Arquivos de Operação Lava Jato

Dizendo trazer experiência de quem passou pelo “Caso Banestado” – que, na década de 1990, investigou escândalo de evasão de dezenas bilhões de reais do Banco do Estado do Paraná –, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, fez duras críticas ao sistema político brasileiro.

Reprodução/Congresso em Foco


Em seminário, procurador diz que parlamentares “não vão arriscar perder o foro privilegiado”

Em sua apresentação no 9º Seminário de Transparência e Controle, em Florianópolis, nesta quarta-feira (30), Carlos Fernando acusou o Congresso de tramar um plano para anistiar políticos investigados dos crimes a eles imputados pela Lava Jato, medida que, segundo ele, põe em risco as apurações dos últimos três anos e meio da maior operação de combate à corrupção da história do país.
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A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Salvador, Cotia (SP) e Brasília pela 45ª fase da Operação Lava Jato. A nova etapa, batizada de Operação Abate II, mira advogados acusados de participar do esquema de corrupção na Petrobras. Entre eles, o Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz.

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O nome de Tiago Cedraz já havia aparecido na Lava Jato. Relatório da PF apontava indício de que advogado praticou tráfico de influência em tribunal do qual seu pai é ministro

Os advogados são suspeitos de participar de reuniões em que foi definido o pagamento de propina pela contratação da empresa norte-americana Sargent Marine pela Petrobras. Os repasses, segundo a PF, foram feitos por meio de empresa offshore em conta mantida na Suíça.
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Responsável pelos processos e julgamentos da Operação Lava Jato na primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro criticou duramente a proposta de reforma política em gestão na Câmara, com a mudança no sistema de eleição de deputados e senadores e a criação de um fundo de R$ 3,6 bilhões para custear campanhas eleitorais. Segundo ele, a proposta articulada no Congresso favorece quem já tem mandato em vez de aproximar o eleitor de seus representantes.

Reprodução


Moro, durante palestra em São Paulo: “Reitero que não serei candidato. Acredito que há de se ter um perfil e não me vejo com esse perfil”

“Essa reforma política como está sendo pensada, não é uma verdadeira reforma política, tem que ser pensada de maneira diferente para se enfrentar esse problema”, declarou durante apresentação no Fórum Mitos & Fatos – Justiça Brasileira, promovido pela Jovem Pan. A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto e os juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, coautores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também estavam presentes no evento.
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A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou neste sábado (27) nota em que afirma que os documentos e materiais apreendidos pela Polícia Federal na casa do tucano não comprometem a atuação parlamentar dele. Em relatório apresentado à Justiça ontem (26), a PF informou que encontrou um bloqueador de sinal telefônico, uma lista de indicações para cargos federais e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição “cx 2”, nas operações de busca e apreensão realizadas na semana passada na casa e no gabinete do senador.

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


O senador foi alvo de buscas e apreensões em inquérito que tramita contra ele no STF

Em comunicado divulgado pelo PSDB e assinado pelo advogado Alberto Toron, a defesa de Aécio afirma desconhecer a inscrição “cx2” e aguarda ter acesso ao papel para fazer a defesa. Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, o advogado diz que ele foi oferecido ao tucano em 2014, durante a campanha presidencial, mas que nunca foi usado pelo mineiro.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin divulgou o áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, e o presidente Michel Temer. A divulgação foi feita após a decisão do ministro, que retirou o sigilo dos depoimentos de delação do empresário.

