Arquivos de Reforma da Previdência

O Se­na­do re­jei­tou a pro­pos­ta do go­ver­no de en­du­re­cer as re­gras do abo­no sa­la­ri­al atra­vés da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia. É que o ple­ná­rio de­ci­diu apro­var um des­ta­que da opo­si­ção pa­ra man­ter as re­gras atu­ais do abo­no sa­la­ri­al. Com is­so, o be­ne­fí­cio con­ti­nu­a­rá sen­do pa­go a quem ga­nha até dois sa­lá­ri­os mí­ni­mos, o que re­du­zi­rá o im­pac­to fis­cal da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia em R$ 76,4 bi­lhões nos pró­xi­mos dez anos.

Ro­que de Sá/​Agência Se­na­do


Oposição comemora aprovação do destaque que evita o endurecimento das regras do abono salarial

Com a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia, a ideia do go­ver­no era res­trin­gir a par­ce­la da po­pu­la­ção que tem aces­so ao abo­no sa­la­ri­al, en­tre­gan­do o be­ne­fí­cio ape­nas aos tra­ba­lha­do­res que ga­nham até R$1.364 - va­lor que de­fi­ne a bai­xa ren­da no Bra­sil, se­gun­do o lí­der do go­ver­no no Se­na­do, Fer­nan­do Be­zer­ra Co­e­lho (MDB-​PE). A opo­si­ção, con­tu­do, vi­nha re­fu­tan­do es­sa te­se des­de a Câ­ma­ra. Os des­ta­ques so­bre o abo­no, po­rém, ha­vi­am si­do re­jei­ta­dos tan­to pe­los de­pu­ta­dos quan­to pe­la Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça do Se­na­do. Só no ple­ná­rio do Se­na­do, a opo­si­ção con­se­guiu em­pla­car es­se des­ta­que, em uma vo­ta­ção ocor­ri­da por vol­ta da meia-​noite des­ta terça-​feira (1º), com o quó­rum que ga­ran­tiu a apro­va­ção do texto-​base da re­for­ma já di­mi­nuin­do.
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A re­for­ma de Pre­vi­dên­cia foi apro­va­da, em pri­mei­ro tur­no, no ple­ná­rio do Se­na­do na noi­te des­ta terça-​feira (1º). Fo­ram 56 vo­tos fa­vo­rá­veis e 19 vo­tos con­trá­ri­os à pro­pos­ta em uma vo­ta­ção que se es­ten­deu por qua­se qua­tro ho­ras, mas cor­reu de for­ma bem mais tran­qui­la que a da Câ­ma­ra. A re­for­ma ain­da vai en­fren­tar o se­gun­do tur­no de vo­ta­ção no Se­na­do nos pró­xi­mos di­as.

Mar­cos Oliveira/​Agência Se­na­do


Plenário do Senado votou a reforma da Previdência nesta terça-feira (1º). Segundo turno deve ocorrer até dia 10

A mar­gem de apro­va­ção da re­for­ma, que pre­ci­sa­va de 49 vo­tos pa­ra ser apro­va­da, es­tá um pou­co abai­xo da ex­pec­ta­ti­va do go­ver­no, que es­pe­ra­va re­ce­ber cer­ca de 58 a 60 vo­tos a fa­vor da mu­dan­ça das re­gras pre­vi­den­ciá­ri­as. “O pla­car se­rá um re­fle­xo da CCJ [Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça]”, che­gou a di­zer o pre­si­den­te do Se­na­do, Da­vi Al­co­lum­bre (DEM-​AP), lem­bran­do que, an­tes de ir ao ple­ná­rio, a pro­pos­ta de re­for­ma da Pre­vi­dên­cia foi apro­va­da por 17 vo­tos a dez na CCJ.
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Os pre­si­den­tes da Câ­ma­ra, Ro­dri­go Maia (DEM-​RJ), e do Se­na­do, Da­vi Al­co­lum­bre (DEM-​AP), se reu­ni­ram nes­ta quinta-​feira (29) com o re­la­tor da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia, Tas­so Je­reis­sa­ti (PSDB-​CE), pa­ra dis­cu­tir a pro­pos­ta de emen­da à Cons­ti­tui­ção pa­ra­le­la, que vai tra­zer, en­tre ou­tras mu­dan­ças, as no­vas re­gras pa­ra apo­sen­ta­do­ria de ser­vi­do­res es­ta­du­ais e mu­ni­ci­pais.

