Arquivos de Justiça

O Con­se­lho Na­ci­o­nal de Jus­ti­ça (CNJ) de­ci­diu nes­ta terça-​feira (3) pu­nir o juiz Glau­ce­nir de Oli­vei­ra, da Va­ra Cri­mi­nal de Cam­pos de Goy­ta­ca­zes (RJ), por cau­sa de um áu­dio de What­sApp em que ele acu­sou o mi­nis­tro Gil­mar Men­des, do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), de re­ce­ber pro­pi­na pa­ra con­ce­der ha­be­as cor­pus ao ex-​governador do Rio Anthony Ga­ro­ti­nho. O ca­so ocor­reu em 2017.

Mar­ce­lo Camargo/​Agência Bra­sil


Ministro do STF, Gilmar Mendes

Por mai­o­ria, os con­se­lhei­ros se­gui­ram o vo­to pro­fe­ri­do pe­lo pre­si­den­te, mi­nis­tro Di­as Tof­fo­li, pa­ra apli­car pe­na de dis­po­ni­bi­li­da­de ao ma­gis­tra­do, a se­gun­da mais gra­ve pre­vis­ta na Lei Or­gâ­ni­ca da Ma­gis­tra­tu­ra (Lo­man). Pe­la dis­po­ni­bi­li­da­de, o juiz fi­ca­rá dois anos afas­ta­do do car­go, mas te­rá di­rei­to a re­ce­ber sa­lá­rio pro­por­ci­o­nal ao tem­po de ser­vi­ço. A pe­na mais gra­ve é a apo­sen­ta­do­ria com­pul­só­ria.
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Co­mo o pa­co­te an­ti­cri­me ain­da es­tá sem da­ta de vo­ta­ção no Con­gres­so, o mi­nis­tro da Jus­ti­ça e Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, Ser­gio Mo­ro, tem apro­vei­ta­do es­se mo­men­to de ar­ti­cu­la­ções pa­ra ten­tar con­ven­cer os de­pu­ta­dos a apro­va­rem a pro­pos­ta ori­gi­nal do go­ver­no, sem as al­te­ra­ções que fo­ram pro­pos­tas pe­lo gru­po de tra­ba­lho que ana­li­sou o pro­je­to na Câ­ma­ra. Só nes­ta terça-​feira (3), Mo­ro se reu­niu com re­pre­sen­tan­tes da Fren­te Par­la­men­tar da Agro­pe­cuá­ria e da ban­ca­da do Po­de­mos, que jun­tas re­pre­sen­tam mais da me­ta­de da Câ­ma­ra. Os de­pu­ta­dos do PSDB e do gru­po de tra­ba­lho tam­bém já re­ce­be­ram a vi­si­ta do mi­nis­tro, que quer re­to­mar pon­tos co­mo a ex­clu­den­te de ili­ci­tu­de e a o plea bar­gain na vo­ta­ção em ple­ná­rio.

Pe­dro França/​Agência Se­na­do


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro

Na saí­da de um des­ses en­con­tros, Mo­ro ad­mi­tiu que es­te é um “mo­men­to opor­tu­no pa­ra in­ten­si­fi­car o diá­lo­go com os par­la­men­ta­res e convencê-​los dos acer­tos das vá­ri­as pro­pos­tas con­ti­das no pa­co­te an­ti­cri­me”. Afi­nal, des­de a se­ma­na pas­sa­da os ali­a­dos do mi­nis­tro ten­tam em­pla­car na pau­ta do ple­ná­rio a vo­ta­ção de um re­que­ri­men­to de ur­gên­cia que per­mi­ti­ria à Câ­ma­ra vo­tar ain­da nes­te ano o pa­co­te an­ti­cri­me. E Mo­ro quer usar es­sa vo­ta­ção pa­ra res­ga­tar os pon­tos que fo­ram re­ti­ra­dos do pro­je­to pe­lo gru­po de tra­ba­lho que nos úl­ti­mos me­ses ana­li­sou as su­as pro­pos­tas.
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De olho na elei­ção mu­ni­ci­pal de 2020, o Tri­bu­nal Su­pe­ri­or Elei­to­ral (TSE) quer acres­cen­tar uma no­va re­gra na le­gis­la­ção elei­to­ral, pa­ra ten­tar di­mi­nuir a quan­ti­da­de de Fa­ke News di­vul­ga­da no plei­to do ano que vem.

