Arquivos de Governo Bolsonaro

A aná­li­se de 104 in­di­ca­do­res re­ve­la que no pri­mei­ro ano do go­ver­no Bol­so­na­ro hou­ve no Bra­sil uma pi­o­ra em áre­as co­mo as­sis­tên­cia so­ci­al, saú­de, edu­ca­ção e meio am­bi­en­te, equi­lí­brio nos nú­me­ros da eco­no­mia e me­lho­ra nas es­ta­tís­ti­cas da cri­mi­na­li­da­de e em­pre­go, com a res­sal­va, nes­se úl­ti­mo ca­so, de que o tí­mi­do avan­ço foi acom­pa­nha­do da ex­pan­são da in­for­ma­li­da­de. É o que apon­ta le­van­ta­men­to fei­to e pu­bli­ca­do pe­la Fo­lha de S.Paulo nes­te do­min­go (16).

Bom­bei­ros do Pa­rá


Queimadas aumentaram 86% no primeiro ano do governo Bolsonaro

De acor­do com a pes­qui­sa, 58 in­di­ca­do­res do país apre­sen­ta­ram re­sul­ta­dos pi­o­res do que em 2018 ou ou­tro pe­río­do de com­pa­ra­ção mais ade­qua­do, 41 re­gis­tra­ram avan­ços e cin­co per­ma­ne­ce­ram es­tá­veis. En­tre os prin­ci­pais pro­ble­mas es­tá a área so­ci­al. A re­por­ta­gem res­sal­ta que o Bol­sa Fa­mí­lia vol­tou a ter fi­la de es­pe­ra pa­ra as pes­so­as em si­tu­a­ção de po­bre­za e ex­tre­ma po­bre­za, cer­ca de 1 mi­lhão de fa­mí­li­as. A co­ber­tu­ra do pro­gra­ma re­cu­ou e o go­ver­no con­ge­lou o be­ne­fí­cio mes­mo nas re­giões mais ca­ren­tes.
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O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro fez um ba­lan­ço de seus 400 di­as de go­ver­no, com­ple­ta­dos nes­sa quarta-​feira (5), pe­lo Twit­ter. Em dez tó­pi­cos, Bol­so­na­ro es­cre­veu que o Bra­sil “já mu­dou” des­de o iní­cio de sua ges­tão, que a eco­no­mia es­tá se re­cu­pe­ran­do, com a re­du­ção do de­sem­pre­go e o con­tro­le da in­fla­ção, e que a cor­rup­ção dei­xou de ser ge­ne­ra­li­za­da.

Ca­ro­li­na Antunes/​PR


Bolsonaro na cerimônia de balanço dos 400 dias de governo

“400 di­as em que, após um lon­go pe­río­do de cri­se econô­mi­ca, éti­ca e mo­ral, o país pas­sou a ter, à fren­te do po­der exe­cu­ti­vo, pes­so­as que amam o Bra­sil aci­ma de tu­do e Deus aci­ma de to­dos”, des­ta­cou. O pre­si­den­te dis­se que en­tre­ga­rá um país me­lhor do que re­ce­beu.

Em­bo­ra man­te­nha em seu en­tor­no dois acu­sa­dos de cor­rup­ção - o se­cre­tá­rio de Co­mu­ni­ca­ção da Pre­si­dên­cia, Fá­bio Wajn­gar­ten, e o mi­nis­tro do Tu­ris­mo, Mar­ce­lo Ál­va­ro Antô­nio -, Bol­so­na­ro afir­mou que ata­ca es­se ti­po de cri­me na “raiz”. On­tem o pre­si­den­te dis­se que Wajn­gar­ten es­tá “mais fir­me que nun­ca”. O mi­nis­tro do Meio Am­bi­en­te, Ri­car­do Sal­les, é in­ves­ti­ga­do pe­la sus­pei­ta de en­ri­que­ci­men­to ilí­ci­to.
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O Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF) em Bra­sí­lia pe­diu à Po­lí­cia Fe­de­ral (PF) a aber­tu­ra de inqué­ri­to cri­mi­nal pa­ra in­ves­ti­gar o che­fe da Se­cre­ta­ria de Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al da Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca (Se­com), Fá­bio Wajn­gar­ten, por sus­pei­ta de cor­rup­ção pas­si­va, pe­cu­la­to e ad­vo­ca­cia ad­mi­nis­tra­ti­va.

