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A pa­ra­li­sa­ção de 24 ho­ras, mar­ca­da pa­ra ho­je (28) por cen­trais sin­di­cais, dei­xa Bra­sí­lia sem trans­por­te de ôni­bus e de me­trô. Com is­so, quem es­tá se des­lo­can­do pa­ra o tra­ba­lho pro­cu­ra o trans­por­te al­ter­na­ti­va, co­mo vans, tá­xis e veí­cu­los par­ti­cu­la­res.

Nil­son Carvalho/Agência Bra­sí­lia


Brasília amanheceu sem a circulação de ônibus

Os aces­sos pa­ra o Ae­ro­por­to In­ter­na­ci­o­nal Jus­ce­li­no Ku­bits­chek es­tão in­ter­di­ta­dos pe­la Po­lí­cia Mi­li­tar por me­di­da de pre­cau­ção, pois ma­ni­fes­tan­tes blo­que­a­ram as vi­as e pu­se­ram fo­go em bar­rei­ras de pneus. Al­gu­mas pes­so­as dei­xa­ram os veí­cu­los e fo­ram a pé até o ter­mi­nal.
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No­ve cen­trais sin­di­cais e as fren­tes Bra­sil Po­pu­lar e Po­vo Sem Me­do con­vo­ca­ram uma gre­ve ge­ral na­ci­o­nal pa­ra es­ta sexta-feira (28) con­tra as re­for­mas da Pre­vi­dên­cia e tra­ba­lhis­ta e a Lei da Ter­cei­ri­za­ção. Vá­ri­as ca­te­go­ri­as pro­fis­si­o­nais re­a­li­za­ram as­sem­blei­as e anun­ci­a­ram ade­são ao mo­vi­men­to. O Pa­lá­cio do Pla­nal­to in­for­mou que irá acom­pa­nhar a gre­ve e as ma­ni­fes­ta­ções pre­vis­tas. O en­ten­di­men­to é de que as mo­bi­li­za­ções irão trans­cor­rer den­tro da nor­ma­li­da­de e fi­ca­rão res­tri­tas às gran­des ci­da­des.

Val­ter Campanato/Agência Bra­sil


Em Brasília (DF), soldados da Guarda Presidencial fazem a segurança no Palácio do Planalto para as manifestações previstas para esta sexta-feira

Se­gun­do o secretário-geral da For­ça Sin­di­cal, João Car­los Gon­çal­ves, o Ju­ru­na, um dos mo­ti­vos da gre­ve de ho­je é con­tra no­vas re­gras pre­vis­tas na re­for­ma pre­vi­den­ciá­ria, co­mo a de­fi­ni­ção de uma ida­de mí­ni­ma pa­ra o tra­ba­lha­dor po­der se apo­sen­tar. “Es­ta­mos ba­ta­lhan­do con­tra as­pec­tos co­mo ida­de mí­ni­ma pa­ra apo­sen­ta­do­ria, a re­gra de tran­si­ção, que aca­ba pre­ju­di­can­do os tra­ba­lha­do­res que co­me­ça­ram mais ce­do. Além dis­so, lu­ta­mos pe­la ma­nu­ten­ção do sa­lá­rio co­mo pa­ta­mar mí­ni­mo de be­ne­fí­cio”, dis­se.
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O ple­ná­rio da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos apro­vou a re­for­ma tra­ba­lhis­ta na ma­dru­ga­da des­ta quinta-feira (27), após a re­jei­ção de dez des­ta­ques apre­sen­ta­dos pe­los par­ti­dos de opo­si­ção e de par­ti­dos da ba­se ali­a­da que pre­ten­di­am mo­di­fi­car pon­tos do pro­je­to (PL 6.786/16) apro­va­do na noi­te de quarta-feira (26). Os ou­tros des­ta­ques que se­ri­am vo­ta­dos nes­ta quinta-feira fo­ram re­ti­ra­dos e o tex­to se­gue pa­ra o Se­na­do. A ses­são que apro­vou a re­for­ma foi aber­ta na ma­nhã des­sa quarta-feira e foi en­cer­ra­da às 2h06.

