Arquivos de Eleições 2018

A mudança no controle de seis estados por causa do calendário eleitoral redesenhou o mapa do poder. Com o fim do prazo para que chefes do Executivo renunciem ao mandato para concorrer a outros cargos, no último dia 7, dois partidos ampliaram suas fronteiras: o PP, que herdou o Paraná, e o PSB, que ganhou São Paulo e Rondônia. Já o PSDB, com duas baixas, inclusive o maior colégio eleitoral do país, e o MDB, com uma, encolheram.

Governo de SP


Márcio França, do PSB, na solenidade em que foi empossado governador de São Paulo

A paranaense Cida Borghetti e o paulista Márcio França assumiram o comando estadual graças à saída dos tucanos Beto Richa e Geraldo Alckmin, pré-candidatos ao Senado e à Presidência, respectivamente. Os novos titulares são candidatos à reeleição. Embora não tenha herdado qualquer governo, o PSDB preservou Goiás, mesmo com a saída de Marconi Perillo, já que o seu vice e candidato à sucessão, José Eliton, também é do partido.
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Na primeira pesquisa eleitoral feita após sua prisão, o ex-presidente Lula lidera a disputa presidencial, segundo nova rodada do Instituto Datafolha. O levantamento mostra que caiu, de 37%, em janeiro, para 31%, a intenção de votos no petista. No cenário em que ele é excluído da pesquisa, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) perde fôlego e se vê em empate técnico com Marina Silva (Rede). Os números foram divulgados neste domingo (15) pelo jornal Folha de S.Paulo.

Reprodução/Congresso em Foco


Lula, Bolsonaro e Marina ainda aparecem à frente na preferência dos eleitores, segundo o Datafolha

O Datafolha ouviu 4.194 eleitores em 227 municípios entre quarta (11) e sexta-feira (13). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. Como os cenários pesquisados são diferentes dos analisados em janeiro, não é possível comparar diretamente os dois levantamentos. O levantamento também indica que aumentou a desconfiança do eleitorado sobre a viabilidade da candidatura de Lula e segue indefinida a disputa pelo espólio eleitoral do ex-presidente.
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A prisão do ex-presidente Lula foi justa e o petista não vai disputar a eleição presidencial deste ano, considera a maioria das pessoas ouvidas na última pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (15) pela Folha de S.Paulo. Os entrevistados, no entanto, se dividem quando questionados se Lula deveria concorrer à eleição ou ser impedido de fazer campanha à Presidência.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Entrevistados se dividem quando perguntados se Lula deveria ou não participar da eleição presidencial

De acordo com o levantamento, 54% das pessoas veem a prisão de Lula como justa, contra 40% que consideram o contrário. Os 6% restantes não opinaram. De janeiro para abril, após a prisão do petista, disparou o percentual de eleitores que acreditam que o ex-presidente não poderá concorrer este ano devido à Lei da Ficha Limpa.
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Em entrevista transmitida ao vivo pelas redes sociais do Congresso em Foco, na manhã desta quinta-feira (12), o pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, senador Alvaro Dias (PR), destacou a importância do debate promovido pelo Congresso em Foco. “Essa será a eleição mais importante desde a redemocratização. Nesse sentido, a mídia deve contrubiur para que a escolha [do futuro presidente] seja a mais adequada. Se a escolha for infeliz, o Brasil vai continuar sangrando indefinidamente, e nós não sabemos qual vai ser a consequência disso. O momento é grave, e exige responsabilidade pública”, completou.

Reprodução/Congresso em Foco


O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Álvaro Dias durante entrevista concedida à Congresso em Foco

– Ao final da transmissão ao vivo, o fundador do Congresso em Foco, Sylvio Costa, destacou o apoio da repórter Isabella Macêdo, agradeceu a presença do senador Alvaro Dias e destacou que o site pretende dar continuidade ao Encontro com os Presidenciáveis, série de entrevistas que serão feitas com os pré-candidatos.

– Perguntado pelo jornalista Sylvio Costa sobre como avalia o grande congestionamento de candidaturas à Presidência da República, sendo que nenhuma delas aparece na ponta das pesquisas, o senador considerou que os resultados ainda são prematuros. “O jogo não começou, então pesquisas não valem nada. Em relação à intenção de votos, é prematuro considerar isso como válido para uma análise política consistente”, disse Alvaro Dias. Ele considerou que quando se analisa intenção de votos, as pesquisas procuram esconder a rejeição do candidato, como no caso do ex-presidente Lula. “Há um equívoco de interpretação. Em relação à extrema-direita, o candidato está há 3 anos em campanha, então ele construiu uma visibilidade”, analisou, referindo-se ao deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL.
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A força-tarefa da Lava Jato pediu ao vice-procurador da República Luciano Mariz Maia para investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. No pedido, nove procuradores alegam que Alckmin, que deixou o cargo na última sexta-feira (6) para disputar a Presidência, perdeu a prerrogativa de ser julgado apenas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro especial dos governadores.

Marcelo Camargo/ABr


Alckmin diz que jamais recebeu recursos ilícitos

Alckmin é investigado pela suspeita de ter recebido R$ 10,7 milhões da Odebrecht, conforme delação premiada de três executivos do grupo, em 2010 e 2014. Segundo os delatores, parte do dinheiro foi entregue ao empresário Ademar César Ribeiro, cunhado do presidenciável. Alckmin nega ter recebido qualquer recurso de origem ilícita.
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A Justiça paulista aceitou ação de improbidade administrativa contra o prefeito João Doria (PSDB), denunciado pelo Ministério Público pelo uso indevido da marca “SP Cidade Linda”, em proveito próprio, mesmo após decisão judicial anterior proibindo o ato. As informações são da Folha de S.Paulo.

