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O ex-prefeito da capital paulista João Doria (PSDB) é o novo governador de São Paulo. Ele derrotou o atual governador, Márcio França (PSB). Doria teve 52% dos votos válidos contra 48% de França, que assumiu o governo em abril com a renúncia do titular, Geraldo Alckmin (PSDB), que saiu para se candidatar à Presidência. A diferença entre eles corresponde a quase 800 mil votos.

Rovena Rosa/Agência Brasil

Doria liderou quase todas as pesquisas de intenção de voto. Mas teve uma campanha acidentada no segundo turno, quando perdeu o apoio de parte do PSDB por ter sido acusado de não se empenhar no apoio a Alckmin, no primeiro turno, e de colar sua candidatura à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato que apoiou oficialmente a rodada final. O tucano sofreu críticas por ter abandonado antes da metade o mandato de prefeito, mesmo tendo assinado compromisso anteriormente de que não faria isso.

Fonte: Congresso em Foco

O deputado federal e capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL-RJ) recebeu neste domingo (28) o aval dos eleitores para tomar posse, em 1º de janeiro, como o 38º presidente do país. Com 100% da apuração concluída, Bolsonaro somou 57.796.986 votos, contra 47.038.963 do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Em termos de votos válidos, os percentuais de cada um são 55,13% e 44,87%, respectivamente.

Reprodução


Eleitores lotam os arredores da casa de Bolsonaro para comemorar a vitória sobre Haddad

Levando em conta os votos totais, no entanto, os números indicam que Jair Bolsonaro teve o voto de menos de 40% dos 147,3 milhões de eleitores aptos. Mais de 21% se abstiveram de votar. Votos nulos e brancos somaram, respectivamente, 7,4% e 2,1%. Apesar disso, Bolsonaro superou amplamente o adversário, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Haddad venceu somente nos nove estados do Nordeste, no Pará e em Tocantins.
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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (25) mostra que o presidenciável Fernando Haddad (PT), que tenta se aproximar do número de votos declarados para Jair Bolsonaro (PSL), conseguiu reduzir em seis pontos a diferença que os separam na corrida presidencial, em relação à pesquisa da semana passada. Bolsonaro agora tem 56% das preferências, enquanto o petista alcançou 44%. No levantamento anterior, divulgado há uma semana, o placar era de 59% a 41%, ou seja, uma diferença de 18 pontos percentuais entre os dois agora é de 12 pontos.

Família Bolsonaro/Ricardo Stuckert


Bolsonaro já chegou a ter 18 pontos percentuais de vantagem sobre Haddad, na pesquisa Datafolha

Segundo o Datafolha, Bolsonaro tem agora 48% dos votos totais, quando são considerados os brancos, nulos e indecisos, enquanto Haddad obteve 38%. Nesse quesito, a pesquisa anterior, o candidato do PSL tinha 50% dos válidos, contra 35% do petista. O instituto também mediu a rejeição dos candidatos com uma pergunta de três alternativas (“E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:).
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A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar um vídeo no YouTube no qual um homem que se identifica como coronel Carlos Alves refere-se à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, como “salafrária e corrupta”, além de criticar e fazer ameaças a outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reprodução/YouTube


Coronel chamou a ministra Rosa Weber de “salafrária e corrupta” em vídeo

A abertura do inquérito foi confirmada pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, nesta quarta-feira (24). Além da investigação sobre o coronel, foram abertos mais três inquéritos para apurar ameaças a Rosa Weber.

“Ontem mesmo determinei instauração de inquérito para apurar essas agressões de que ela foi vitima, sabemos de quem se trata e onde se encontra”, disse Jungmann, após cerimônia para repasse de recursos do governo ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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O ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou pedido do presidenciável Fernando Haddad (PT) para que a TV Globo o entrevistasse, na próxima sexta-feira (26), no mesmo horário do debate presidencial recusado por Jair Bolsonaro (PSL) m 18 de outubro. A campanha petista alegava que a decisão da emissora de cancelar o encontro em razão da desistência de Bolsonaro “não coaduna com o interesse público e, principalmente, com a lisura e rigidez do processo eleitoral verdadeiramente democrático”.

Ricardo Stuckert


Haddad tem aproveitado a ausência de Bolsonaro em debates para chamá-lo de “fujão”

Na última segunda-feira (22), a Globo decidiu não transmitir qualquer conteúdo de Haddad como compensação pelo fato de que Bolsonaro desistiu de debater – desde que foram instituídos dois turnos para a eleição no Executivo, é a primeira vez que o país não terá debate entre presidenciáveis às vésperas da votação decisiva. “Na reunião de elaboração das regras do evento foi acertado com as assessorias dos candidatos que, se Jair Bolsonaro não pudesse comparecer por razões de saúde, o debate não seria substituído por entrevistas”, informou a emissora por meio de nota (íntegra abaixo).
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No limite do prazo de cinco dias dado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) formalizou nesta quarta-feira (24) sua defesa contra a denúncia em que o PT pede a cassação da candidatura de extrema-direita por suposto crime eleitoral. Segundo os advogados do ex-capitão do Exército, a representação petista não apresenta qualquer prova e se presta a “criar fato político inverídico e, a partir daí, produzir celeuma midiática”.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Bolsonaro nega participação em esquema de envio de mensagens pagas por empresários

