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Autor do pedido que levou à prisão do ex-presidente Michel Temer, nesta quinta-feira (21), o Ministério Público Federal (MPF) afirma que alguns dos esquemas de propina atribuídos a Temer “foram feitos para durar anos, quando não décadas”. Para o MPF, o caráter “duradouro” dos acordos é um dos fatores que justifica a prisão de Temer, porque ainda haveria risco de continuidade ou retomada futura dos pagamentos de propina.

Reprodução/MPF-RJ


Caso da entrega da mala de R$ 500 mil a Rocha Loures, ex-assessor de Temer, é citado pelo MPF

Um destes esquemas, segundo os procuradores, foi o que fez o então Presidente Temer balançar no cargo, em maio de 2017. O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, então assessor próximo de Temer, foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil das mãos de Ricardo Saud, executivo da multinacional J&F. Segundo a delação da J&F, aquele pagamento seria o primeiro de um acordo que previa repasses de R$ 500 mil por semana durante os 30 anos seguintes. Com isso, o valor total prometido seria de R$ 720 milhões. Nada desse montante chegou a ser pago.
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O presidente Jair Bolsonaro comentou, ao desembarcar em Santiago, no Chile, nesta quinta (21), a prisão do ex-presidente Michel Temer. “Cada um responde por seus atos. Lamentamos, mas cada um faz por merecer”.

Marcos Corrêa/PR


“Cada um faz por merecer”, diz Bolsonaro sobre prisão do ex-presidente Michel Temer ao desembarcar no Chile

Temer foi preso esta manhã em São Paulo pela força-tarefa da Lava Jato a mando do juiz Marcelo Bretas, e transferido para a Polícia Federal do Rio, na região portuária. Os agentes federais também prenderam o ex-ministro Moreira Franco e o coronel João Baptista Lima Filho, ambos amigos de longa data de Temer.
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A força-tarefa da operação Lava Jato afirmou nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, que o grupo criminoso que seria comandado pelo ex-presidente Michel Temer atuava há cerca de 40 anos. Temer foi detido na manhã desta quinta, em São Paulo, e levado à tarde ao Rio de Janeiro, de onde partiu a ordem de prisão do juiz Marcelo Bretas, que conduz a Lava Jato no Rio.

Beto Barata/Presidência da República


O ex-presidente Michel Temer foi preso ontem pela Operação Lava Jato

Segundo os procuradores, as ilegalidades do grupo remontam à década de 1980, quando Temer, então secretário de segurança Pública de São Paulo, conheceu João Batista Lima Filho, o Coronel Lima, que era seu assessor militar.

Quando se quer debelar uma organização criminosa que há 40 anos assalta o país, não havia outra medida [a não ser a prisão]”, afirmou o procurador José Augusto Vagos, membro da força-tarefa. “Ocupando o cargo mais alto da República, ele praticou os crimes mais graves”, completou o procurador Eduardo El Hage.
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O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) foi preso na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo, por determinação do juiz Marcelo Bretas, que conduz a Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Já no fim da manhã outro emedebista de peso foi preso, o ex-ministro Moreira Franco, um dos nomes mais fortes do governo Temer. O ex-presidente deve ser transferido pela Polícia Federal para o Rio. As prisões têm como base delação premiada do empresário José Antunes Sobrinho, dono da Engevix.

Lula Marques


Ex-presidente já respondia a processo da Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio afirma que o ex-presidente Michel Temer lidera uma organização criminosa que, segundo os procuradores, “praticou diversos crimes envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais, tendo sido prometido, pago ou desviado para o grupo mais de R$ 1 bilhão e 800 milhões”.
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A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão, em Alagoas e São Paulo, na casa de dois suspeitos de ameaçar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disseminar notícias falsas (fake news) sobre integrantes da corte. As ações foram determinadas por Alexandre de Moraes, que relata o inquérito aberto semana passada para apurar denúncias de ameaças, calúnias e ofensas contra ministros.

José Cruz/Agência Brasil


Toffoli determinou a abertura do inquérito após ameaças e ofensas a ministros do Supremo

Os investigadores estão recolhendo computadores e aparelhos usados pelos suspeitos e excluindo suas contas nas redes sociais. A investigação corre em segredo de Justiça. Segundo a Folha de S. Paulo, a PF identificou um advogado de Maceió e um guarda civil metropolitano de Indaiatuba (SP) entre os autores dos ataques.

O presidente do STF, Dias Toffoli, determinou a abertura do inquérito na última quinta-feira (14) durante sessão que julgava o destino das ações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo caixa dois. A medida foi criticada pelo ministro Marco Aurélio Mello.
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A presença do presidente Jair Bolsonaro no Congresso nesta quarta-feira (20) para entregar o projeto de reforma dos militares não era garantida até por volta das 16h. Mas ele decidiu ir pessoalmente ao encontro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para não correr o risco de sua equipe econômica dar de cara com a porta.

