A gen­te não vai cor­tar re­cur­so por cor­tar. A ideia é in­ves­tir na edu­ca­ção bá­si­ca. Ou­so di­zer até que um nú­me­ro con­si­de­rá­vel não sa­be se­quer a ta­bu­a­da. Se­te ve­zes oi­to? Não vai sa­be res­pon­der. En­tão pre­ten­de­mos in­ves­tir na ba­se. Não adi­an­ta ter um ex­ce­len­te te­lha­do na ca­sa se as pa­re­des es­tão po­dres. É o que acon­te­ce atu­al­men­te”, dis­se Bol­so­na­ro em en­tre­vis­ta ao SBT.
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O Se­na­do apro­vou na noi­te des­sa quarta-​feira (2) um pro­je­to que al­te­ra a Lei de Di­re­tri­zes e Ba­ses da Edu­ca­ção pa­ra au­to­ri­zar mu­ni­cí­pi­os e o Dis­tri­to Fe­de­ral a ins­ti­tuí­rem um “vale-​creche” pa­ra as fa­mí­li­as de bai­xa ren­da que não con­se­gui­rem ma­tri­cu­lar cri­an­ças de até cin­co anos em es­ta­be­le­ci­men­tos de en­si­no pú­bli­cos ou con­ve­ni­a­dos. O tex­to se­gue pa­ra vo­ta­ção na Câ­ma­ra.

Agên­cia Bra­sil


O valor do auxílio será determinado pelo prefeito do município ou governador do DF, por decreto

De acor­do com o au­tor da pro­pos­ta, se­na­dor Jo­sé Ser­ra (PSDB-​SP), a ini­ci­a­ti­va vi­sa com­ba­ter de­si­gual­da­des. “Ho­je, 34% das cri­an­ças de 0 a 3 anos mais po­bres, não fre­quen­tam es­co­la por­que não há va­gas em cre­ches pú­bli­cas pró­xi­mas ao seu lo­cal de mo­ra­dia ou ao lo­cal de tra­ba­lho dos seus pais”, de­fen­deu Ser­ra. “Pa­ra os 20% de ren­da mais al­ta, des­de lo­go, o per­cen­tu­al de cri­an­ças de 0 a 3 anos fo­ra da es­co­la é de ape­nas 6,9%. Ou se­ja, a cri­an­ça de ren­da mais al­ta vai pa­ra a cre­che, e a de ren­da mais bai­xa não vai pa­ra a cre­che”, jus­ti­fi­cou.
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O fu­tu­ro mi­nis­tro da Eco­no­mia, Pau­lo Gue­des, dis­se nes­ta segunda-​feira (17) que pre­ten­de ho­ri­zon­ta­li­zar os im­pos­tos, aca­ban­do com isen­ções e sub­sí­di­os, cor­tan­do in­clu­si­ve ver­bas do Sis­te­ma S, que de­ve so­frer re­du­ção em tor­no de 30%, po­den­do che­gar a 50% dos re­pas­ses. “É a con­tri­bui­ção, co­mo va­mos pe­dir o sa­cri­fí­cio do ou­tro sem dar o nos­so?”, ques­ti­o­nou.

Fá­bio Ro­dri­gues Pozzebom/​Agência Bra­sil


“É a contribuição, como vamos pedir o sacrifício do outro sem dar o nosso?”, questiona o futuro ministro da Economia

Pau­lo Gue­des pa­ra uma pla­teia de em­pre­sá­ri­os na Fe­de­ra­ção das In­dús­tri­as do Es­ta­do do Rio de Ja­nei­ro (Fir­jan), no even­to En­cer­ra­men­to das Ati­vi­da­des 2018 e Pers­pec­ti­vas 2019. Tam­bém par­ti­ci­pa­ram do al­mo­ço o pre­fei­to do Rio Mar­ce­lo Cri­vel­la e o go­ver­na­dor elei­to do es­ta­do, Wil­son Wit­zel.
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A reu­nião da co­mis­são es­pe­ci­al que ana­li­sa o pro­je­to de lei da cha­ma­da Es­co­la sem Par­ti­do (PL 7180/​14) foi en­cer­ra­da sem que o re­la­tó­rio fos­se ana­li­sa­do. Ela ha­via si­do sus­pen­sa de­vi­do ao iní­cio da Or­dem do Dia no Ple­ná­rio do Con­gres­so.

Cleia Viana/​Câmara dos De­pu­ta­dos


Houve bate-boca na comissão e, do lado de fora, estudantes gritavam “mordaça não” para contestar a medida

A pau­ta da reu­nião era o subs­ti­tu­ti­vo do re­la­tor, de­pu­ta­do Fla­vi­nho (PSC-​SP). Pe­la ma­nhã, de­pu­ta­dos da opo­si­ção apre­sen­ta­ram di­ver­sas ques­tões de or­dem e con­se­gui­ram adi­ar a dis­cus­são.