An­to­nio Cruz/Agência Bra­sil


Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante sessão para votação da Reforma Trabalhista

A apro­va­ção da re­for­ma foi pos­sí­vel após um acor­do en­tre o lí­der do go­ver­no e de al­guns par­ti­dos de opo­si­ção. Pe­la pro­pos­ta, a opo­si­ção re­ti­rou os des­ta­ques que se­ri­am vo­ta­dos e, em tro­ca, se com­pro­me­teu a não obs­truir a vo­ta­ção da Me­di­da Pro­vi­só­ria (MP) 752/16, que cria re­gras pa­ra a pror­ro­ga­ção e re­li­ci­ta­ção de con­tra­tos de con­ces­sões de fer­ro­vi­as, ro­do­vi­as e ae­ro­por­tos. A MP tran­ca a pau­ta im­pe­din­do a aná­li­se de ou­tras ma­té­ri­as em ses­sões or­di­ná­ri­as.
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O pre­si­den­te Mi­chel Te­mer agra­de­ceu aos seus ali­a­dos pe­los es­for­ços em tor­no da apro­va­ção do texto-base da re­for­ma tra­ba­lhis­ta, ocor­ri­da na noi­te de des­ta quarta-feira (26). Após a pro­cla­ma­ção do re­sul­ta­do, o porta-voz da Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca, Ale­xan­dre Pa­ro­la, fez um pro­nun­ci­a­men­to à im­pren­sa no Pa­lá­cio do Pla­nal­to. “O pre­si­den­te Mi­chel Te­mer agra­de­ce à ba­se de apoio do go­ver­no e às li­de­ran­ças par­ti­dá­ri­as, mi­nis­tros de es­ta­do, go­ver­na­do­res, pre­fei­tos e re­pre­sen­tan­tes em­pre­sa­ri­ais e sin­di­cais que atu­a­ram de­ci­di­da­men­te em fa­vor da apro­va­ção do pro­je­to na Câ­ma­ra”, dis­se o porta-voz. Pa­ro­la dis­se ain­da que “o mes­mo grau de en­ga­ja­men­to se­rá ago­ra ne­ces­sá­rio pa­ra a apro­va­ção de­fi­ni­ti­va da re­for­ma tra­ba­lhis­ta no Se­na­do Fe­de­ral”.

Val­ter Campanato/Agência Bra­sil


O presidente Michel Temer agradeceu aliados após aprovação da reforma trabalhista

O porta-voz rei­te­rou o en­ten­di­men­to do go­ver­no de que a re­for­ma mo­der­ni­za­rá as re­la­ções de tra­ba­lho e vai ge­rar mais em­pre­gos. “O re­sul­ta­do ob­ti­do é ex­pres­são da opi­nião am­pla­men­te ma­jo­ri­tá­ria que se for­mou na so­ci­e­da­de bra­si­lei­ra em tor­no da ne­ces­si­da­de de ade­quar as re­la­ções tra­ba­lhis­tas às re­a­li­da­des do pre­sen­te e de pre­pa­rar o nos­so mer­ca­do de tra­ba­lho pa­ra as exi­gên­ci­as do fu­tu­ro”.
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En­tre as mu­dan­ças na le­gis­la­ção tra­ba­lhis­ta que cons­tam no texto-base da re­for­ma tra­ba­lhis­ta apro­va­da pe­lo ple­ná­rio da Câ­ma­ra nes­ta quarta-feira (26), a pre­va­lên­cia do acor­da­do so­bre o le­gis­la­do é con­si­de­ra­da a “es­pi­nha dor­sal”. Es­se pon­to per­mi­te que as ne­go­ci­a­ções en­tre pa­trão e em­pre­ga­do, os acor­dos co­le­ti­vos te­nham mais va­lor do que o pre­vis­to na le­gis­la­ção. O tex­to man­tém o pra­zo de va­li­da­de de dois anos pa­ra os acor­dos co­le­ti­vos e as con­ven­ções co­le­ti­vas de tra­ba­lho, ve­dan­do ex­pres­sa­men­te a ul­tra­ti­vi­da­de (apli­ca­ção após o tér­mi­no de sua vi­gên­cia).