Mar­cos Corrêa/​PR


Fábio Wajngarten durante a apresentação da 2ª Fase da Campanha Publicitária da Nova Previdência

As pe­nas pa­ra es­ses cri­mes va­ri­am de 2 a 12 anos de pri­são, além do pa­ga­men­to de mul­ta. Ca­so se­ja con­de­na­do no úl­ti­mo ca­so, a le­gis­la­ção pre­vê de­ten­ção de um mês a um ano. As in­for­ma­çõe são da Fo­lha de S.Paulo. O pe­di­do à PF foi pro­to­co­la­do nes­ta segunda-​feira (27) pe­lo pro­cu­ra­dor Fre­de­rick Lus­to­sa, da Pro­cu­ra­do­ria da Re­pú­bli­ca no Dis­tri­to Fe­de­ral, após o ór­gão re­ce­ber re­pre­sen­ta­ções de ci­da­dãos, pe­din­do a in­ves­ti­ga­ção.
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O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro já es­tá dis­cu­tin­do o fu­tu­ro de Fa­bio Wajn­gar­ten, o che­fe da Se­cre­ta­ria de Co­mu­ni­ca­ção (Se­com) do go­ver­no, que, se­gun­do de­nún­cia pu­bli­ca­da pe­la Fo­lha de S.Paulo, es­tá re­ce­ben­do di­nhei­ro de em­pre­sas con­tra­ta­das pe­la pró­pria Se­com. A opo­si­ção, con­tu­do, quer co­brar ex­pli­ca­ções de Wajn­gar­ten in­de­pen­den­te­men­te do que for re­sol­vi­do pe­lo pre­si­den­te. O che­fe da Se­com de­ve ser, en­tão, al­vo de uma notícia-​crime na Procuradoria-​Geral da Re­pú­bli­ca (PGR) e de uma con­vo­ca­ção no Se­na­do.

An­der­son Riedel/​PR


Secretário Especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten

Foi o lí­der da opo­si­ção no Se­na­do, Ran­dol­fe Ro­dri­gues (Rede-​AP), que anun­ci­ou, nas re­des so­ci­ais, as me­di­das que de­vem ser to­ma­das di­an­te do ca­so Wajn­gar­ten. “Vou pe­dir a con­vo­ca­ção do che­fe da Se­com, Fá­bio Wajn­gar­ten, pa­ra de­por na CTFC (Co­mis­são de Trans­pa­rên­cia, Go­ver­nan­ça, Fis­ca­li­za­ção e Con­tro­le e De­fe­sa do Con­su­mi­dor) do Se­na­do e apre­sen­ta­rei uma notícia-​crime na PGR”, afir­mou Ran­fol­fe na noi­te des­sa quarta-​feira (15). Ele ale­gou que, “ao con­trá­rio do que faz o pre­si­den­te”, a opo­si­ção não vai acei­tar mais uma de­nún­cia de cor­rup­ção li­ga­da ao go­ver­no fe­de­ral ser es­que­ci­da. Ve­ja:
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O che­fe da Se­cre­tá­ria de Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al da Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca (Se­com), Fá­bio Wajn­gar­ten, re­ce­be di­nhei­ro de em­pre­sas con­tra­ta­das pe­la pró­pria se­cre­ta­ria, por meio de uma em­pre­sa da qual é só­cio. Mes­mo após as­su­mir o car­go no Pla­nal­to, o pu­bli­ci­tá­rio con­ti­nua co­mo prin­ci­pal só­cio da FW Co­mu­ni­ca­ção e Mar­ke­ting, que tem con­tra­tos com pe­lo me­nos cin­co em­pre­sas que re­ce­bem ver­bas do go­ver­no. As in­for­ma­ções são da Fo­lha de S.Paulo.