Luis Macedo/​Agência Câ­ma­ra

“O tex­to cons­truí­do pe­lo se­na­dor Tas­so Je­reis­sa­ti ame­ni­za es­sa dis­cus­são em re­la­ção aos go­ver­na­do­res, mas tam­bém pas­sa a res­pon­sa­bi­li­da­de pa­ra que eles pos­sam fa­zer por lei or­di­ná­ria, e não por emen­da cons­ti­tu­ci­o­nal, nas su­as as­sem­blei­as, e as­sim tam­bém nas câ­ma­ras de ve­re­a­do­res, a re­for­ma dos seus es­ta­dos e mu­ni­cí­pi­os”, co­men­tou o pre­si­den­te do Se­na­do.
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A pre­si­den­te da CCJ (Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça) do Se­na­do Fe­de­ral, Si­mo­ne Te­bet (MDB-​MS), dis­se nes­ta quinta-​feira (8) que o re­la­tó­rio da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia do se­na­dor Tas­so Je­reis­sa­ti (PSDB-​CE) de­ve ser vo­ta­do na pri­mei­ra se­ma­na de se­tem­bro.

Jef­fer­son Rudy


A presidente da CCJ, Simone Tebet, e relator da Previdência na comissão, Tasso Jereissati

O tu­ca­no foi es­co­lhi­do nes­ta quinta-​feira pa­ra re­la­tar a pro­pos­ta vin­da da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos. De acor­do com Te­bet, na pró­xi­ma se­ma­na a CCJ do Se­na­do vai ana­li­sar os re­que­ri­men­tos de pe­di­dos de au­di­ên­cia pú­bli­ca e até o pró­xi­mo dia 21 to­das as au­di­ên­ci­as pú­bli­cas de­vem ser re­a­li­za­das.
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Se­na­do­res de opo­si­ção pro­me­tem se mo­vi­men­tar con­tra o pla­no da ba­se go­ver­nis­ta de apro­var em pou­cas se­ma­nas o tex­to prin­ci­pal da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia pa­ra só de­pois dis­cu­tir pos­sí­veis mu­dan­ças atra­vés de uma PEC pa­ra­le­la. Eles ex­pli­cam que, ape­sar de o tex­to que che­gou da Câ­ma­ra nes­ta quinta-​feira (8) ser me­lhor que o ini­ci­al­men­te en­vi­a­do pe­lo Exe­cu­ti­vo, ain­da é pre­ci­so fa­zer ajus­tes no Se­na­do. Por is­so, de­vem re­to­mar a dis­cus­são so­bre pon­tos co­mo abo­no sa­la­ri­al, pen­são por mor­te e Be­ne­fí­cio de Pres­ta­ção Con­ti­nu­a­da (BPC), mes­mo que pre­ci­sem fa­zer obs­tru­ção pa­ra is­so.

Wal­de­mir Barreto/​Agência Se­na­do


Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acha que Senado precisa de tempo para revisar e alterar texto

