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Maioria dos brasileiros afirma que renda não cobre despesas básicas, aponta Datafolha

29/04/2026

Uma pesquisa recente do instituto Datafolha revela um cenário preocupante para os trabalhadores brasileiros: a maioria da população afirma que a renda não é suficiente para cobrir as despesas do dia a dia.

De acordo com o levantamento, 59% dos brasileiros dizem que o salário não dá conta das necessidades básicas, enquanto apenas 36% afirmam que conseguem equilibrar as contas. Um percentual ainda menor, cerca de 6%, relata ter renda superior ao necessário.

Diante do aperto financeiro, cresce o número de pessoas que buscam alternativas para complementar o orçamento. A pesquisa mostra que cerca de 45% dos brasileiros passaram a procurar fontes extras de renda nos últimos meses, seja por meio de trabalhos informais, serviços temporários ou atividades autônomas.

Esse movimento é ainda mais intenso entre os trabalhadores de baixa renda. Entre aqueles que recebem até dois salários-mínimos, aproximadamente 70% afirmam que o rendimento é insuficiente, evidenciando o impacto direto do custo de vida sobre os mais vulneráveis. A pesquisa indica que a insatisfação com a vida financeira é crescente, refletindo um cenário de pressão econômica que afeta diretamente o bem-estar da população.

Impacto maior entre mulheres e trabalhadores mais vulneráveis

As mulheres aparecem com maior frequência entre quem afirma que a renda não cobre despesas básicas e também lideram entre os que classificam a vida financeira como ruim ou péssima.

O impacto desse cenário vai além do bolso: elas relatam mais insegurança, desânimo e preocupação com dinheiro do que os homens.   Os números reforçam essa diferença. Cerca de 44% das mulheres dizem ter humor financeiro ruim ou péssimo, ante 36% dos homens. No geral, quatro em cada dez brasileiros demonstram algum nível de insatisfação com suas finanças.

Parte dessa desigualdade está ligada à renda. Mulheres seguem mais concentradas nas faixas salariais mais baixas e, em média, ganham menos — com diferenças que podem chegar a cerca de 30% em cargos de liderança.   Além disso, têm menor participação no mercado de trabalho, o que reduz as possibilidades de ampliar ganhos.   O endividamento também pesa mais. Um percentual maior de mulheres afirma estar negativado, sinalizando maior dificuldade para manter as contas em dia.

Com informações G1 e Datafolha

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