An­to­nio Cruz/Agência Bra­sil


Câmara aprovou reforma trabalhista na noite dessa quarta-feira

Foi al­te­ra­da a con­ces­são das fé­ri­as dos tra­ba­lha­do­res, com a pos­si­bi­li­da­de da di­vi­são do des­can­so em até três pe­río­dos, sen­do que um dos pe­río­dos não po­de ser in­fe­ri­or a 14 di­as cor­ri­dos e que os pe­río­dos res­tan­tes não se­jam in­fe­ri­o­res a cin­co di­as cor­ri­dos ca­da um. A re­for­ma tam­bém proí­be que o iní­cio das fé­ri­as ocor­ra no pe­río­do de dois di­as que an­te­ce­de fe­ri­a­do ou dia de re­pou­so se­ma­nal re­mu­ne­ra­do.
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De­pois de mui­tos pro­tes­tos da opo­si­ção, o ple­ná­rio da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos apro­vou nes­ta quarta-feira (26), por 296 vo­tos a fa­vor e 177 vo­tos con­tra, o Pro­je­to de Lei (PL) 6.787/16, que tra­ta da re­for­ma tra­ba­lhis­ta. O pro­je­to al­te­ra mais de 100 pon­tos da Con­so­li­da­ção das Leis do Tra­ba­lho (CLT). En­tre as al­te­ra­ções, a me­di­da es­ta­be­le­ce que nas ne­go­ci­a­ções tra­ba­lhis­tas po­de­rá pre­va­le­cer o acor­da­do so­bre o le­gis­la­do e o sin­di­ca­to não mais pre­ci­sa­rá au­xi­li­ar o tra­ba­lha­dor na res­ci­são tra­ba­lhis­ta.

An­to­nio Cruz/Agência Bra­sil


Após a conclusão da leitura do parecer do relator do projeto da reforma trabalhista, deputados de partidos de oposição ao governo retomaram a obstrução aos trabalhos no plenário

A ses­são que apro­vou a re­for­ma foi aber­ta na ma­nhã des­ta quarta-feira e se es­ten­deu até de­pois das 22h, com o fi­nal da vo­ta­ção do mé­ri­to da re­for­ma. Ain­da fal­tam vo­tar os des­ta­ques que vi­sam al­te­rar pon­tos do tex­to do re­la­tor, de­pu­ta­do Ro­gé­rio Ma­ri­nho (PSDB-RN). De­pois de vo­ta­dos os des­ta­ques, o tex­to se­gue pa­ra o Se­na­do.
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Após ser der­ro­ta­do na terça-feira (18), a ba­se go­ver­nis­ta ven­ceu nes­ta quarta-feira (19) a opo­si­ção e con­se­guiu 287 vo­tos fa­vo­rá­veis à apro­va­ção do re­gi­me de ur­gên­cia pa­ra a vo­ta­ção do Pro­je­to de Lei 6.787/16, que tra­ta da re­for­ma tra­ba­lhis­ta. Os con­trá­ri­os à ur­gên­cia do pro­je­to so­ma­ram 144 vo­tos. Com a apro­va­ção do re­gi­me de ur­gên­cia, não se­rá pos­sí­vel pe­dir vis­ta ou apre­sen­tar emen­das à ma­té­ria na co­mis­são es­pe­ci­al que ana­li­sa o subs­ti­tu­ti­vo do de­pu­ta­do Ro­gé­rio Ma­ri­nho (PSDB-RN).

Fa­bio Ro­dri­gues Pozzebom/Agência Bra­sil


Plenário da Câmara aprova requerimento de urgência para reforma trabalhista

O re­la­tó­rio apre­sen­ta­do na co­mis­são man­tém a pre­va­lên­cia dos acor­dos co­le­ti­vos em re­la­ção à lei, con­for­me pre­vis­to no tex­to ori­gi­nal, e acres­cen­ta ou­tras mo­di­fi­ca­ções, co­mo re­gras pa­ra o te­le­tra­ba­lho e o tra­ba­lho in­ter­mi­ten­te. O tex­to po­de­rá ser vo­ta­do di­re­ta­men­te no ple­ná­rio já na pró­xi­ma se­ma­na ou no iní­cio de maio.
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Com a lei­tu­ra, nes­ta quarta-feira (19), pe­lo de­pu­ta­do Arthur Maia (PPS-BA), de par­te do re­la­tó­rio so­bre a pro­pos­ta de re­for­ma da Pre­vi­dên­cia na co­mis­são es­pe­ci­al da Câ­ma­ra, os par­la­men­ta­res de­fi­ni­ram o ca­len­dá­rio de tra­mi­ta­ção da ma­té­ria. A pre­vi­são é que o pa­re­cer de Maia se­ja vo­ta­do na co­mis­são no dia 2 de maio.