O deputado do PSL é acusado de ter sido beneficiado pela utilização de mecanismo de envio de mensagens em massa via WhatsApp durante a campanha. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o sistema foi custeado por empresas de apoiadores do presidenciável e tinha como objetivo disseminar conteúdo ofensivo contra o adversário de Bolsonaro na corrida presidencial, Fernando Haddad (PT) – o que, segundo a acusação, configura abuso de poder econômico e uso indevido de plataformas de comunicação. Além da cassação de mandato eletivo, na hipótese de eleição de Bolsonaro, o PT pede ao TSE que o deputado seja considerado inelegível pelos próximos oito anos.
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Em decisão unânime, os membros dos Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) resolveram abrir nesta terça-feira (23) processo de disciplinar contra a procuradora de Justiça de Minas Gerais Camila Fátima Teixeira, que pediu para generais a expulsão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, presidente da Corte. Em textos publicados na internet, Camila chega a pedir intervenção militar que “exploda o STF e o Congresso de vez”.

Sérgio Almeida/CNMP


Além do processo disciplinar no Conselho, procuradora pode ser alvo de investigação criminal no Judiciário mineiro

A portaria foi instaurada durante a 17ª sessão ordinária do CNMP em 2018 pela Corregedoria Nacional do Ministério Público. A partir de agora, o processo administrativo disciplinar (PAD) será relatado pelo conselheiro Leonardo Accioly. Em abril passado, Camila de Fátima foi ao Twitter e se manifestou “ofensivamente”, segundo o CNMP, contra os ministros do STF e membros do Congresso. Nas postagens, relata o Conselho, ela incita atos de coação e violência, inclusive por meio de força, contra as autoridades.
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O Brasil teve a criação de mais de 137 mil empregos formais no mês de setembro. A notícia positiva não diminuiu a preocupação com o elevado desemprego, que está na casa dos 13,1%. Durante a campanha e nos planos de governo, os candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) trataram sobre esse assunto que preocupa todo o país. Entre os assuntos relacionados às questões trabalhistas, pautas como o primeiro emprego, direitos dos trabalhadores, empreendedorismo e a reforma trabalhista opõem os adversários.

Agência Brasil


“Um dia o trabalhador vai ter que decidir: menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego”, defende Bolsonaro. Para Haddad, é preciso anular a reforma trabalhista

Carteira verde e amarela

O candidato Jair Bolsonaro pretende criar uma nova carteira de trabalho verde e amarela, voluntária, para novos trabalhadores. “Assim, todo jovem que ingresse no mercado de trabalho poderá escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual –, ou uma carteira de trabalho verde e amarela (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais)”. Confira plano de governo
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A chamada bancada da bala, grupo de deputados que defende a revogação do Estatuto do Desarmamento e o endurecimento da legislação penal, quer ampliar o poder e a influência na Câmara. Na esteira do fenômeno Jair Bolsonaro (PSL), que venceu o primeiro turno da corrida presidencial e elegeu correligionários aos montes para a Câmara e o Senado, a ideia é comandar ao menos três das principais comissões, além da própria presidência da Casa: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) e a Comissão de Segurança Pública (CSP). E, a depender das negociações, outras mais.

Câmara dos Deputados


“Ligados diretamente à segurança pública, a gente está contabilizando 78 deputados”, estima deputado

“A Comissão de Relações Exteriores, normalmente, cai com a gente mesmo. Mas essas três [CCJ, a mais importante, CDH e CSP] a gente precisa pegar”, disse ao Congresso em Foco o deputado Capitão Augusto (PR-SP).

Ele mesmo é pré-candidato à presidência da Câmara. O parlamentar paulista fechou acordo com o colega Alberto Fraga (DEM-DF), um dos principais membros da bancada da bala, para herdar a coordenação da Frente Parlamentar da Segurança Pública, grupo que reúne 299 deputados – nem todos prioritariamente engajados na defesa do setor, vale frisar. Derrotado na disputa pelo governo do Distrito Federal, Fraga deixa o comando da agremiação a partir de 2 de fevereiro de 2019, quando tomam posse os membros do novo Congresso.
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Pela primeira vez, desde que foram instituídos dois turnos para a eleição no Executivo, o país não terá debate entre presidenciáveis às vésperas da votação decisiva. Depois da Record e da Band, a Rede Globo cancelou o debate previsto para a próxima sexta-feira (26) entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A emissora também descartou o pedido de Haddad para que, na ausência do adversário, ele fosse entrevistado.

Reprodução/Youtube e TV Aparecida


Debate entre os dois presidenciáveis seria realizado na próxima sexta-feira 26

Em carta à Globo, a campanha de Bolsonaro diz que o candidato “enfrenta limitações em virtude da bolsa de colostomia que carrega”. Na semana passada médicos que acompanham o candidato no Hospital Albert Einstein informaram que, clinicamente, ele estava liberado para participar de debates. O candidato se recupera de um atentado a faca ocorrido no dia 6 de setembro em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro, porém, havia admitido, dias atrás, a possibilidade de não ir a qualquer debate no segundo turno por uma questão estratégica.
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