Arquivos de Governo Bolsonaro

A presença do presidente Jair Bolsonaro no Congresso nesta quarta-feira (20) para entregar o projeto de reforma dos militares não era garantida até por volta das 16h. Mas ele decidiu ir pessoalmente ao encontro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para não correr o risco de sua equipe econômica dar de cara com a porta.

Carolina Antunes/Agência Câmara


Maia se irritou com a falta de retorno de Onyx aos seus telefonemas e se recusou a receber Paulo Guedes. Só mudou de ideia com a presença do presidente

No início da tarde, Maia ligou para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e pediu a ele que entregasse a proposta na seção de protocolo da Câmara e disse que não o receberia no gabinete da Presidência da Casa, como estava previsto até então.

Isso ocorreu após uma conversa com aliados que o alertaram sobre os desgastes gerados com as negociações da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, fruto de incertezas do governo, mas que já começaram a respingar no presidente da Câmara. Como principal fiador do texto na Câmara, Rodrigo Maia tem se ressentido, segundo deputados próximos, de ser alvo de ataques.
Leia mais

O presidente Jair Bolsonaro entregou à Câmara, nesta quarta-feira (20), a proposta que muda as regras de aposentadoria e reestrutura as carreiras das Forças Armadas. Entre outras coisas, o projeto eleva para 35 anos de serviço (e não mais de 30, como hoje) o tempo exigido para os militares passarem à reserva remunerada.

Carolina Antunes/PR


Bolsonaro entregou proposta a Rodrigo Maia. Medida deve destravar tramitação da reforma da Previdência

Outra mudança fundamental é a universalização da contribuição para as pensões. Hoje, apenas os militares ativos e inativos contribuem com uma alíquota de 7,5% sobre seus soldos brutos para a pensão repassada aos dependentes após a morte. Pela nova regra a contribuição não apenas subirá para 10,5% como também será descontada dos próprios dependentes que recebem as pensões (hoje, 145 mil pessoas, segundo o governo), alunos de escolas de formação (11 mil) e cabos e soldados sob o serviço militar obrigatório (157 mil).
Leia mais

O presidente Jair Bolsonaro perdeu 15 pontos percentuais em aprovação em 60 dias, mostra pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20). Segundo o instituto, caiu de 49%, em janeiro, para 34%, em março, o índice dos brasileiros que consideram sua gestão boa ou ótima. É como se o presidente tivesse perdido a aprovação de três em cada dez apoiadores desde que assumiu o mandato. Em fevereiro esse percentual estava em 39%.

Lula Marques/Fotos Públicas


Presidente começou mandato com 49% de aprovação. Agora tem 34%, segundo o Ibope

Conforme o Ibope, 24% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o atual governo. Outros 34% o consideram regular, e 8% não responderam.

De acordo com o jornalista José Roberto Toledo, especialista em análise de pesquisas e editor da revista Piauí, essa é a pior avaliação de um presidente eleito em seus dois primeiros meses de mandato desde a redemocratização.
Leia mais

íder do partido do presidente Jair Bolsonaro no Senado, o senador Major Olimpio (PSL-SP) está insatisfeito com o tratamento dispensado por ministros a parlamentares e com o atrelamento de todas as discussões no Congresso à votação da reforma da Previdência. Sem citar nomes, Olimpio cobra humildade e respeito por parte de ministros na relação com deputados e senadores. Segundo ele, as reclamações se avolumam e imobilizam a pauta legislativa do governo, comprometendo, inclusive, o andamento da reforma.

Pedro França/Agência Senado


Major Olimpio lidera a bancada do PSL no Senado, composta por quatro senadores

“O senador e o deputado precisam ser atendidos com educação. Ao marcar uma audiência, o ministro não pode dar uma hora e meia de canseira e depois mandar um ‘zé ruela’ de sexto escalão dizer que não vai poder atendê-lo. Isso que estou falando são casos concretos”, afirmou ao Congresso em Foco. “Isso desgasta. Se você for analisar os queixumes são muitos, mas mais por desatenção daqueles que deveriam ter a obrigação da atenção”, acrescentou.
Leia mais

A proposta de reforma da Previdência dos militares será tema nesta quarta-feira (20) de reunião, no Palácio da Alvorada, a partir das 10h. O presidente Jair Bolsonaro deve analisar o texto, acompanhado do vice-presidente Hamilton Mourão, do comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha, além do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Integrantes da equipe econômica também são esperados.

Agência Brasil


Cabe a Bolsonaro definir o texto final que será enviado ao Congresso

O texto foi preparado pelo Ministério da Defesa e integrantes dos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, analisado pela equipe econômica e avaliado por Mourão. A expectativa é que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira, iniciando a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Leia mais

O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que o pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não será votado antes da reforma da Previdência. Segundo Maia, a prioridade foi “ajustada com o governo” e uma mudança no cronograma não é negociável, mas isso não impede que o projeto de Moro seja aprovado ainda no primeiro semestre.

