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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pediu que o corregedor da Casa, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), apure a fraude na eleição da Mesa Diretora, no último sábado (2). Embora estivessem presentes os 81 senadores, na urna de votação, foram colocados 82 votos na eleição para a presidência da Casa.

Jane de Araújo/Agência Senado



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Depois da derrota de Renan Calheiros (MDB-AL) para Davi Alcolumbre (DEM-AP) na disputa pelo comando do Senado, o MDB de 13 representantes verá seu reinado de 16 anos à frente dos trabalhos reduzido a um posto secundário na Mesa Diretora: a 2ª Secretaria, cujo senador titular tem entre suas funções lavrar atas de sessões secretas. Foi o que ficou decidido nesta terça-feira (5), em reunião de líderes, na primeira rodada de negociações para a composição dos principais cargos da Casa.

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Quatro vezes presidente do Senado, Renan viu seu império ruir com a vitória do candidato governista

Segundo o entendimento das lideranças, o PSDB (8 nomes) terá o segundo posto mais importante da Casa, a 1ª Vice-Presidência – e, nesse caso, desponta como nome forte para o posto o senador tucano Tasso Jereissati (CE), desafeto de Renan e um dos articuladores do levante anti-MDB, com a bandeira da “nova política”, durante as duas tumultuadas sessões plenárias para eleger o presidente do Senado no biênio 2019-2020.
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O vencedor da disputa mais acirrada da história do Senado é um homem pouco propenso a fazer declarações públicas, mas muito ativo nas articulações políticas. Depois de quatro anos de mandato longe dos holofotes, Davi Alcolumbre (DEM-AP) é agora o chefe do Congresso, o terceiro na linha da sucessão presidencial, o senador que derrotou o MDB, partido que presidiu a Casa em 30 dos 34 anos da nova República. Será lembrado daqui em diante como o parlamentar que impôs a Renan Calheiros (MDB-AL), que postulava a presidência pela quinta vez, sua maior derrota eleitoral.

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Davi, ao centro, comemora sua eleição com aliados de vários partidos

“Davi não é Davi. Davi é Golias. É o novo presidente do Senado e eu retiro minha candidatura”, disse o senador alagoano em tom de protesto, ao sair da disputa na tarde deste sábado (2), quando percebeu que seria derrotado mesmo com a votação secreta pela qual tanto lutou.

Na presidência em exercício do Senado, por ter sido o único remanescente da Mesa Diretora anterior em meio de mandato, Alcolumbre usou o microfone nessa sexta (1º) por mais tempo do que em todos os seus quatro anos anteriores na Casa. Desde fevereiro de 2015, discursou apenas sete vezes, conforme os registros oficiais. Em três oportunidades para defender o impeachment da então presidente Dilma.
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Davi Alcolumbre vence Renan e é o novo presidente do Senado

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019 07:50 Notícias

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) é o novo presidente do Senado. Ele se elegeu em primeiro turno, neste sábado (2), após receber 42 votos. Um a mais do que os 41 exigidos para que não houvesse segundo turno. Essa foi a eleição mais acirrada da história da Casa desde a redemocratização. A disputa, iniciada ainda nessa sexta-feira (1º), foi marcada por um cerco de senadores de vários partidos contra Renan Calheiros (MDB-AL), que renunciou à sua candidatura no fim da tarde, alegando discordâncias com o processo eleitoral.

Marcos Oliveira/Agência Senado


Aos 41 anos, Alcolumbre impôs derrota histórica a Renan e ao MDB

Depois de quatro anos de atuação tímida no Senado, Davi Alcolumbre se agigantou diante de Renan, que chegou a chamá-lo, de maneira irônica, de “Golias”, em referência aos dois personagens bíblicos, e deve comandar a Casa pelos próximos dois anos Foi necessária a realização de duas votações secretas, em cédulas de papel, para que o novo presidente fosse conhecido.
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A líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS), informou nesta terça-feira (22) ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) que disputará, dentro da bancada, a indicação do partido à presidência da Casa. Embora negue publicamente a intenção de voltar ao cargo, Renan articula sua candidatura nos bastidores.

Roberto Castello


“Agora estou livre para pedir voto”, diz Simone após conversa com Renan

Os dois conversaram por telefone. “Agora estou livre para pedir voto na bancada. Faltava oficializar para ele e o Romero Jucá [presidente da legenda]”, disse a senadora ao Congresso em Foco. Segundo ela, Renan reagiu com naturalidade ao saber de sua intenção. “Ele não poderia reagir diferente. Todos têm direito a indicar um nome. Isso faz parte do processo”, completou.
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O Podemos lançou nesta terça-feira (22) a candidatura do senador Alvaro Dias (PR) à presidência do Senado. A sigla também decidiu apoiar o voto aberto na disputa pelo comando da Casa e da Câmara. “Para o partido, a transparência deve prevalecer em todos os atos do poder público, principalmente, em respeito ao direito constitucional do eleitorado brasileiro de saber como votam seus representantes eleitos”, afirma o Podemos em nota.

