Arquivos de Eleições 2018

Em um vídeo de pouco mais de 11 minutos publicado em sua rede social no Facebook, o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) saiu em sua defesa contra as recentes reportagens sobre o patrimônio dele e dos filhos políticos, bem como o recebimento de auxílio-moradia mesmo tendo apartamento próprio em Brasília. De acordo com Bolsonaro, sua candidatura só será inviabilizada em duas hipóteses: se o tirarem na covardia ou se o matarem.

Reprodução Facebook


O parlamentar e o filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) recebem dos cofres públicos R$ 6.167 por mês, de auxílio-moradia, mesmo tendo moradia própria em Brasília

“Só em duas situações eu posso não estar neste ano no debate presidencial: se me tirarem na covardia por um processo qualquer (…) ou se me matarem. Não to preocupado com isso. Se me matarem vão ter que me enterrar, vão arranjar outro Celso Daniel”, ressalta o parlamentar em referência ao prefeito petista, assassinado em 2002.
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Apesar de estar com o julgamento em segunda instância com data e hora marcada, sob o risco de ter a condenação confirmada, os petistas já decretaram que ainda que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, condene o ex-presidente Lula, a decisão não mudará os planos de lançar sua candidatura à Presidência da República. A previsão é que sua pré-candidatura seja anunciada logo após a decisão da Corte, ignorando qualquer que seja o resultado.

Heinrich Aikawa/Instituto Lula


O julgamento do petista, na segunda instância, está marcado para o próximo dia 24

“A gente tem sido bastante enfático em afirmar que o PT não apresentará qualquer outro nome como candidato. Não existe nenhuma relação entre qualquer decisão que seja tomada na Justiça e a inscrição da candidatura do presidente Lula”, ressaltou o novo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ao Congresso em Foco.
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Quando aprovaram a criação de um fundo bilionário para bancar campanhas eleitorais com recursos públicos, os parlamentares prometeram que nenhum centavo seria desviado da saúde ou da segurança. Mas não é isso que ocorrerá, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. O financiamento eleitoral dos candidatos este ano vai retirar pelo menos R$ 472,3 milhões originalmente destinados pelos parlamentares para as duas áreas.

Pedro França/Agência Senado


Eunício e Jucá haviam prometido que nenhum centavo seria retirado da saúde e da educação

Desse total, R$ 121,8 milhões foram remanejados da educação e R$ 350,5 milhões da saúde. De acordo com o Estadão, o valor corresponde à transferência de dinheiro das emendas de bancadas – que seria destinado a esses setores – para gastos com as campanhas eleitorais de outubro.
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Reunido deste ontem (sexta, 15), o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou resolução neste sábado (16) para apoiar a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República, independentemente do resultado do julgamento de segunda instância, marcado para 24 de janeiro no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que pode torná-lo inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Condenado a mais de nove anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro e alvo de outros processos, na maioria relativos à Operação Lava Jato, Lula terá agora o desafio de conter o racha nos partidos de esquerda, que trabalham a candidatura de nomes como Manuela D’ávila (PCdoB) e Ciro Gomes (PDT), legendas historicamente ligadas ao PT.

Divulgação


PT mobiliza militância, artistas e parlamentares para defender Lula da segunda condenação

De acordo com dirigentes petistas, organizações do campo de centro-esquerda também serão procuradas para a costura do apoio à candidatura de Lula, que já governou o país entre 2003 e 2010. Grupos como o Povo sem Medo e a Frente Brasil Popular são citados como prioritários na ação de unidade em torno do PT. Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE) já se reuniram com a defesa de Lula e anunciaram mobilização em frente ao TRF-4, dia do julgamento do recurso do petista, para pressionar os desembargadores a reverter a sentença de Moro.
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A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) deu início a um “procedimento preparatório eleitoral” para investigar o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, por utilização de estrutura funcional com fins eleitorais. A investigação preliminar vai apurar se Skaf, que é filiado ao PMDB, valeu-se de propaganda do chamado Sistema S (Fiesp, Sesi e Senai) para reforçar sua imagem de pré-candidato ao Governo do Estado de São Paulo.

Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Skaf já havia disputa o governo de São Paulo em 2014, e deve voltar ao pleito em 2018

Para a PRE-SP, há indícios de que a prática tenha ferido a legislação eleitoral. Segundo a investigação, a materialidade do ilícito eleitoral leva em conta que Skaf, como tudo indica, será mesmo candidato nas próximas eleições, algo passível de configurar propaganda eleitoral antecipada ou abuso de poder econômico, por exemplo. Nos últimos meses, uma propaganda institucional do Sistema S tem sido recorrentemente veiculada em veículos de comunicação de alcance nacional.
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Pré-candidato à Presidência da República, o senador Alvaro Dias (Podemos) promete ser o candidato da mudança. Em sua sétima legenda, Alvaro afirma que sempre foi coerente e que sua candidatura pretende combater as grandes forças partidárias. Para ele, que formalizou sua pré-candidatura neste domingo (19), não existe partido político no Brasil, apenas siglas.

Pedro França/Agência Senado


“Me encontrei num movimento que um dia pode ser partido”, diz o ex-tucano

“Quando indagam se mudei muito de partido, respondo que nunca mudei de partido. Mudei de siglas, procurando um partido que não encontrei. Agora me encontrei num movimento que um dia pode ser partido. Temos siglas administradas cartorialmente, denunciadas como organizações criminosas. Meu itinerário de mudança tem esse sentido de rejeitar esse tipo de prática, sempre insatisfeito, desconfortável por não compactuar com o modelo que aí está” diz o senador em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco.
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