Cleia Viana/Agência Câmara


Moro apresentou pacote anticrime à bancada da bala em fevereiro

“Claro que sim [é possível aprovar o PL de Moro antes do recesso de julho]. Depende apenas da articulação do governo para aprovar a Previdência”, disse o deputado ao Congresso em Foco.

A ideia, no entanto, não é bem recebida pela bancada da bala na Câmara. O deputado Capitão Augusto (PR-SP), líder da frente e eleito presidente da Comissão de Segurança Pública na semana passada, diz que pedirá a Maia para acelerar a tramitação. Para ele, o texto anticrime pode ser aprovado “tranquilamente” enquanto a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Previdência ainda não tiver chegado ao plenário da Casa.
Leia mais

Aumentou a rejeição ao governo Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que caiu a aprovação. São dados apontados pela pesquisa XP/ Ipespe, divulgada nesta segunda-feira (18).

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Pesquisa mostra que vídeo obsceno postado pelo presidente em suas redes sociais para criticar o Carnaval não foi bem recebido pela população

De acordo com o levantamento, 24% dos mil entrevistados consideram a gestão do presidente como ruim ou péssima, percentual que, em fevereiro, era de 17% e, em janeiro, 20%. Por outro lado, 37% avaliam o governo como ótimo e bom, quando nos dois meses anteriores essa classificação era de 40%. Há ainda 32% que julgam como regular.

O nível de “ótimo” e “bom” atribuído à gestão Bolsonaro em março é mais baixo que o registrado por outras pesquisas durante, por exemplo, a primeira gestão da petista Dilma Rousseff.
Leia mais

Maior colegiado da Câmara, composto por 66 parlamentares, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é composta numericamente por maioria governista. O ambiente, porém, não é totalmente favorável e receptivo à proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, a prioridade legislativa do presidente Jair Bolsonaro.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados


PEC da Reforma da Previdência ainda não tem relator, que só deve ser indicado na próxima semana. Deputados também cobram, para início das discussões, chegada pro projeto que trata da previdência militar

A conta que o governo tem feito considera os integrantes dos partidos que apoiaram a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da Câmara, pelo menos 15 legendas. Em um cálculo frio, pode-se dizer que a reforma passaria facilmente com ao menos 45 votos.

Porém, mesmo entre as legendas consideradas aliadas, há resistências a serem enfrentadas. Um exemplo claro é o Solidariedade, presidido pelo deputado Paulinho da Força (SP). Titular da comissão, ele é publicamente contrário à proposta. Dentro do partido, porém, não há consenso sobre o assunto. O líder do SD na Câmara, Augusto Coutinho (PE), por exemplo, que é suplente no colegiado, é a favor.
Leia mais

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (13) não lembrar do policial reformado Ronnie Lessa, acusado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco em março do ano passado.

Rovena Rosa/Agência Brasil


Presidente chamou alguns jornalistas para café da manhã e disse não se lembrar de Ronnie Lessa, cuja casa fica na mesma rua da sua, em condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

“Não lembro desse cara. Meu condomínio tem 150 casas”, disse o presidente segundo a Folha de S.Paulo, em café da manhã com alguns jornalistas. Lessa, preso ontem durante a Operação Lume, tem uma casa na mesma rua de Bolsonaro em um condomínio fechado na avenida Lúcio Costa, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O capitão, porém, não negou ter conhecido Ronnie Lessa em algum momento.
Leia mais

O presidente Jair Bolsonaro faz uso do poder para tentar intimidar profissionais e veículos de imprensa, segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em nota conjunta (veja a íntegra mais abaixo) divulgada nesta segunda-feira (11), as duas entidades afirmam que o presidente não tem compromisso com a veracidade dos fatos. O comunicado é uma resposta à publicação compartilhada ontem à noite pelo presidente em que se atribui a uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo a declaração de que ela estava trabalhando para “arruinar” o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), seu filho, e o governo.

Isaac Nóbrega/PR


Entidades apontam “descompromisso” de Bolsonaro com a “veracidade dos fatos”

Para a Abraiji e a OAB, Bolsonaro fez “um novo ataque público à imprensa” e assumiu uma postura “incompatível com o discurso de defesa da liberdade de expressão”. “Quando um governante mobiliza parte significativa da população para agredir jornalistas e veículos, abala um dos pilares da democracia, a existência de uma imprensa livre e crítica”, apontam as organizações.

De acordo com o texto, apoiadores de Bolsonaro querem “alimentar a narrativa governista de que a imprensa mente quando se refere às investigações sobre as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz”. A conta de Flávio Bolsonaro passaram a ser monitoradas pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) após movimentações que somaram R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, valor incompatível com os rendimentos dele como assessor da Assembleia Legislativa do Rio.
Leia mais