Fa­bio Ro­dri­gues Pozzebom/Agência Bra­sil


O deputado Arthur Maia lê seu relatório na comissão especial da Câmara que analisa a proposta da reforma da Previdência Social

O pre­si­den­te da co­mis­são, Car­los Ma­run (PMDB-MS), fez um acor­do com a opo­si­ção pa­ra que não hou­ves­se obs­tru­ção du­ran­te a lei­tu­ra do pa­re­cer e se com­pro­me­teu a fa­zer ses­sões de de­ba­te na pró­xi­ma se­ma­na. Se­gun­do Ma­run, com a vo­ta­ção do re­la­tó­rio no co­le­gi­a­do no pró­xi­mo dia 2, a pre­vi­são é que a lei­tu­ra no ple­ná­rio da Câ­ma­ra ocor­ra no dia 8 de maio.
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Mes­mo com a in­ten­ção do go­ver­no de ace­le­rar a tra­mi­ta­ção da re­for­ma tra­ba­lhis­ta na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, o pro­je­to te­rá que ser dis­cu­ti­do e vo­ta­do na co­mis­são es­pe­ci­al se­guin­do o ri­to usu­al, já que nes­ta terça-feira (18) o ple­ná­rio não apro­vou o re­que­ri­men­to de ur­gên­cia pa­ra apre­ci­a­ção da pro­pos­ta. Eram ne­ces­sá­ri­os 257 vo­tos pa­ra a apro­va­ção, mas a ba­se ali­a­da só con­se­guiu mo­bi­li­zar 230 de­pu­ta­dos fa­vo­rá­veis à ur­gên­cia da ma­té­ria. O pe­di­do te­ve 163 vo­tos con­trá­ri­os. Com is­so, o pro­je­to te­rá que ser dis­cu­ti­do e vo­ta­do na co­mis­são es­pe­ci­al da re­for­ma tra­ba­lhis­ta an­tes de ser le­va­do pa­ra apre­ci­a­ção no ple­ná­rio.

Fa­bio Ro­dri­gues Pozzebom/Agência Bra­sil


Câmara dos Deputados rejeita requerimento de urgência da proposta de reforma trabalhista

A in­ten­ção do go­ver­no era pu­lar eta­pas e co­lo­car o pro­je­to pa­ra ser vo­ta­do – tan­to na co­mis­são quan­to no ple­ná­rio – já na pró­xi­ma se­ma­na. Com a re­jei­ção da ur­gên­cia, al­guns pra­zos te­rão que ser obe­de­ci­dos na co­mis­são, en­tre eles du­as ses­sões pa­ra vis­ta do pa­re­cer e pra­zo de cin­co ses­sões pa­ra apre­sen­ta­ção de emen­das, além da dis­cus­são e vo­ta­ção no co­le­gi­a­do.
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Os ad­vo­ga­dos de par­la­men­ta­res ci­ta­dos nos de­poi­men­tos de de­la­ção pre­mi­a­da de ex-diretores da em­prei­tei­ra Ode­bre­cht ini­ci­a­ram nes­ta segunda-feira (17) no Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) uma ten­ta­ti­va de re­ti­rar seus cli­en­tes das mãos do mi­nis­tro Ed­son Fa­chin, re­la­tor dos pro­ces­sos da Ope­ra­ção La­va Ja­to na Cor­te.

Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil


Parlamentares citados em delações premiadas de ex-diretores da Odebrecht tentam retirar seus clientes das mãos do ministro do STF Luiz Edson Fachin

Des­de o iní­cio do dia, che­ga­ram ao Su­pre­mo pe­lo me­nos du­as pe­ti­ções pro­to­co­la­das pe­las de­fe­sas do mi­nis­tro das Ci­da­des, Bru­no Araú­jo, e do se­na­dor Ri­car­do Fer­ra­ço (PSDB-ES), pe­din­do a re­dis­tri­bui­ção dos inqué­ri­tos a que os par­la­men­ta­res res­pon­dem pa­ra ou­tro in­te­gran­te do tri­bu­nal.
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