Reprodução/​Instagram


Fábio Wajngarten e o presidente Bolsonaro

A le­gis­la­ção proí­be in­te­gran­tes da cú­pu­la do go­ver­no de man­ter ne­gó­ci­os com pes­so­as fí­si­cas ou ju­rí­di­cas que pos­sam ser afe­ta­das por su­as de­ci­sões, prá­ti­ca co­nhe­ci­da co­mo con­fli­to de in­te­res­ses. Ca­so o be­ne­fí­cio in­de­vi­do se­ja com­pro­va­do, o ato se ca­rac­te­ri­za­ria co­mo im­pro­bi­da­de ad­mi­nis­tra­ti­va, que po­de le­var à de­mis­são do car­go. A Se­com é res­pon­sá­vel por de­fi­nir a des­ti­na­ção da ver­ba de pro­pa­gan­da do Pla­nal­to, além de di­tar re­gras pa­ra as con­tas dos de­mais ór­gãos fe­de­rais. Só no ano pas­sa­do, a se­cre­ta­ria gas­tou R$ 197 mi­lhões em cam­pa­nhas.
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As­sim que vol­ta­rem do re­ces­so le­gis­la­ti­vo, no dia 4 fe­ve­rei­ro, de­pu­ta­dos e se­na­do­res te­rão de se de­bru­çar so­bre mais de 20 me­di­das pro­vi­só­ri­as (MPs) as­si­na­das pe­lo pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro. Os tex­tos pre­ci­sam ser apro­va­dos até maio. O nú­me­ro de­ve au­men­tar com a edi­ção de no­vas MPs nos pró­xi­mos di­as.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


Bolsonaro, Maia e Alcolumbre

En­tre as en­vi­a­das, ape­nas uma co­me­çou a ser dis­cu­ti­da em co­mis­são es­pe­ci­al, pri­mei­ra eta­pa de tra­mi­ta­ção no Con­gres­so Na­ci­o­nal, a que ins­ti­tui o Con­tra­to de Tra­ba­lho Ver­de e Ama­re­lo. De acor­do com o pre­si­den­te da co­mis­são, se­na­dor Ser­gio Pe­te­cão (PSD-​AC), a ideia é que o pa­re­cer do de­pu­ta­do Ch­ris­ti­no Áu­reo (PP-​RJ) se­ja li­do em fe­ve­rei­ro, pri­mei­ro mês da vol­ta do re­ces­so.

Ou­tra, a MP 894/​19, já pas­sou pe­la Câ­ma­ra e aguar­da vo­ta­ção no Se­na­do. Os se­na­do­res têm até 12 de fe­ve­rei­ro pa­ra vo­tar a me­di­da pro­vi­só­ria que as­se­gu­ra pen­são es­pe­ci­al vi­ta­lí­cia de um sa­lá­rio mí­ni­mo pa­ra cri­an­ças ví­ti­mas de mi­cro­ce­fa­lia de­cor­ren­te do ví­rus zi­ka.
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O com­por­ta­men­to e a cre­di­bi­li­da­de do pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro são mal ava­li­a­dos pe­la mai­or par­te dos elei­to­res, se­gun­do pes­qui­sa Da­ta­fo­lha di­vul­ga­da nes­te do­min­go (8) pe­la Fo­lha de S.Paulo. Che­ga a 80% o ín­di­ce dos que des­con­fi­am das de­cla­ra­ções de Bol­so­na­ro.