Jo­sé Cruz/​Agência Bra­sil


Prédio do Tribunal Superior Eleitoral

O me­ca­nis­mo foi in­cluí­do pe­la pri­mei­ra vez em uma mi­nu­ta de re­so­lu­ção do TSE, que são as nor­mas que ori­en­tam a atu­a­ção da Jus­ti­ça Elei­to­ral du­ran­te as elei­ções. As in­for­ma­ções são da Fo­lha de S. Pau­lo.

O do­cu­men­to, dis­po­ni­bi­li­za­do pa­ra con­sul­ta pú­bli­ca em 8 de no­vem­bro, pre­vê que a uti­li­za­ção de in­for­ma­ções vei­cu­la­das por ter­cei­ros em pro­pa­gan­das “pres­su­põe que o can­di­da­to, par­ti­do ou co­li­ga­ção te­nha pro­ce­di­do à che­ca­gem da ve­ra­ci­da­de e fi­de­dig­ni­da­de”.
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De­pu­ta­dos do PDT en­tra­ram, nes­ta segunda-​feira (11), com um man­da­do de se­gu­ran­ça no Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), con­tra o pre­si­den­te do Se­na­do, Da­vi Al­co­lum­bre (DEM-​AP), com pe­di­do de li­mi­nar pa­ra se­jam re­me­ti­das à Câ­ma­ra as três pro­pos­tas de emen­da à Cons­ti­tui­ção (PECs) do pa­co­te do mi­nis­tro Pau­lo Gue­des. São elas: a 186/​2019 (Emer­gen­ci­al), a 187/​2019 (Re­vi­são dos Fun­dos) e a 188/​20219 (Pac­to Fe­de­ra­ti­vo).

Pe­dro França/​Agência Se­na­do


Senador assumiu autoria de propostas do governo, já que, pela Constituição, PECs começam tramitação pela Câmara quando são do Executivo

Os par­la­men­ta­res pe­de­tis­tas pe­dem, ain­da, a sus­pen­são da tra­mi­ta­ção das pro­po­si­ções até a de­ci­são do STF. A pe­ça é as­si­na­da pe­lo lí­der da ban­ca­da, An­dré Fi­guei­re­do (CE), e pe­los de­pu­ta­dos Pom­peo de Mat­tos (RS), Leô­ni­das Cris­ti­no (CE), Gus­ta­vo Fru­et (PR) e Tú­lio Ga­de­lha (PE). Eles ar­gu­men­tam que a Cons­ti­tui­ção de­ter­mi­na que pro­pos­tas de emen­da à Cons­ti­tui­ção e pro­je­tos de lei de au­to­ria do Exe­cu­ti­vo co­me­cem sua tra­mi­ta­ção pe­la Câ­ma­ra, o que não ocor­re nes­se ca­so.
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A Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça e de Ci­da­da­nia (CCJ) não con­se­guiu vo­tar nes­ta segunda-​feira (11) a pro­pos­ta de emen­da à Cons­ti­tui­ção (PEC) que de­ter­mi­na a pri­são em se­gun­da ins­tân­cia. A vo­ta­ção foi adi­a­da pa­ra es­ta terça-​feira (12) por con­ta da obs­tru­ção da opo­si­ção, que pas­sou mais de seis ho­ras ten­tan­do bar­rar a vo­ta­ção da pro­pos­ta que re­ver­te o en­ten­di­men­to do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral que per­mi­tiu a sol­tu­ra do ex-​presidente Lu­la na se­ma­na pas­sa­da.