Marcos Oliveira/Agência Senado


Alvaro disputou a Presidência da República em 2018, mas ficou na nona colocação

Segundo o Podemos, a candidatura de Alvaro recebeu o apoio de 96% dos 110 mil filiados consultados. “Em respeito a essa expressiva votação, o Podemos apresenta e apoia a candidatura do senador Alvaro Dias, parlamentar com experiência e trajetória exemplar, que o credenciam para levar adiante na Casa Legislativa as principais pautas para a recuperação e o desenvolvimento do Brasil”, alega a legenda.
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O senador Renan Calheiros (MDB-AL) atacou nesta terça-feira (15) o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava em Curitiba. “Deltan Dallagnol continua a proferir palavras débeis, vazia, a julgar sem isenção e com interesse político, como um ser possuído”, escreveu o pré-candidato à presidência do Senado.

Geraldo Magella/Agência Senado


Coordenador da Lava Jato considera que voto secreto favorece Renan e prejudica o combate à corrupção

Desafeto de Renan, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ironizou a postagem do emedebista, alvo de 13 investigações no Supremo, a maior parte delas relacionada à própria Lava Jato. “Só rindo mesmo e alto! Piadista essa pessoa”, reagiu Janot ao comentário.
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O senador Renan Calheiros (MDB-AL) usou a gráfica do Senado para imprimir um livro com 489 páginas em que defende sua biografia e apresenta “reflexões que a grande mídia não vê ou prefere não ver”. A publicação foi distribuída nos gabinetes dos senadores e deputados e a parlamentares eleitos que assumirão em 1º de fevereiro. Embora negue publicamente que será candidato à presidência da Casa, cargo que já ocupou por três vezes, Renan articula nos bastidores a sua candidatura.

Amanda Almeida/O Globo


Renan é retratado como “senador moderno” e vítima de perseguições em livro impresso pelo Senado que ele mesmo assina

“Neste livro você irá se deparar, aqui e ali, com fatos, relatos e reflexões que a grande mídia não vê ou prefere não ver. Coloco-as à disposição e ao juízo do leitor. Espero que o ajude a compreender decisões e atitudes que tomei e as consequências delas advindas”, diz o senador na introdução de Democracia Digital. “Sirva-se do livro. Leia-o nas férias e bom proveito”, sugere na apresentação.
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Ao menos 17 senadores, eleitos e em exercício, devem formar grupo de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). Um dos líderes do movimento, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) diz preferir não chamar a iniciativa de “bloco”. O congressista afirmou ao Congresso em Foco que não será feita “nem adesão automática, nem oposição sistemática”.

Marcos Oliveira/Agência Senado


Grupo dialogará com o governo como forma de manter a independência, diz Randolfe

Segundo Randolfe, o grupo dialogará com o governo como forma de manter a independência. Pelas contas do senador, a união incluirá 5 congressistas da Rede, 4 do PDT, 2 do PSB, 2 do PPS, 1 do PRP, 2 do PHS e ainda o senador Reguffe (sem partido-DF). A criação do grupo foi alinhada em reunião na noite desta quarta-feira (21), como este site adiantou.
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Por 41 votos a favor e 16 contra, com uma abstenção (veja abaixo como cada senador votou), o Senado aprovou em plenário nesta quarta-feira (7) dois projetos de lei que concedem reajuste para cargos de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e de Procurador-Geral da República (PGR). Segundo estimativa da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado, formalizada em nota técnica divulgada nesta quarta-feira (7), o impacto do aumento será de pelo menos R$ 5,3 bilhões anuais no orçamento da União, levando-se em conta o “efeito cascata”.

Jonas Pereira/Agência Senado


Aécio e Jucá, que votaram a favor do aumento, trocam confidências em plenário. Ao fundo, Cássio Cunha Lima e Vicentinho Alves, que votaram da mesma maneira

Trata-se dos Projetos de Lei da Câmara 28/2016 , que agora segue para sanção presidencial prevê reajuste de 16,38% nos salários, que passarão de R$ 33,7 para R$ 39,2. O efeito cascata terá desdobramentos na remuneração de outros órgãos da administração pública federal e estaduais.

As proposições foram encaminhadas ao Congresso, em 2015, pelo então presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, e faziam parte de um alegado acordo costurado pelo Judiciário com a então presidente Dilma Rousseff (PT). A Câmara chegou a aprovar o reajuste no ano seguinte, mas as matérias ficaram emperradas no Senado até hoje (quarta, 7), depois de terem sido protocoladas na Secretaria-Geral da Mesa em 2016.
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