Fernando Pereira/Secom


Juíza estabeleceu multa diária de R$ 50 mil caso a prefeitura descumpra decisão e continue a usar a marca

Para a juíza Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso, da 11ª Vara de Fazenda Pública, o prefeito desrespeitou a decisão anterior ao veicular em redes sociais imagens ao lado de secretários e funcionários da prefeitura vestindo a camiseta do programa de zeladoria urbana, ao distribuir centenas de camisetas com a logo e ao manter a marca no site oficial da prefeitura.
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De carona na popularidade do ex-presidente Lula com vistas às eleições de outubro, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) gravou mais um vídeo (veja abaixo) em que, além de fazer uma previsão a respeito do que acontecerá caso o petista seja preso, diz que o presidente Michel Temer (MDB), seu ex-aliado, “encolheu” diante do quadro institucional brasileiro. O senador, que errou a previsão anterior sobre o ex-presidente, agora parece admitir que o aliado pode ser preso em breve.

Reprodução


Renan, em foto com Lula e Temer durante a gestão petista, ridiculariza Temer: “O Michel encolheu”

Segundo Renan, Lula foi condenado sem provas e, por isso, prendê-lo “sem trânsito em julgado” – ou seja, esgotadas todos as possibilidades de recursos em todas as instâncias – seria algo perigoso. A eventual prisão, diz o emedebista, atiraria o país “na mais insana e inconcebível crise institucional”.
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Notícias consideradas falsas se espalham mais facilmente na internet do que textos verdadeiros. A conclusão foi de um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), instituição de ensino reconhecida mundialmente pela qualidade de cursos de ciências exatas e de áreas vinculadas à tecnologia.

Reprodução


Os pesquisadores investigaram o perfil dos usuários para saber se estaria aí o motivo do problema

Os pesquisadores Soroush Vosoughi, Deb Roy e Sinan Aral analisaram 126 mil mensagens (não apenas notícias jornalísticas) divulgadas na rede social Twitter entre 2006 e 2017. No total, 3 milhões de pessoas publicaram ou compartilharam essas histórias 4,5 milhões de vezes. O caráter verdadeiro ou falso dos conteúdos foi definido a partir de análises realizadas por seis instituições profissionais de checagem de fatos.
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De saída do Partido Social Cristão (PSC) para o Partido Social Liberal (PSL), o “mito dos pés de barro” Jair Bolsonaro (RJ) voltou a fazer barulho na Câmara, acompanhado de um séquito de defensores do militarismo. Ao anunciar, oficialmente, a filiação ao PSL nesta quarta-feira (7), Bolsonaro protagonizou ato promovido pelo partido na Câmara e, com artilharia apontada contra o “politicamente correto”, afirmou que o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, agora titular da pasta extraordinária da Segurança Pública, é um “comunista” (veja trecho do discurso no vídeo abaixo). O deputado presidenciável, ao criticar partidos de esquerda, afirmou que a bandeira brasileira só será vermelha com seu sangue – referência à cor que identifica o PT do ex-presidente Lula, cuja rejeição de parcela do eleitorado é usada por Bolsonaro para reforçar sua pré-candidatura.

Isabella Macedo/Congresso em Foco


Bolsonaro fala para a “militância” militarista: discurso truculento

Além de Bolsonaro, o PSL terá outros oito deputados: Eduardo Bolsonaro (SP), Major Olímpio (SP), Carlos Manato (ES), Mandetta (MS), Marcelo Álvaro Antônio (MG) e os delegados Waldir (GO), Francischini (PR) e Éder Mauro (PA). A expectativa é que a bancada do partido conte com cerca de 20 deputados até o fim da janela, como este site adiantou ontem (terça, 6).

Ao chegar ao plenário, Bolsonaro foi recebido aos já característicos gritos de “mito” – expressão que passou a ser ridicularizada por adversários como mantra dos chamados “Bolsominions” – e clamores de “presidente”. Apontado como membro da chapa presidencial do deputado, o senador Magno Malta (PR-ES) chegou ao ato sob gritos de “vice” e discursou por mais de meia hora. Antes de tomar a palavra, Bolsonaro convidou o possível candidato a vice para fazer uma oração. Entre uma intervenção e outra, ataques à imprensa – que, por força do ofício, cobria o evento.
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Presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (RJ) já fala como pré-candidato à sucessão de Michel Temer nas eleições gerais de outubro deste ano, como cabeça de chapa do Democratas. A três dias da convenção nacional do partido, que deve bater o martelo sobre a candidatura própria, Maia adota o discurso protocolar e diz que vai esperar a posição final dos correligionários. Com 33 deputados, o DEM almeja chegar a mais de 40 nomes na próxima próxima janela partidária, que fecha 7 de abril, depois de ter iniciado a legislatura (2015-2019) com 21 representantes – a expectativa é do líder do partido, deputado Rodrigo Garcia (SP).

EBC


Temer e Maia são dois dos candidatos identificados como representantes “de centro” no espectro político-ideológico

“É uma construção [de candidatura] que já vem acontecendo ao longo dos meses. Muitos colegas, parte da sociedade civil, alguns empresários estão vendo nossa gestão na Câmara, essa coragem de enfrentar temas de muitos anos atrás. Agora é esperar a convenção do partido”, afirmou o deputado ao programa do apresentador José Luiz Datena na Rádio Bandeirantes.
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