Arquivos de Governo Bolsonaro

O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro já es­tá dis­cu­tin­do o fu­tu­ro de Fa­bio Wajn­gar­ten, o che­fe da Se­cre­ta­ria de Co­mu­ni­ca­ção (Se­com) do go­ver­no, que, se­gun­do de­nún­cia pu­bli­ca­da pe­la Fo­lha de S.Paulo, es­tá re­ce­ben­do di­nhei­ro de em­pre­sas con­tra­ta­das pe­la pró­pria Se­com. A opo­si­ção, con­tu­do, quer co­brar ex­pli­ca­ções de Wajn­gar­ten in­de­pen­den­te­men­te do que for re­sol­vi­do pe­lo pre­si­den­te. O che­fe da Se­com de­ve ser, en­tão, al­vo de uma notícia-​crime na Procuradoria-​Geral da Re­pú­bli­ca (PGR) e de uma con­vo­ca­ção no Se­na­do.

An­der­son Riedel/​PR


Secretário Especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten

Foi o lí­der da opo­si­ção no Se­na­do, Ran­dol­fe Ro­dri­gues (Rede-​AP), que anun­ci­ou, nas re­des so­ci­ais, as me­di­das que de­vem ser to­ma­das di­an­te do ca­so Wajn­gar­ten. “Vou pe­dir a con­vo­ca­ção do che­fe da Se­com, Fá­bio Wajn­gar­ten, pa­ra de­por na CTFC (Co­mis­são de Trans­pa­rên­cia, Go­ver­nan­ça, Fis­ca­li­za­ção e Con­tro­le e De­fe­sa do Con­su­mi­dor) do Se­na­do e apre­sen­ta­rei uma notícia-​crime na PGR”, afir­mou Ran­fol­fe na noi­te des­sa quarta-​feira (15). Ele ale­gou que, “ao con­trá­rio do que faz o pre­si­den­te”, a opo­si­ção não vai acei­tar mais uma de­nún­cia de cor­rup­ção li­ga­da ao go­ver­no fe­de­ral ser es­que­ci­da. Ve­ja:
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O che­fe da Se­cre­tá­ria de Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al da Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca (Se­com), Fá­bio Wajn­gar­ten, re­ce­be di­nhei­ro de em­pre­sas con­tra­ta­das pe­la pró­pria se­cre­ta­ria, por meio de uma em­pre­sa da qual é só­cio. Mes­mo após as­su­mir o car­go no Pla­nal­to, o pu­bli­ci­tá­rio con­ti­nua co­mo prin­ci­pal só­cio da FW Co­mu­ni­ca­ção e Mar­ke­ting, que tem con­tra­tos com pe­lo me­nos cin­co em­pre­sas que re­ce­bem ver­bas do go­ver­no. As in­for­ma­ções são da Fo­lha de S.Paulo.

Reprodução/​Instagram


Fábio Wajngarten e o presidente Bolsonaro

A le­gis­la­ção proí­be in­te­gran­tes da cú­pu­la do go­ver­no de man­ter ne­gó­ci­os com pes­so­as fí­si­cas ou ju­rí­di­cas que pos­sam ser afe­ta­das por su­as de­ci­sões, prá­ti­ca co­nhe­ci­da co­mo con­fli­to de in­te­res­ses. Ca­so o be­ne­fí­cio in­de­vi­do se­ja com­pro­va­do, o ato se ca­rac­te­ri­za­ria co­mo im­pro­bi­da­de ad­mi­nis­tra­ti­va, que po­de le­var à de­mis­são do car­go. A Se­com é res­pon­sá­vel por de­fi­nir a des­ti­na­ção da ver­ba de pro­pa­gan­da do Pla­nal­to, além de di­tar re­gras pa­ra as con­tas dos de­mais ór­gãos fe­de­rais. Só no ano pas­sa­do, a se­cre­ta­ria gas­tou R$ 197 mi­lhões em cam­pa­nhas.
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As­sim que vol­ta­rem do re­ces­so le­gis­la­ti­vo, no dia 4 fe­ve­rei­ro, de­pu­ta­dos e se­na­do­res te­rão de se de­bru­çar so­bre mais de 20 me­di­das pro­vi­só­ri­as (MPs) as­si­na­das pe­lo pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro. Os tex­tos pre­ci­sam ser apro­va­dos até maio. O nú­me­ro de­ve au­men­tar com a edi­ção de no­vas MPs nos pró­xi­mos di­as.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


Bolsonaro, Maia e Alcolumbre

En­tre as en­vi­a­das, ape­nas uma co­me­çou a ser dis­cu­ti­da em co­mis­são es­pe­ci­al, pri­mei­ra eta­pa de tra­mi­ta­ção no Con­gres­so Na­ci­o­nal, a que ins­ti­tui o Con­tra­to de Tra­ba­lho Ver­de e Ama­re­lo. De acor­do com o pre­si­den­te da co­mis­são, se­na­dor Ser­gio Pe­te­cão (PSD-​AC), a ideia é que o pa­re­cer do de­pu­ta­do Ch­ris­ti­no Áu­reo (PP-​RJ) se­ja li­do em fe­ve­rei­ro, pri­mei­ro mês da vol­ta do re­ces­so.