O de­pu­ta­do Sós­te­nes Ca­val­can­te re­cla­mou da obs­tru­ção. “Não po­de­mos fi­car aqui pro­cras­ti­nan­do al­go que é de in­te­res­se da so­ci­e­da­de. A so­ci­e­da­de não to­le­ra mais a par­ti­da­ri­za­ção de um am­bi­en­te em que é obri­ga­tó­ria a pre­sen­ça”, dis­se o de­pu­ta­do.
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Na con­tra­mão do pro­je­to es­co­la sem par­ti­do, o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF) na Pa­raí­ba, o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co do Tra­ba­lho (MPT), a De­fen­so­ria Pú­bli­ca da União (DPU), a De­fen­so­ria Pú­bli­ca da Pa­raí­ba e a Or­dem dos Ad­vo­ga­dos do Bra­sil – Sec­ci­o­nal Pa­raí­ba (OAB-​PB) for­mu­la­ram re­co­men­da­ção pa­ra que ins­ti­tui­ções de en­si­no es­ti­mu­lem o de­ba­te de idei­as em sa­la de au­la, tan­to em es­co­las quan­to em uni­ver­si­da­des pa­rai­ba­nas. A ideia é o res­pei­to ao plu­ra­lis­mo de idei­as e a pre­ser­va­ção da li­ber­da­de de ex­pres­são.

Agên­cia Bra­sil


Universidades públicas e privadas viraram palco de manifestações de norte a sul do Brasil, como mostra o registro na Universidade Federal do Rio de Janeiro

A re­co­men­da­ção foi mo­ti­va­da por de­nún­cia re­ce­bi­da pe­la Pro­cu­ra­do­ria Re­gi­o­nal dos Di­rei­tos do Ci­da­dão, ór­gão do MPF. Se­gun­do a as­ses­so­ria do MPF pa­rai­ba­no, tam­bém pe­sou na de­ci­são da re­co­men­da­ção re­cen­tes “afron­tas às ga­ran­ti­as pre­vis­tas na Cons­ti­tui­ção Fe­de­ral, no­ta­da­men­te à li­ber­da­de de ma­ni­fes­ta­ção do pen­sa­men­to e à li­ber­da­de de cá­te­dra, de­cor­ren­te ca­sos de agres­são e as­sé­dio mo­ral aos pro­fes­so­res pa­rai­ba­nos”. Tais epi­só­di­os fo­ram de­nun­ci­a­dos ao Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral.

Com a ini­ci­a­ti­va, as en­ti­da­des vi­sam as­se­gu­rar que es­co­las e uni­ver­si­da­des não in­ter­fi­ram na li­ber­da­de de cá­te­dra dos pro­fes­so­res e pes­qui­sa­do­res, ou­tro pre­cei­to cons­ti­tu­ci­o­nal. A par­tir da re­co­men­da­ção, as ins­ti­tui­ções de en­si­no de­vem pro­mo­ver me­di­das con­tra qual­quer for­ma de as­sé­dio mo­ral con­tra o cor­po do­cen­te, se­ja por par­te de ser­vi­do­res, es­tu­dan­tes, fa­mi­li­a­res ou res­pon­sá­veis e até dos pró­pri­os pro­fes­so­res.
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Da­dos da Pes­qui­sa Na­ci­o­nal por Amos­tra de Do­mi­cí­li­os Con­tí­nua (Pnad), di­vul­ga­dos nes­ta sexta-​feira (18), apon­tam que o país ain­da não con­se­guiu cum­prir a me­ta de re­du­ção do anal­fa­be­tis­mo. Quan­do o Pla­no Na­ci­o­nal de Edu­ca­ção (PNE) foi apro­va­do, em 2014, uma das me­tas era re­du­zir o nú­me­ro de bra­si­lei­ros anal­fa­be­tos em 2015. Os da­dos fa­zem par­te da pes­qui­sa Edu­ca­ção 2017, do Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE).

Agên­cia Bra­sil


Meta estabelecida no PNE era de que taxa de analfabetismo no Brasil fosse reduzida para 6,5% em 2015. Em 2017, índice ainda era de 7%

O pla­no era re­du­zir a ta­xa de anal­fa­be­tis­mo pa­ra 6,5% em 2015. O Bra­sil fe­chou o ano de 2017 com 7% dos bra­si­lei­ros – equi­va­len­te a cer­ca de 11,5 mi­lhões de pes­so­as com 15 anos ou mais – sem sa­ber es­cre­ver ou ler um sim­ples bi­lhe­te. Em 2015, a ta­xa ain­da era de 7,7% e pas­sou a 7,2% no ano se­guin­te. A pre­vi­são do PNE é de que o anal­fa­be­tis­mo se­ja er­ra­di­ca­do no país até 2024.
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