“O Se­na­do tem que cum­prir seu pa­pel de ca­sa re­vi­so­ra do pro­ces­so le­gis­la­ti­vo e te­mos que fa­zer is­so com a cal­ma ne­ces­sá­ria pa­ra ava­li­ar o que é pos­sí­vel ajus­tar, por­que tem al­guns as­pec­tos da re­for­ma que pre­ju­di­cam os mais po­bres, co­mo a pen­são por mor­te. É as­sim que nós da opo­si­ção va­mos nos com­por­tar”, afir­mou o lí­der da opo­si­ção no Se­na­do, Ran­dol­fe Ro­dri­gues (Rede-​AP), que dis­se não achar ade­qua­do ter da­ta mar­ca­da pa­ra tra­tar do as­sun­to.
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Em­pre­sá­rio por vo­ca­ção e li­be­ral por con­vic­ção, Tas­so Je­reis­sa­ti (PSDB-​CE) é um po­lí­ti­co tu­ca­no de al­ta plu­ma­gem. Ex-​governador do Ce­a­rá, car­go que ocu­pou por três man­da­tos (1987-​1990, 1995-​1998 e 1999-​2002), Tas­so as­su­me a re­la­to­ria da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia no Se­na­do com a mis­são de pre­ser­var o tex­to da pro­pos­ta de emen­da à Cons­ti­tui­ção (PEC) apro­va­da pe­la Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos.

Mo­rei­ra Mariz/​Agência Se­na­do


Senador Tasso Jereissati será o relator da reforma da Previdência

Com mais de R$ 389 mi­lhões em bens e pa­trimô­nio de­cla­ra­dos, Tas­so é do­no da mai­or for­tu­na in­for­ma­da à Jus­ti­ça elei­to­ral, en­tre os 81 se­na­do­res. Elei­to em 2014, Tas­so tem man­da­to até 31 de ja­nei­ro de 2023. Foi um dos fun­da­do­res do Gru­po Je­reis­sa­ti, res­pon­sá­vel por uma das mai­o­res re­des de shop­ping cen­ters do país, o Igua­te­mi.

O tu­ca­no anun­ci­ou que vai tra­ba­lhar pe­la ma­nu­ten­ção da qua­se to­ta­li­da­de da ma­té­ria apro­va­da pe­la Câ­ma­ra. Seu de­se­jo é apro­var o “co­ra­ção” da re­for­ma o “mais rá­pi­do pos­sí­vel”. Tas­so dei­xa­rá a rein­clu­são dos es­ta­dos e mu­ni­cí­pi­os pa­ra uma Pro­pos­ta de Emen­da Cons­ti­tu­ci­o­nal (PEC) que vem sen­do cha­ma­da no Con­gres­so de pa­ra­le­la.
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A ses­são do ple­ná­rio da Câ­ma­ra pa­ra vo­tar os des­ta­ques ao texto-​base da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia es­tá mar­ca­da pa­ra as 9h des­ta quarta-​feira (07), mas a ex­pec­ta­ti­va do pre­si­den­te da ca­sa, Ro­dri­go Maia (DEM-​RJ), é que as vo­ta­ções te­nham iní­cio por vol­ta das 11h e pros­si­gam até as 22h. Após a vo­ta­ção dos des­ta­ques, a pro­pos­ta se­gue pa­ra ser ana­li­sa­da no Se­na­do.

Agên­cia Câ­ma­ra


Rodrigo Maia é o principal articulador da reforma da Previdência na Câmara

Na noi­te des­ta terça-​feira, a ses­são que apro­vou a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia em se­gun­do tur­no co­me­çou às 19h15, de­pois de Ro­dri­go Maia pas­sar o dia es­pe­ran­do a for­ma­ção de quó­rum no ple­ná­rio da Ca­sa. No iní­cio da ma­dru­ga­da, após o anún­cio do pla­car de 370 a fa­vor do tex­to da re­for­ma, 124 con­trá­ri­os e uma abs­ten­ção, Maia co­men­tou acre­di­tar que os des­ta­ques apre­sen­ta­dos à pro­pos­ta se­rão re­jei­ta­dos nes­ta quarta-​feira.
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A Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos apro­vou em 2º tur­no na ma­dru­ga­da da quarta-​feira (7) o tex­to prin­ci­pal da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia. Fo­ram 370 vo­tos a fa­vor, 124 con­tra e uma abs­ten­ção. No 1º tur­no fo­ram 379 vo­tos fa­vo­rá­veis a 131 con­trá­ri­os.