Pa­blo Valadares/​Câmara dos De­pu­ta­dos


Felipe Francischini é o presidente da CCJ da Câmara

O adi­a­men­to da vo­ta­ção foi con­fir­ma­do tar­de da noi­te pe­lo pre­si­den­te da CCJ, o de­pu­ta­do Fe­li­pe Fran­cis­chi­ni (PSL-​PR). Ele, no en­tan­to, já con­vo­cou pa­ra a ma­nhã des­ta terça-​feira uma reu­nião com os co­or­de­na­do­res de ban­ca­da da CCJ pa­ra tra­tar dos pro­ce­di­men­tos de vo­ta­ção da PEC. A ses­são de­li­be­ra­ti­va da CCJ de­ve co­me­çar lo­go de­pois des­sa con­ver­sa, por vol­ta das 9h30, e te­rá a PEC da se­gun­da ins­tân­cia co­mo pri­mei­ro item da pau­ta.
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O ex-​presidente Lu­la de­ve ser sol­to a qual­quer mo­men­to após a de­ci­são do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) con­trá­ria a pri­são em se­gun­da ins­tân­cia. Na vi­são do ad­vo­ga­do Gus­ta­vo Po­li­do, es­pe­ci­a­lis­ta em Di­rei­to Pe­nal e Pro­ces­so Pe­nal, a de­ci­são do STF tem efei­to ime­di­a­to. “Mas pro­va­vel­men­te, por ser o ca­so que é, vão man­dar pa­ra pu­bli­ca­ção no diá­rio ofi­ci­al e após a pu­bli­ca­ção te­rá va­li­da­de”, ava­lia o ad­vo­ga­do.

Pau­lo Pinto/​Agência PT


Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O ex-​presidente foi pre­so após re­ce­ber con­de­na­ção em se­gun­do grau pe­lo Tri­bu­nal Re­gi­o­nal Fe­de­ral da 4ª Re­gião, no ca­so do tri­plex do Gua­ru­já. Co­mo o jul­ga­men­to do STF foi de re­per­cus­são ge­ral, to­dos os pro­ces­sos em que ti­ve­rem pre­sos nes­ta si­tu­a­ção do ex-​presidente Lu­la, o juiz de­ve­ria sol­tar de ofí­cio, ou se­ja, sem a ne­ces­si­da­de da de­fe­sa en­trar com pe­di­do.
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Os mi­nis­tros do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) de­ci­di­ram nes­ta quinta-​feira (7) em fa­vor de três ações que pe­di­am o fim da pri­são em se­gun­da ins­tân­cia. A mu­dan­ça de en­ten­di­men­to po­de be­ne­fi­ci­ar 4.895 pre­sos, en­tre eles o ex-​presidente Lu­la.

Nel­son Jr/​STF


Ministros do STF

O jul­ga­men­to co­me­çou em 17 de ou­tu­bro e, após qua­tro di­as de jul­ga­men­to, foi fi­na­li­za­do nes­ta tar­de em uma ses­são que du­rou mais de 7 ho­ras. O cer­ne da ques­tão dis­cu­ti­da na Cor­te era se uma pes­soa po­de­ria co­me­çar a cum­prir pe­na após con­de­na­ção em se­gun­da ins­tân­cia ou se era ne­ces­sá­rio es­pe­rar até o es­go­ta­men­to dos re­cur­sos ju­rí­di­cos, si­tu­a­ção co­nhe­ci­da co­mo trân­si­to em jul­ga­do.
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O Mi­nis­té­rio Pú­bli­co do Rio de Ja­nei­ro (MP-​RJ) afir­mou nes­ta quarta-​feira (30) que o de­poi­men­to do por­tei­ro do con­do­mí­nio do pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro (PSL) so­bre a li­be­ra­ção de um dos in­ves­ti­ga­dos no as­sas­si­na­to da ve­re­a­do­ra Ma­ri­el­le Fran­co não é com­pa­tí­vel com a gra­va­ção da cha­ma­da fei­ta pe­lo in­ter­fo­ne da por­ta­ria.