Wilson Dias/Agência Brasil


Supremo Tribunal Federal

O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista conversam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na Operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos. Para ouvir a conversa na íntegra, clique aqui.
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As notícias de que o presidente Temer avaliza compra de silêncio do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condenado há 15 anos e quatro meses de prisão por envolvimento no petrolão, e de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo dois milhões em propina para o dono da JBS, caíram como uma bomba no mundo político em Brasília. E, como já aconteceu durante a divulgação da lista de Fachin sobre políticos investigados na Operação Lava Jato, esvaziou o Congresso em dez minutos. Até pedido de impeachment já foi protocolado na Câmara, sob responsabilidade de Alessandro Molon (Rede-AP). Coincidência ou não, uma tempestade caia nos arredores do Parlamento no instante da divulgação do furo de reportagem de Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


De adversários políticos, Aécio e Temer passaram a parceiros na implementação de novo programa político

Na Câmara, onde deputados votavam medidas provisórias, e no Senado, que acabava de aprovar mais uma renegociação das dívidas dos estados, parlamentares de partidos como PT, PCdoB, Psol e Rede passaram a se revezar nos microfones dos dois plenários, lendo a notícia de O Globo, enquanto seus pares protestavam aos gritos de “fora, Temer”. Diante da inviabilidade de consecução da sessão plenária, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou o fim dos trabalhos. Detalhe: há sete MPs na pauta a trancar votações das sessões ordinárias.
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O senador tucano Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, em uma conversa de áudio, que durou cerca de 30 minutos, o presidente do PSDB aparece pedindo R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato.

Valter Caampanato/Agência Brasil


O senador Aécio Neves, do PSDB, foi gravado pedindo dinheiro ao dono da JBS

O encontro entre Aécio Neves e Joesley Batista aconteceu no dia 24 de março, no Hotel Unique, em São Paulo. Na ocasião, Aécio citou o nome de Alberto Toron, como o criminalista que o defenderia. O dono da JBS, no entanto, não teria se surpreendido devido a irmã de Aécio, Andréa Neves, já ter feito menção ao advogado.
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Os empresários Joesley Batista e Wesley Batista, irmãos donos da JBS e delatores da Operação Lava Jato, entregaram ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), gravação de diálogo em que o presidente Michel Temer os incentiva a pagar mesada para comprar o silêncio do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação é do jornal O Globo. Na presença de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Em seguida, segundo a reportagem, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados pelo empresário goiano.

Arquivo/Agência Brasil


O presidente Michel Temer (a direita) foi gravado incentivando os empresários Joesley Batista e Wesley Batista a pagar uma mesada para manter silêncio de Eduardo Cunha

O presidente também ouviu de Joesley que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. Os dois fizeram acordo de delação premiada. Os depoimentos dos irmãos Batista também comprometem o senador Aécio Neves (PSDB-MG), gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, em cena filmada pela Polícia Federal. Segundo o jornalista Lauro Jardim, os policiais rastrearam o dinheiro e descobriram que ele foi depositado em conta de uma empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG), aliado de Aécio.
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A defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque fez nesta segunda-feira (15) novo pedido de liberdade ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na manifestação, os advogados defendem que Duque seja solto e receba o mesmo benefício concedido ao ex-ministro José Dirceu, libertado pela Corte após permanecer quase dois anos preso em Curitiba pelas investigações da Operação Lava Jato.

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Ex-diretor da Petrobras Renato Duque durante depoimento em CPI na Câmara dos Deputados

Na manifestação, o advogado Antônio Figueiredo Basto, especialista em delações premiadas, sustenta que, conforme denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) ao juiz Sérgio Moro, Renato Duque tinha ligação com José Dirceu e que também pode aguardar o desfecho das investigações em liberdade.
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisará comparecer às audiências em que 87 testemunhas de defesa serão ouvidas pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal em que é réu no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (3) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, após pedido feito pela defesa do ex-presidente.

Reprodução/TV


A decisão foi tomada nessa quarta-feira (3) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, após pedido feito pela defesa do ex-presidente

Há duas semanas, Sérgio Moro havia determinado que Lula estivesse presente durante os depoimentos de todas as 87 pessoas, dentre elas os ex-diretores da Polícia Federal Luiz Fernando Correa e Paulo Lacerda, além do ex-ministro da Controladoria-Geral da União Jorge Hage.
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