Carolina Antunes/Agência Câmara


Maia se irritou com a falta de retorno de Onyx aos seus telefonemas e se recusou a receber Paulo Guedes. Só mudou de ideia com a presença do presidente

No início da tarde, Maia ligou para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e pediu a ele que entregasse a proposta na seção de protocolo da Câmara e disse que não o receberia no gabinete da Presidência da Casa, como estava previsto até então.

Isso ocorreu após uma conversa com aliados que o alertaram sobre os desgastes gerados com as negociações da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, fruto de incertezas do governo, mas que já começaram a respingar no presidente da Câmara. Como principal fiador do texto na Câmara, Rodrigo Maia tem se ressentido, segundo deputados próximos, de ser alvo de ataques.
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O presidente Jair Bolsonaro entregou à Câmara, nesta quarta-feira (20), a proposta que muda as regras de aposentadoria e reestrutura as carreiras das Forças Armadas. Entre outras coisas, o projeto eleva para 35 anos de serviço (e não mais de 30, como hoje) o tempo exigido para os militares passarem à reserva remunerada.

Carolina Antunes/PR


Bolsonaro entregou proposta a Rodrigo Maia. Medida deve destravar tramitação da reforma da Previdência

Outra mudança fundamental é a universalização da contribuição para as pensões. Hoje, apenas os militares ativos e inativos contribuem com uma alíquota de 7,5% sobre seus soldos brutos para a pensão repassada aos dependentes após a morte. Pela nova regra a contribuição não apenas subirá para 10,5% como também será descontada dos próprios dependentes que recebem as pensões (hoje, 145 mil pessoas, segundo o governo), alunos de escolas de formação (11 mil) e cabos e soldados sob o serviço militar obrigatório (157 mil).
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O presidente Jair Bolsonaro perdeu 15 pontos percentuais em aprovação em 60 dias, mostra pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20). Segundo o instituto, caiu de 49%, em janeiro, para 34%, em março, o índice dos brasileiros que consideram sua gestão boa ou ótima. É como se o presidente tivesse perdido a aprovação de três em cada dez apoiadores desde que assumiu o mandato. Em fevereiro esse percentual estava em 39%.

Lula Marques/Fotos Públicas


Presidente começou mandato com 49% de aprovação. Agora tem 34%, segundo o Ibope

Conforme o Ibope, 24% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o atual governo. Outros 34% o consideram regular, e 8% não responderam.

De acordo com o jornalista José Roberto Toledo, especialista em análise de pesquisas e editor da revista Piauí, essa é a pior avaliação de um presidente eleito em seus dois primeiros meses de mandato desde a redemocratização.
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íder do partido do presidente Jair Bolsonaro no Senado, o senador Major Olimpio (PSL-SP) está insatisfeito com o tratamento dispensado por ministros a parlamentares e com o atrelamento de todas as discussões no Congresso à votação da reforma da Previdência. Sem citar nomes, Olimpio cobra humildade e respeito por parte de ministros na relação com deputados e senadores. Segundo ele, as reclamações se avolumam e imobilizam a pauta legislativa do governo, comprometendo, inclusive, o andamento da reforma.

Pedro França/Agência Senado


Major Olimpio lidera a bancada do PSL no Senado, composta por quatro senadores

“O senador e o deputado precisam ser atendidos com educação. Ao marcar uma audiência, o ministro não pode dar uma hora e meia de canseira e depois mandar um ‘zé ruela’ de sexto escalão dizer que não vai poder atendê-lo. Isso que estou falando são casos concretos”, afirmou ao Congresso em Foco. “Isso desgasta. Se você for analisar os queixumes são muitos, mas mais por desatenção daqueles que deveriam ter a obrigação da atenção”, acrescentou.
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A personal trainer Nathália Melo de Queiroz, ex-assessora de Jair Bolsonaro na Câmara, repassou 80% do salário que recebeu entre junho e novembro do ano passado ao pai, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Nathália transferiu para seu pai R$ 29,6 mil dos R$ 36,6 mil que ganhou como assessora do hoje presidente da República. As informações são de reportagem do jornal O Globo, baseada em novo relatório do Coaf.

Reprodução/Facebook


Nathalia foi assessora de Flávio, na Alerj, e de Bolsonaro, na Câmara

Queiroz é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Em fevereiro, o ex-assessor confirmou em depoimento por escrito que funcionários do gabinete do filho do presidente devolviam parte do salário e que esse dinheiro era usado para ampliar a rede de colaboradores junto à base eleitoral de Flávio, hoje senador. Ele disse que o ex-chefe não tinha conhecimento da prática.
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