Arquivos de PMDB

A Polícia Federal faz operação de busca e apreensão no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na manhã desta segunda-feira (16/10). A ação, que acontece dentro da Câmara dos Deputados, foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Ação contra Lúcio Vieira Lima acontece semanas depois de a PF encontrar R$ 51 milhões em “bunker” de ex-ministro

Lúcio Vieira Lima é irmão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, preso na penitenciária da Papuda depois que a polícia descobriu um bunker – um apartamento em Salvador (BA) – em que ele escondia o equivalente a R$ 51 milhões, fato revelado pela Operação Tesouro Perdido. Geddel é ex-vice-presidente da Caixa Econômica e é alvo da Operação Cui Bono, que investiga sua atuação na liberação de empréstimos a empresas em troca de propinas.
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Um acordo tácito entre PT e PMDB está em curso na CPI da JBS, criada para investigar inicialmente as suspeitas de irregularidade em contratos do BNDES com o grupo e utilizada, na prática, para questionar a delação premiada entre seus executivos e a Procuradoria Geral da República. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os dois partidos concentram fogo na desqualificação dos delatores e do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

EBC


“Dono” de R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento, Geddel é um dos nomes poupados pela CPI até o momento

Em compensação, integrantes da CPI evitam, até agora, convocar o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ambos presos na Operação Lava Jato, e os ex-presidentes Lula e Dilma. Todos eles são alvos das delações de Joesley e Wesley Batista e demais delatores da J&F, controladora da JBS.

Na reunião da semana passada o colegiado aprovou 53 convocações ou convites. Desse total, rá o Ministério Público e o acordo de delação premiada firmado por executivos do Grupo J&F. Das 53 convocações ou convites aprovados, mais de 80% são referentes a pessoas ligadas à empresa ou à PGR. Entre os dez pedidos apresentados por petistas, só um, que pede a convocação do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, se refere a integrante do governo Temer.

“Existe uma vontade de não fazer pirotecnia. A CPI não pode ser palco de confronto entre governo e oposição. Não é o lugar”, disse ao Estadão o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), relator da CPI e um dos líderes da tropa de choque de Cunha e Temer na Câmara. Segundo ele, há sim uma “afinidade” entre petistas e peemedebistas no colegiado: “A afinidade é nos objetivos da CPI, um desejo de todos os membros de que o trabalho avance”.

Fonte: Congresso em Foco

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investiga formação de uma organização criminosa composta pelo núcleo do PMDB da Câmara. A PF aponta que o presidente Michel Temer tinha o poder de decisão no grupo ao lado de Eduardo Cunha. Temer também teria recebido R$ 31,5 milhões em vantagens ilícitas.

Antonio Cruz/Agência Brasil


Segundo a Polícia Federal, Temer e Cunha tinham poder decisório no núcleo do PMDB da Câmara e Moreira (esq.) agia para obter propinas sob orientação de Temer

O relatório apresentado nesta segunda-feira (11) aponta que Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco (Casa Civil e Secretaria-Geral, respectivamente), os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves (Secretaria de Governo e Turismo) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha formavam uma organização criminosa para desviar recursos de órgãos públicos. Os peemedebistas negam as acusações.
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A defesa do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar que o processo criminal contra o ex-parlamentar seja remetido para a primeira instância da Justiça Federal em Brasília.

Divulgação/Rodrigo Rocha Loures


O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) (à esquerda) recorreu para que processo não seja enviado para Justiça Federal

A medida foi tomada após decisão do ministro Edson Fachin, relator do caso, que decidiu desmembrar as investigações iniciadas a partir das delações da JBS contra Loures e suspender a investigação contra o presidente Michel Temer, após a decisão da Câmara dos Deputados que não autorizou o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
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O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), determinou nessa quinta-feira (10) a suspensão por 60 dias dos seis deputados do partido que votaram, no último dia 2, pela continuidade da investigação do presidente Michel Temer por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes da votação, Jucá já havia ameaçado punir os peemedebistas dissidentes.

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Sérgio Zveiter, que deu parecer favorável ao andamento das investigações, classificou punição imposta por Jucá como “ridícula” e “covarde”

A punição se aplica, entre outros, a Sérgio Zveiter (RJ), que deu parecer favorável à autorização da Câmara para que o Supremo analisasse a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer. O parecer dele acabou derrubado pela tropa de choque do presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Zveiter, porém, confirmou sua posição na votação em plenário, ao votar contra o relatório de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).
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O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), negou nesta quinta-feira (18) que funcionários do partido tenham destruído documentos da legenda para esconder algum tipo de ilegalidade. Segundo o parlamentar, o que houve foi a transferência de equipamentos de informática do prédio onde funciona a tesouraria do partido, no centro de Brasília, para a nova sede, no Lago Sul, bairro valorizado da capital federal.

Reprodução/Congresso em Foco/Cortesia do Leitor


Caminhão cheio de documentos do PMDB

A denúncia foi feita na esteira das denúncias contra o presidente licenciado do partido, Michel Temer, gravado ao dar aval à compra do silêncio de seu ex-aliado, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Temer nega as acusações e avisou, em pronunciamento por volta das 16h desta quinta-feira (18), que não renunciará por causa das acusações.
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