Ou­tra, a MP 894/​19, já pas­sou pe­la Câ­ma­ra e aguar­da vo­ta­ção no Se­na­do. Os se­na­do­res têm até 12 de fe­ve­rei­ro pa­ra vo­tar a me­di­da pro­vi­só­ria que as­se­gu­ra pen­são es­pe­ci­al vi­ta­lí­cia de um sa­lá­rio mí­ni­mo pa­ra cri­an­ças ví­ti­mas de mi­cro­ce­fa­lia de­cor­ren­te do ví­rus zi­ka.
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O com­por­ta­men­to e a cre­di­bi­li­da­de do pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro são mal ava­li­a­dos pe­la mai­or par­te dos elei­to­res, se­gun­do pes­qui­sa Da­ta­fo­lha di­vul­ga­da nes­te do­min­go (8) pe­la Fo­lha de S.Paulo. Che­ga a 80% o ín­di­ce dos que des­con­fi­am das de­cla­ra­ções de Bol­so­na­ro.

Alan Santos/​PR


Para maioria dos entrevistados, Bolsonaro não se comporta como presidente

De acor­do com o ins­ti­tu­to, 43% dos en­tre­vis­ta­dos nun­ca con­fi­am no que o pre­si­den­te fa­la. Ou­tros 37% acham que su­as de­cla­ra­ções só me­re­cem cre­di­bi­li­da­de às ve­zes. So­men­te 19% di­zem acre­di­tar sem­pre em Bol­so­na­ro.
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O mi­nis­tro da Edu­ca­ção, Abraham Wein­traub, te­rá de ex­pli­car aos de­pu­ta­dos nes­ta se­ma­na por que acu­sou uni­ver­si­da­des fe­de­rais de cul­ti­va­rem plan­ta­ções de ma­co­nha e pro­du­zi­rem dro­gas sin­té­ti­cas. Wein­traub foi con­vo­ca­do pe­la Co­mis­são de Edu­ca­ção, por 24 vo­tos a oi­to. A au­di­ên­cia es­tá pre­vis­ta pa­ra a pró­xi­ma quarta-​feira (11).

Youtube/​Reprodução


"São plantações extensivas de algumas universidades, a ponto de ter borrifador de agrotóxico", diz o ministro, sem apresentar provas

As afir­ma­ções do mi­nis­tro fo­ram fei­tas em en­tre­vis­ta ao Jor­nal da Ci­da­de On­li­ne. “Vo­cê tem plan­ta­ções de ma­co­nha, mas não são três pés de ma­co­nha, são plan­ta­ções ex­ten­si­vas de al­gu­mas uni­ver­si­da­des, a pon­to de ter bor­ri­fa­dor de agro­tó­xi­co. Por­que or­gâ­ni­co é bom con­tra a so­ja pa­ra não ter agroin­dús­tria no Bra­sil, mas na ma­co­nha de­les eles que­rem to­da tec­no­lo­gia à dis­po­si­ção”, dis­se.
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O mi­nis­tro da Eco­no­mia, Pau­lo Gue­des, afir­mou que o pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro (Sem par­ti­do) apoia as re­for­mas econô­mi­cas pen­sa­das pe­la pas­ta, mas exis­te um pro­ble­ma de ti­ming, cau­sa­do pe­los pro­tes­tos em paí­ses latino-​americanos.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


O ministro da Economia, Paulo Guedes

Nas úl­ti­mas se­ma­nas, chi­le­nos, bo­li­vi­a­nos, co­lom­bi­a­nos e equa­to­ri­a­nos fo­ram às ru­as pe­dir mu­dan­ças na con­du­ção po­lí­ti­ca dos seus res­pec­ti­vos paí­ses. Em al­guns ca­sos, co­mo no Chi­le, as ma­ni­fes­ta­ções vi­e­ram acom­pa­nha­das de uma es­ca­la­da na vi­o­lên­cia, com mi­lha­res de pes­so­as de­ti­das e inú­me­ros ca­sos de abu­so por par­te de agen­tes do es­ta­do.
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O se­cre­tá­rio es­pe­ci­al de Pre­vi­dên­cia e Tra­ba­lho do Mi­nis­té­rio da Eco­no­mia, Ro­gé­rio Ma­ri­nho, mi­ni­mi­zou nes­ta segunda-​feira (18) a in­sa­tis­fa­ção no Le­gis­la­ti­vo com o pon­to da me­di­da pro­vi­só­ria de es­tí­mu­lo ao em­pre­go de jo­vens que re­gu­la­men­ta a ta­xa­ção do seguro-​desemprego. “O Con­gres­so tem le­gi­ti­mi­da­de pa­ra aper­fei­ço­ar o pro­je­to”, dis­se ao Con­gres­so em Fo­co.