Luis Macedo/​Câmara dos De­pu­ta­dos


Câmara aprovou texto-base da reforma da Previdência em 2º turno

Após a vo­ta­ção, o pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Ro­dri­go Maia (DEM-​RJ), mi­ni­mi­zou a per­da de vo­tos em re­la­ção ao 1º tur­no. “É nor­mal que em uma vo­ta­ção des­sas vo­cê pos­sa ter um ou dois vo­tos de per­da, de ga­nho. Ga­nho não da­va até por­que 379 já era um nú­me­ro bem ele­va­do”, dis­se.
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O lí­der do go­ver­no no Se­na­do, Fer­nan­do Be­zer­ra Co­e­lho (MDB-​PE), es­pe­ra que a Ca­sa apro­ve a re­for­ma da Pre­vi­dên­cia com uma mar­gem si­mi­lar à da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, que re­gis­trou 74% de apro­va­ção ao texto-​base da ma­té­ria. Is­so por­que ele acre­di­ta que cer­ca de 60 dos 81 se­na­do­res de­vem apoi­ar o go­ver­no nes­ta vo­ta­ção - mai­o­ria que, se­gun­do o se­na­dor, tam­bém de­ve apro­var a in­di­ca­ção de Edu­ar­do Bol­so­na­ro (PSL-​SP) à em­bai­xa­da nos Es­ta­dos Uni­dos.

Edil­son Rodrigues/​Agência Se­na­do


"Aqui tem voto", garantiu Fernando Bezerra Coelho, que também acredita que os senadores aprovem indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada

“Nos­sa ex­pec­ta­ti­va é que a gen­te pos­sa con­cluir a vo­ta­ção no Se­na­do Fe­de­ral até apro­xi­ma­da­men­te o dia 20 de se­tem­bro. Eu acre­di­to que o go­ver­no de­ve­rá ter aqui en­tre 54 e 60 vo­tos. […] Aqui tem vo­to”, ga­ran­tiu Fer­nan­do Be­zer­ra Co­e­lho, ar­gu­men­tan­do que a re­for­ma vai além da ba­se do go­ver­no. “Tem o apoio de mui­tos ou­tros par­ti­dos, que in­clu­si­ve fa­zem opo­si­ção ao go­ver­no”, afir­mou o se­na­dor.
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An­tes da re­for­ma da Pre­vi­dên­cia, ne­nhum ou­tro pro­je­to de lei ou emen­da cons­ti­tu­ci­o­nal ha­via reu­ni­do tan­tos par­la­men­ta­res no ple­ná­rio da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos. É que ape­nas três de­pu­ta­dos não re­gis­tra­ram vo­to no dia em que o texto-​base da re­for­ma foi apro­va­do no ple­ná­rio - nú­me­ro re­cor­de pa­ra uma vo­ta­ção le­gis­la­ti­va, se­gun­do o pre­si­den­te da Ca­sa, Ro­dri­go Maia (DEM-​RJ).

Luis Macedo/​Câmara dos De­pu­ta­dos


Só três dos 513 deputados não votaram o texto-base da reforma

“Des­de 1991, quan­do pas­sa­mos a ter os da­dos de to­das as vo­ta­ções, es­sa foi a vo­ta­ção le­gis­la­ti­va com o mai­or quó­rum da his­tó­ria”, afir­mou nes­ta terça-​feira (17), Ro­dri­go Maia. Ele ex­pli­cou que pes­qui­sas no ban­co de da­dos da Câ­ma­ra re­ve­la­ram que ape­nas al­gu­mas pou­cas ses­sões reu­ni­ram um nú­me­ro de de­pu­ta­dos su­pe­ri­or ao que foi vis­to na vo­ta­ção da re­for­ma. E ne­las não fo­ram apre­ci­a­dos emen­das cons­ti­tu­ci­o­nais ou pro­je­tos de lei. “O quó­rum só per­de pa­ra o im­pe­a­ch­ment, pa­ra a pos­se dos de­pu­ta­dos e pa­ra a elei­ção do pre­si­den­te da Câ­ma­ra. De vo­ta­ção le­gis­la­ti­va, foi o mai­or”, ga­ran­tiu Maia, acres­cen­tan­do: “foi um bom re­sul­ta­do”.
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