Gui­lher­me Cunha/​Alerj


MP-RJ afirmou que o depoimento do porteiro não é compatível com a gravação da chamada feita pelo interfone da portaria

De acor­do com o MP, o áu­dio sal­vo no sis­te­ma do con­do­mí­nio con­fir­ma que quem au­to­ri­zou a en­tra­da do ex-​PM Él­cio Quei­roz foi o sar­gen­to apo­sen­ta­do Ron­nie Les­sa, ou­tro in­ves­ti­ga­do pe­la mor­te de Ma­ri­el­le e do mo­to­ris­ta An­der­son Go­mes. Os dois mi­li­ta­res se en­con­tra­ram ho­ras an­tes do cri­me, em 14 de mar­ço de 2018.
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O Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) re­to­mou nes­ta quinta-​feira (24) o jul­ga­men­to das três ações que po­dem mu­dar o en­ten­di­men­to da Jus­ti­ça so­bre pri­são em se­gun­da ins­tân­cia. Com o vo­to do mi­nis­tro Ri­car­do Lewan­dows­ki, o pla­car fi­ca 4 a 3 con­tra os re­cur­sos que pe­dem o cum­pri­men­to da pe­na so­men­te após o trân­si­to em jul­ga­do dos pro­ces­sos. Mas es­se ce­ná­rio de­ve mu­dar, se­gun­do o ad­vo­ga­do e ana­lis­ta po­lí­ti­co Ra­fa­el Fa­vet­ti.

Nel­son Jt/​STF


STF deve ser contrário à prisão em segunda instância, defende advogado Federal

Ele de­fen­de que o jul­ga­men­to de­ve ca­mi­nhar pa­ra uma vi­tó­ria da te­se con­trá­ria à pri­são em se­gun­da ins­tân­cia. Se­gun­do Fa­vet­ti, es­se é um de­ba­te an­ti­go den­tro da Cor­te e os mi­nis­tros já se po­si­ci­o­na­ram so­bre o te­ma. “Já se pre­via, de cer­ta for­ma, há mui­to tem­po, um pla­car no jul­ga­men­to do mé­ri­to des­tas ações de­cla­ra­tó­ri­as, um pla­car de mais ou me­nos 6 a 5, em prol do cons­ti­tu­ci­o­na­li­da­de do ar­ti­go 283 do Có­di­go de Pro­ces­so Pe­nal (CPP)”, afir­ma.
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A pro­pos­ta de emen­da à Cons­ti­tui­ção (PEC) que tor­na im­pres­cri­tí­vel o cri­me de es­tu­pro foi apro­va­da pe­la Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça (CCJ) da Câ­ma­ra nes­ta quarta-​feira (25). O re­la­tor da ma­té­ria, de­pu­ta­do Léo Mo­ra­es (PODE-​RO) jus­ti­fi­ca que a PEC é ne­ces­sá­ria, pois em mui­tos ca­sos a ví­ti­ma en­tra em es­ta­do de cho­que e de­mo­ra pa­ra re­gis­trar a de­nún­cia, fa­zen­do com que mui­tos cri­mes se­jam de­nun­ci­a­dos ape­nas após a da­ta de pres­cri­ção.

Pa­blo Valadares/​Câmara dos De­pu­ta­dos


CCJ aprova PEC que torna imprescritível o crime de estupro

“É o ti­po de as­sun­to que não po­de ter di­fe­ren­ças par­ti­dá­ri­as. Atu­al­men­te, no Bra­sil, o cri­me de es­tu­pro po­de pres­cre­ver. En­tão quan­do a ví­ti­ma de­mo­ra a re­gis­trar a de­nún­cia, o cri­mi­no­so po­de fi­car im­pu­ne. Es­sa PEC vem pa­ra cor­ri­gir es­te er­ro”, res­sal­ta o par­la­men­tar.
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