Pa­blo Valadares/​Agência Câ­ma­ra


Rogério Marinho, secretário especial da Previdência, conversa com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo

Na se­ma­na pas­sa­da, o lí­der do go­ver­no no Se­na­do, Fer­nan­do Be­zer­ra Co­e­lho (MDB-​PE), ad­mi­tiu que, di­an­te da re­a­ção de se­na­do­res e de­pu­ta­dos, se­rá pre­ci­so ajus­tar es­se pon­to do pro­gra­ma du­ran­te a aná­li­se da MP pe­lo Con­gres­so.
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Governo corre contra o tempo para salvar novo Mais Médicos

segunda-feira, 18 de novembro de 2019 14:59 Notícias

O Con­gres­so Na­ci­o­nal tem ape­nas dez di­as pa­ra vo­tar a me­di­da pro­vi­só­ria (MP 890/​19) que cria o pro­gra­ma Mé­di­cos pe­lo Bra­sil, que subs­ti­tui o Mais Mé­di­cos, em vi­gor des­de 2013. A MP pre­ci­sa pas­sar pe­la Câ­ma­ra, on­de aguar­da vo­ta­ção em ple­ná­rio, e pe­lo Se­na­do até o pró­xi­mo dia 28. Do con­trá­rio, a me­di­da pro­vi­só­ria que pre­ten­de le­var pro­fis­si­o­nais de saú­de às re­giões mais re­mo­tas do país per­de­rá va­li­da­de.

Fa­bio Ro­dri­gues Pozzebom/​Agência Bra­sil


Será votada a Medida Provisória 890/19 cria o Médicos pelo Brasil, programa substituto do Mais Médicos

O ca­len­dá­rio aper­ta­do pre­o­cu­pa o Pa­lá­cio do Pla­nal­to. O lí­der do go­ver­no na Câ­ma­ra, Ma­jor Vi­tor Hu­go (PSL-​GO), adi­an­tou ao Con­gres­so em Fo­co, que vai pe­dir aos pre­si­den­tes da Ca­sa, Ro­dri­go Maia (DEM-​RJ), e do Se­na­do, Da­vi Al­co­lum­bre (DEM-​AP), que pri­o­ri­zem a vo­ta­ção da MP 890. “O pra­zo é mui­to cur­to. Mas é pos­sí­vel apro­var o quan­to an­tes na Câ­ma­ra e ne­go­ci­ar com o pre­si­den­te do Se­na­do”, dis­se o de­pu­ta­do.
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O mi­nis­tro da Edu­ca­ção, Abraham Wein­traub, res­pon­deu a uma usuá­ria do Twit­ter cha­man­do a mãe de­la de “égua sar­nen­ta e des­den­ta­da”. O co­men­tá­rio foi uma res­pos­ta a crí­ti­cas que Wein­traub re­ce­beu por de­fen­der a Mo­nar­quia du­ran­te o fe­ri­a­do da pro­cla­ma­ção da Re­pú­bli­ca na úl­ti­ma sexta-​feira (15).

Agên­cia Bra­sil


O ministro da Educação, Abraham Weintraub


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Du­as me­di­das pro­vi­só­ri­as es­tão pa­ra­das no Con­gres­so há mais de 65 di­as es­pe­ran­do que o pre­si­den­te do Se­na­do, Da­vi Al­co­lum­bre (DEM-​AP), ins­ti­tua co­mis­sões es­pe­ci­ais pa­ra analisá-​las. Ca­so os tex­tos não se­jam vo­ta­dos pe­la Câ­ma­ra e pe­lo Se­na­do, eles per­dem o va­lor de lei.

Ro­que de Sá/​Agência Se­na­do


Brasília tem expectativa de dia tenso por causa da crise no partido do presidente da República e votações polêmicas

As du­as me­di­das pa­ra­li­sa­das são a MP 895, que cria a car­tei­ra de es­tu­dan­te di­gi­tal, e a MP 896, que dis­pen­sa a obri­ga­to­ri­e­da­de da pu­bli­ca­ção de li­ci­ta­ções de ór­gãos pú­bli­cos em jor​nais​.Na quinta-​feira pas­sa­da (7), o pra­zo de vi­gên­cia ini­ci­al das du­as me­di­das aca­bou. Nes­ses ca­sos, os tex­tos con­ti­nu­am em vo­ga e o tem­po de aná­li­se é du­pli­ca­do, so­man­do 120 di­as no to­tal. Ca­so não se­jam vo­ta­dos nes­se pe­río­do, as MPs ca­du­cam.
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