Alan Santos/​PR


Para maioria dos entrevistados, Bolsonaro não se comporta como presidente

De acor­do com o ins­ti­tu­to, 43% dos en­tre­vis­ta­dos nun­ca con­fi­am no que o pre­si­den­te fa­la. Ou­tros 37% acham que su­as de­cla­ra­ções só me­re­cem cre­di­bi­li­da­de às ve­zes. So­men­te 19% di­zem acre­di­tar sem­pre em Bol­so­na­ro.
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O mi­nis­tro da Edu­ca­ção, Abraham Wein­traub, te­rá de ex­pli­car aos de­pu­ta­dos nes­ta se­ma­na por que acu­sou uni­ver­si­da­des fe­de­rais de cul­ti­va­rem plan­ta­ções de ma­co­nha e pro­du­zi­rem dro­gas sin­té­ti­cas. Wein­traub foi con­vo­ca­do pe­la Co­mis­são de Edu­ca­ção, por 24 vo­tos a oi­to. A au­di­ên­cia es­tá pre­vis­ta pa­ra a pró­xi­ma quarta-​feira (11).

Youtube/​Reprodução


"São plantações extensivas de algumas universidades, a ponto de ter borrifador de agrotóxico", diz o ministro, sem apresentar provas

As afir­ma­ções do mi­nis­tro fo­ram fei­tas em en­tre­vis­ta ao Jor­nal da Ci­da­de On­li­ne. “Vo­cê tem plan­ta­ções de ma­co­nha, mas não são três pés de ma­co­nha, são plan­ta­ções ex­ten­si­vas de al­gu­mas uni­ver­si­da­des, a pon­to de ter bor­ri­fa­dor de agro­tó­xi­co. Por­que or­gâ­ni­co é bom con­tra a so­ja pa­ra não ter agroin­dús­tria no Bra­sil, mas na ma­co­nha de­les eles que­rem to­da tec­no­lo­gia à dis­po­si­ção”, dis­se.
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O mi­nis­tro da Eco­no­mia, Pau­lo Gue­des, afir­mou que o pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro (Sem par­ti­do) apoia as re­for­mas econô­mi­cas pen­sa­das pe­la pas­ta, mas exis­te um pro­ble­ma de ti­ming, cau­sa­do pe­los pro­tes­tos em paí­ses latino-​americanos.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


O ministro da Economia, Paulo Guedes

Nas úl­ti­mas se­ma­nas, chi­le­nos, bo­li­vi­a­nos, co­lom­bi­a­nos e equa­to­ri­a­nos fo­ram às ru­as pe­dir mu­dan­ças na con­du­ção po­lí­ti­ca dos seus res­pec­ti­vos paí­ses. Em al­guns ca­sos, co­mo no Chi­le, as ma­ni­fes­ta­ções vi­e­ram acom­pa­nha­das de uma es­ca­la­da na vi­o­lên­cia, com mi­lha­res de pes­so­as de­ti­das e inú­me­ros ca­sos de abu­so por par­te de agen­tes do es­ta­do.
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O se­cre­tá­rio es­pe­ci­al de Pre­vi­dên­cia e Tra­ba­lho do Mi­nis­té­rio da Eco­no­mia, Ro­gé­rio Ma­ri­nho, mi­ni­mi­zou nes­ta segunda-​feira (18) a in­sa­tis­fa­ção no Le­gis­la­ti­vo com o pon­to da me­di­da pro­vi­só­ria de es­tí­mu­lo ao em­pre­go de jo­vens que re­gu­la­men­ta a ta­xa­ção do seguro-​desemprego. “O Con­gres­so tem le­gi­ti­mi­da­de pa­ra aper­fei­ço­ar o pro­je­to”, dis­se ao Con­gres­so em Fo­co.

Pa­blo Valadares/​Agência Câ­ma­ra


Rogério Marinho, secretário especial da Previdência, conversa com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo

Na se­ma­na pas­sa­da, o lí­der do go­ver­no no Se­na­do, Fer­nan­do Be­zer­ra Co­e­lho (MDB-​PE), ad­mi­tiu que, di­an­te da re­a­ção de se­na­do­res e de­pu­ta­dos, se­rá pre­ci­so ajus­tar es­se pon­to do pro­gra­ma du­ran­te a aná­li­se da MP pe­lo Con­gres­so.
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